ABRIGO
O mundo parou no instante em que te vi tão próxima a mim.
Te puxei por trás, sem aviso, sem pedir licença. Teu corpo abracei pelas costas, encostei meu rosto e, esperando um susto, um afastamento, fiquei.
Dessa vez, não veio.
Surpreendi-me, mas permaneci mais um pouco ali. Ao sentir meus braços envolvendo tua cintura e, levemente, minha pele junto à tua, começaste a sorrir. Percebeste o que meu corpo dizia e, sem pressa, construí uma vida no encanto do teu existir.
Pela primeira vez, o abraço virou abrigo.
E como eu desejo, nele, contigo seguir.
Eliete Souza 03-10-26