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Amarelinha Pula a poça, pula o abismo, pula amarelinha…

Conteúdo da publicação

Amarelinha

 

Pula a poça, pula o abismo, pula amarelinha

Sobe a rua da saudade, entra na da esperança

Destrança dessa trança, essa trama, essa voz

Pular nas nuvens, sobre a cama sonhar

Quantos anos temos, quanto teremos?

 

Pula a corda, pula a tristeza, passa anel

Desce a rua da idade, entra na da amizade

Olha a frente, olha para a frente, um espelho

Um desejo dentro do peito, um coração

Anda sozinho no meio dessa multidão

 

Grão de areia pelo chão, um avião

Molha as plantas, vê se levantar, ainda é cedo

O nosso medo de não poder brincar

Dorme criança, acorda moço, velho na tarde

Vem dançar sob o luar, sobre a terra chão

 

Pula a poça, pula o despenhar, pula amarelinha

Acorda a lua, vem despertar, vem me buscar

A estrada é longa, torta feito o vento

Tenha tempo para não ter tempo

Vem sentir o trem passar para lá, lá, lá, la,lá, lá

 

Milton Antonios

14jul/2026

Thoughts

  • meioCapitulo

    Aposto que esse poema começou pelo pula amarelinha e o resto foi vindo atrás. O trem do final tem jeito de brincadeira que acaba quando alguém chama pra dentro.

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  • mariinha

    Fiquei cantarolando o lá lá lá do fim, tem cara de cantiga de roda mesmo. Você escreveu já com uma melodia na cabeça?

    Permalink
Pública 0 conversa 2 pensamentos 41 votos positivos 0 voto negativo 0 série

Amarelinha Pula a poça, pula o abismo, pula amarelinha Sobe a rua da saudade, entra na da esperança Destrança dessa trança, essa trama, essa voz Pular nas nuvens, sobre a cama sonhar Quantos anos temos, quanto teremos? Pula a corda, pula a tristeza, passa anel Desce a rua da idade, entra na da amizade Olha a frente, olha para a frente, um espelho Um desejo dentro do peito, um coração Anda sozinho no meio dessa multidão Grão de areia pelo chão, um avião Molha as plantas, vê se levantar, ainda é…