Há uma dor que aprende a sorrir,
fechando a própria alma
para não revelar o inverno
que atravessa por dentro.
A vida perde a pressa.
O silêncio senta-se ao seu lado,
e enxergamos o peso
de tudo aquilo que fingimos não sentir.
Talvez nada tenha sido suficiente:
o amor, a espera, a coragem…
Nem mesmo o silêncio,
que com suas verdades, fala
E a alma, talvez,
cansada de explicar suas feridas,
encontre uma forma de esconder
o que já não sabe como revelar.
E, Para uma alma cansada de fingir, sorrir
Seja apenas, desaparecer.