Com licença,
deixa eu me fazer uma pergunta:
Por que eu nasci?
Por que ainda estou aqui?
Não acrescentei nada à terra,
e dela também nada tirei.
Sou uma presença silenciosa,
um rascunho que o tempo guardou.
Pode ser que o meu momento já tenha passado?
Que eu o perdi de vista em alguma curva?
Ou pode ser que, por acaso, ele ainda esteja aqui,
escondido no próximo segundo?
Ou será que o meu instante mais bonito
só vai chegar no dia em que eu estiver prestes a partir?
E, no silêncio que me aperta, me pergunto ainda:
Ou será que já aconteceu e eu sequer me lembro?
Será que essa marca foi boa ou ruim?
Fez bem... ou fez mal?
Procuro na memória o dia em que fiz falta,
o instante em que o meu passo deixou marca.
Se fui carinho ou ira,
abraço ou prisão.
E, no fim de todas as perguntas,
olho para o horizonte e continuo sem saber:
Ainda me pergunto, sem ter a resposta,qual é o significado da vida para mim.
Olho para trás e sinto que ainda não conquistei nada,
e olho para a frente sem saber se um dia irei conquistar.
Continuo fazendo perguntas sem respostas.
Às vezes eu nem entendo as minhas próprias perguntas,
apenas as faço...
pois é exatamente o que eu estou sentindo na hora.
E, no meio desse labirinto, olho para o lado
e também me pergunto se você que está lendo
também se faz as mesmas perguntas...
Ou se elas são diferentes,
mas, no fundo, parecidas.
E se vocês aí do outro lado já tiveram as respostas?
Ou se, no fim das contas,
tudo o que temos ainda são apenas perguntas?
Perguntas e perguntas...
elas são tão cansativas,
e tão difíceis de responder.
Mas, mesmo assim, dou mais um passo.
E ainda sigo me perguntando,
mesmo sem nunca entender.
Eu sei que pareço deprimente,
sinto muito, mas é o que estou sentindo e pensando agora.
São tantas perguntas sem respostas...
que eu só quero parar de me perguntar.
Mas parar significa desistir de respondê-las.
Então, eu escolho continuar perguntando.
Vai que um dia... eu encontre a resposta que eu tanto procuro.
Então, você que está lendo,
não desista de se perguntar...
assim como eu.