A raiva de si próprio por ainda gostar é das partes mais injustas, porque essa raiva era para estar do outro lado. Fico a torcer contra esse tipo que segue a vida tão leve.
3 de Agosto
Pensamento
A raiva de si próprio por ainda gostar é das partes mais injustas, porque essa raiva era para estar do outro lado. Fico a torcer contra esse tipo que segue a vida tão leve.
Conteúdo da publicação
É uma sensação estranha olhar no espelho e não me reconhecer por inteiro. Parece que tem um pedaço meu que ficou preso nas palavras que você me disse (ou nas que nunca disse). Dói perceber que, mesmo depois de tudo o que você me fez passar, meu peito ainda aperta quando lembro do seu rosto. Eu sinto raiva de mim por isso. Sinto uma insegurança enorme que me faz achar que o problema sou eu, que talvez se eu fosse diferente, você teria me tratado com o cuidado que eu merecia. É pesado carregar o amor por alguém que foi o motivo da minha dor. Queria só conseguir desligar esse sentimento, tirar esse nó da garganta e parar de achar que amar significa aceitar ser machucado.
O pior é o silêncio que fica. É acordar no meio da noite e reviver cada cena, me perguntando onde foi que eu errei, em que momento eu deixei minhas barreiras caírem tanto. Você me desmontou de um jeito que agora, quando alguém tenta se aproximar com calma e carinho, eu sinto uma vontade absurda de correr. Tenho medo de que todo mundo tenha essa mesma capacidade de me ferir, de que o amor seja sempre esse jogo onde eu saio perdendo. É exaustivo ter que me reconstruir do zero enquanto você parece seguir a vida sem carregar uma migalha de culpa. Sinto falta de quem eu era antes de você entrar na minha história, mas o que mais me assusta é não saber se algum dia vou conseguir ser aquela pessoa de novo.
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