Que nós sabemos que os pais nunca assumem sua culpa em uma má criação dos filhos, nós já sabemos, mas….. E a nossa culpa em não aceitarmos um novo REcomeço!?
Porquê se torna tão intrigante o merecimento das coisas boas das vidas, após um trauma que aparentemente foi “superado”? Se o tal fenômeno de romantizar nossa vida existe, por quê não nos sentimos merecedores de tal benção? E se a gente romantizasse mais a nossa vida, isso seria o super poder de reescrever a nossa história? como se o começo não fosse o que nos definisse, mas o que nos tornamos a partir disso.
Onde se esconde a autenticidade em ser só mais um jovem que sofreu por pais abusivos e narcisistas?
Acho que todas as respostas destas perguntas se resumem à uma verdade: A síndrome do impostor, é aquela voz que fica em nossa mente contradizendo tudo de bom que recebemos, como se fosse uma pessoa que sabe tudo o que você viveu, mas ao invés de te tratar como vítima, QUE VOCÊ FOI, ela diz que a culpa é sua, culpa por esperar demais dos outros, culpa por depositar sua esperanças e verdades em alguém que não se importava com o que você dizia, culpa por acreditar que essa pessoa mudaria, mas… E quando essa pessoa é seu pai? O que você faz? - Você diria para a garotinha de seis anos que ela foi burra em esperar que o pai fosse a sua apresentação na escola? Ou você diria para ela que aos dez anos ela foi besta por acreditar que se aproximaria do pai e dos novos irmãos? Você diria que aos quinze anos, ela seria idiota por pensar que o pai a defenderia dos abusos da sua madrasta? A verdade é que ele nunca a defendeu, e a garotinha ressentida ainda espera que ele a proteja.