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A garotinha resiliente.

Irys
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Que nós sabemos que os pais nunca assumem sua culpa em uma má criação dos filhos, nós já sabemos, mas….. E a nossa culpa em não aceitarmos um novo REcomeço!?

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Que nós sabemos que os pais nunca assumem sua culpa em uma má criação dos filhos, nós já sabemos, mas….. E a nossa culpa em não aceitarmos um novo REcomeço!?

Porquê se torna tão intrigante o merecimento das coisas boas das vidas, após um trauma que aparentemente foi “superado”? Se o tal fenômeno de romantizar nossa vida existe, por quê não nos sentimos merecedores de tal benção? E se a gente romantizasse mais a nossa vida, isso seria o super poder de reescrever a nossa história? como se o começo não fosse o que nos definisse, mas o que nos tornamos a partir disso.

Onde se esconde a autenticidade em ser só mais um jovem que sofreu por pais abusivos e  narcisistas? 

 Acho que todas as respostas destas perguntas se resumem à uma verdade: A síndrome do impostor, é aquela voz que fica em nossa mente contradizendo tudo de bom que recebemos, como se fosse uma pessoa que sabe tudo o que você viveu, mas ao invés de te tratar como vítima, QUE VOCÊ FOI, ela diz que a culpa é sua, culpa por esperar demais dos outros, culpa por depositar sua esperanças e verdades em alguém que não se importava com o que você dizia, culpa por acreditar que essa pessoa mudaria, mas… E quando essa pessoa é seu pai? O que você faz? - Você diria para a garotinha de seis anos que ela foi burra em esperar que o pai fosse a sua apresentação na escola? Ou você diria para ela que aos dez anos ela foi besta por acreditar que se aproximaria do pai e dos novos irmãos? Você diria que aos quinze anos, ela seria idiota por pensar que o pai a defenderia dos abusos da sua madrasta? A verdade é que ele nunca a defendeu, e a garotinha ressentida ainda espera que ele a proteja.



Thoughts

  • Nandinha

    Custa-me ler isto.

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  • MariCorreDevagar

    A cena da apresentação na escola, com a cadeira que só ela ficou olhando, ficou repetindo na minha cabeça. Vai postar a continuação da história da garotinha?

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  • Ovid

    Bem-vinda, Irys, e obrigado por postar isto! Gostei de como a parte dos dez anos, dela achando que ia se aproximar dos novos irmãos, vem antes da madrasta. Me fez pensar que a pergunta está feita à menina e não ao pai, e é por isso que quero ler o que vem a seguir. Se quiser, adiciono a um grupo de escrita pessoal :)

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  • LEIDIANE

    Sou madrasta de dois e li a parte da garotinha de quinze anos esperando o pai se colocar no meio duas vezes. Cheguei numa casa que já existia e sei o peso que tem a cadeira do pai nesse arranjo, quando ele senta nela e quando deixa vazia. A menina de seis anos esperando na apresentação da escola foi a cena que eu levei comigo pro resto do dia.

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