Eu tinha acabado de me mudar pra um prédio novo em São Luís. 12 andares. Simples.
No segundo dia, apertei o botão do elevador às 3:17 da manhã porque não conseguia dormir.
As portas abriram. Estava vazio. Entrei.
Antes de apertar o 12º, reparei: tinha um botão do *13º andar*.
Estranho. O prédio só tinha 12.
Apertei por curiosidade.
O elevador subiu... passou do 12... e parou.
As portas abriram num corredor escuro, com cheiro de mofo e tinta fresca.
No fim do corredor tinha uma porta com o número 1313.
De dentro veio uma voz de criança: "Tia, você demorou. Brinca comigo?"
Meu sangue gelou. Eu moro sozinha.
Fechei as portas na pressa e apertei o térreo.
Quando cheguei em casa, tinha um desenho na minha porta.
Uma menina de vestido branco segurando a mão de uma mulher.
Embaixo estava escrito: "Obrigada por brincar comigo no 13º".
No dia seguinte perguntei pro porteiro sobre o 13º andar.
Ele ficou pálido: "Moça... esse prédio nunca teve 13º andar.
E a menina do 1313... ela morreu aqui em 1997. Esperando a mãe voltar do trabalho."
Hoje eu evito elevador depois da meia-noite.
Mas às 3:17, eu ainda escuto o "ding" dele parando no meu andar.
Mesmo quando eu não chamei.