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A BRUXA

ANAPORONHAK
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A Bruxa

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A Bruxa

A bruxa voa.
Na vassoura, ela tem o caldeirão.
Tem vassoura.
As verrugas são feias.

Isso qualquer conto diria,
que bruxas, logicamente, não existem.
Mas esqueceram das velhas vassouras
que elas usavam em outros tempos.

Nas luas cheias,
quando as estrelas estão prontas
e a lua ilumina o céu,
elas podem sair.

No dia do sacrilégio,
cada uma busca o destino.
Sem destino,
a família não se encontra.

Elas têm sacrifícios,
uma data exata
em que tudo acontece.

Toda bruxa tem uma madrinha.
Toda madrinha
tem uma rainha.
Toda rainha tem um segredo.

Onde está o segredo
da feitiçaria?

Ela o esconde em um canto.
Mas a nação
tem formas bem diferentes.

Cada uma tem um buraco.
Cada buraco tem um presente.

Os presentes são os umbrais,
são uivos ou lobos.

Nem o bruxo apenas fica.
Pé de bruxa, como pé de coelho.

Se acha que tudo sabe,
perde-se no grande segredo.

Mas só quem pode achar
o segredo do vidente
é sinal de que os oráculos
não passam sem que algo aconteça.

Da mesma maneira
que o vento chega à terra,
como o tornado,
a magia vem.

E dos buracos
não vêm apenas demônios,
mas muita escuridão
sobre o destino que se esconde.

Apenas o uivo do lobo
encontra três segredos
nas estrelas.

Ana Cristina Poronhak de Carvalho

 

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