O silêncio do meu quarto é um grito que não para.
O meu relógio, mais uma vez, para.
Tomei cuidado com a navalha; ela poderia ser minha falha.
Fui enganado pela cor da sua lente.
A gente era o futuro, mas hoje é diferente.
O jeito que dizia me querer era meio ausente.
Pelo deserto, garoto diabo, o clima é quente.
Garota, dance; o seu corpo saliente.
Mais uma vez caio na ilusão. Você que mente?
Por que eu achei que, dessa vez, ia parar?
Por que achei, dessa vez, que iria escutar?
Flores azuis, pétalas sangrentas; do meu nome eu faço jus.
Eles me sufocaram com a luz…
Eles me jogaram contra a cruz…
Eles apagaram o nome que fazia jus.
Os meus cavalos nunca passam fome, porque sempre tenho feno…
Eu me tornei um rei, mas também era um pouco idiota.
Estrago o meu destino, Eu que mesmo escrevo.
todo esse mundo foi escrito no meu diário, e eu que criei as peças pra viver nesse cenário.
Não foi você que o montou pra sentir o clima daquilo.
Eu que chutei as cobras pra conseguir ver o cenário.
Foi eu que escolhi a dedo todos aqueles que me ajudaram.
Foi eu que passei a lapiseira, lapidando os mais fracos.
Foi eu que criei todo esse sentimento…
Eu que tentei correr contra o meu próprio tempo.
Eu que tentei enxergar o sol, mesmo enfaixado
Eu caí na sua isca que estava no anzol.
Eu que vejo as estrelas caindo sobre o sol.
Destruição e caos é o que eu vejo no meu caminho.
A culpa não é sua por ter feito aquilo…
A culpa é minha por ter criado tudo isso.