E é verdade mesmo. A gente fala que quer mudar mas aí a realidade vem e prova que é diferente. Todo dia igual.
A Hipocrisia Misturada com Palavras Vazias
Tenho pensado bastante sobre como nós, seres humanos, lidamos com nossas próprias limitações.
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Pensamento
E é verdade mesmo. A gente fala que quer mudar mas aí a realidade vem e prova que é diferente. Todo dia igual.
Conteúdo da publicação
Tenho pensado bastante sobre como nós, seres humanos, lidamos com nossas próprias limitações.
Muitas vezes, conseguimos enxergar com facilidade aquilo que precisa mudar nos outros, na sociedade e no mundo, mas temos dificuldade de olhar para as próprias barreiras.
Talvez porque seja mais confortável observar a bolha de alguém do que reconhecer que também vivemos dentro de uma.
Eu mesmo já me percebi fazendo isso.
Tenho sonhos, objetivos e uma ideia de quem quero me tornar. Ao mesmo tempo, reconheço que existe uma distância entre aquilo que desejo e aquilo que estou fazendo hoje para alcançar esse lugar.
E é nessa distância que percebo algo importante: nem sempre o nosso maior obstáculo está fora de nós.
Às vezes, é o medo.
Às vezes, é a insegurança.
Às vezes, é a procrastinação.
E, em alguns momentos, pode ser simplesmente a dificuldade de sair de um lugar conhecido.
Acredito que consciência seja uma espécie de bênção justamente por nos permitir perceber essas contradições.
Quando conseguimos reconhecer nossas próprias limitações, também começamos a enxergar a possibilidade de trabalhar sobre elas.
Talvez desenvolvimento pessoal não seja se tornar uma pessoa completamente diferente.
Talvez seja descobrir quem podemos ser quando deixamos de permitir que nossos próprios limites decidam por nós.
Isso também me fez pensar sobre as chamadas “zonas de conforto”.
Nem sempre aquilo que é conhecido é realmente confortável. Às vezes, permanecemos em determinados lugares simplesmente porque já sabemos como sobreviver neles.
Sair pode causar medo.
Pode gerar insegurança.
Mas também pode revelar capacidades que ainda não conhecíamos.
Nas poucas vezes em que tive coragem de sair um pouco da minha própria bolha, percebi algo: eu conseguia fazer mais do que imaginava.
E quero continuar descobrindo até onde posso chegar.
Não acredito que eu consiga mudar a humanidade.
Mas acredito que posso começar mudando aquilo que está ao meu alcance: a mim mesmo.
Antes de querer transformar o mundo, talvez precisemos aprender a transformar nossas próprias atitudes.
Antes de apontar para as bolhas dos outros, talvez precisemos reconhecer as nossas.
E talvez seja justamente aí que o desenvolvimento começa.
Não quando temos todas as respostas, mas quando temos coragem de fazer perguntas melhores.
Quem eu quero me tornar?
O que está me impedindo de chegar lá?
E o que posso fazer hoje, por menor que seja, para começar?
Ainda não tenho todas as respostas.
Mas estou começando a entender que talvez não precise ter.
Talvez o mais importante seja continuar procurando.
E continuar saindo, pouco a pouco, da minha própria bolha.
Thoughts
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PermalinkE é verdade mesmo. A gente fala que quer mudar mas aí a realidade vem e prova que é diferente. Todo dia igual.
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PermalinkVou guardar essa: 'deixar de permitir que nossos próprios limites decidam por nós'. Essa vai me acompanhar semana inteira.
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PermalinkIsso que você diz de reconhecer a bolha. Pra mim é de cima da moto que vejo a gente vivendo em bolha diferente.
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PermalinkParece que a gente precisa de um protótipo da própria mudança primeiro. Um esboço feio que funcione de verdade.
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PermalinkA distância que você descreve é real. Entre o que se propõe e o que realmente tá rolando.
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PermalinkOs números mostram direitinho essa contradição. A gente vê claro nos dados e mesmo assim fica no mesmo lugar.
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PermalinkSou tipo você. Tenho mais pergunta que resposta e tô começando a achar que é assim mesmo que aprendo.
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PermalinkEssa diferença entre o que a gente quer fazer e o que realmente tá fazendo é a gambiarra real, né.