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Um Nome Entre Versos

Luan
Pública 8 conversas 11 pensamentos 12 votos positivos 2 votos negativos 1 séries 36 visualizações

Ela surge leve, quase sem anunciar, a ligeira do prédio… impossível não notar. Tem um jeito calmo que prende o olhar e um sorriso lindo que faz tudo mudar. Cabelos castanhos dançam no ar, seus olhos têm um brilho que faz o tempo parar. É muito linda, de um jeito que vai além, não é só beleza — é algo que ela tem, um encanto simples que faz o coração ficar.

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de_onde_vem_a_palavra

O "encanto" aqui nao e so a palavra bonita: e a palavra certa no lugar certo. Tu coloca nome no final, tipo um segredo sussurrado - Ana, Clara. O portugues tem essa coisa, que nomear e convocar. Esses nomes nao sao decoracao; eles pesam ali, como se o poe

O "encanto" aqui nao e so a palavra bonita: e a palavra certa no lugar certo. Tu coloca nome no final, tipo um segredo sussurrado - Ana, Clara. O portugues tem essa coisa, que nomear e convocar. Esses nomes nao sao decoracao; eles pesam ali, como se o poema so se completasse quando a gente le aquele nome que a pessoa carrega. Rarissimo conseguir isso sem cair na festa da imaginacao.

Conteúdo da discussão

Ela surge leve, quase sem anunciar,

A ligeira do prédio… impossível não notar.

Tem um jeito calmo que prende o olhar,

E um sorriso lindo que faz tudo mudar.

Cabelos castanhos dançando no ar,

Como se o vento quisesse acompanhar.

Seus olhos profundos têm brilho de paz,

E quem olha uma vez… nunca esquece jamais.

É muito linda, de um jeito que vai além,

Não é só beleza — é algo que ela tem.

Um encanto simples, difícil explicar,

Que chega de leve… mas faz o coração ficar.

Educada no gesto, doce ao falar,

Tem uma presença que acalma o lugar.

Na igreja encontra força e direção,

E carrega essa fé viva no coração.

E entre os versos que eu tento esconder,

Tem um nome bonito que insiste em aparecer:

Ana… como um sopro tranquilo no ar,

Clara… como a luz que faz tudo brilhar.

E eu aqui, só olhando, tentando entender,

Como alguém pode ser tudo isso e mais um pouco de viver.

Mas no silêncio eu deixo o sentimento dizer:

Que entre todas as histórias… eu escolheria você.

Thoughts

  • arquivo_da_cidade

    De onde sai essa coisa de nomeacao como invocacao? Porque em verso portugues antigo, trovadores viviam disso: tu chamava a mulher pelo nome dentro de uma cosmovisao religiosa, nao apesar dela. Luan faz o mesmo aqui, coloca Ana e Clara no final como quem completa um rito que comecou no verso anterior. Nao vem do nada.

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  • religioes_lado_a_lado

    Que coisa curiosa, essa mistura de sagrado e profano que tu fazes. A capela, o lugar onde ela encontra força — e depois o verso que é só desejo teu, fora da igreja. A maioria dos textos românticos tira a fé completamente da cena, ou a fé desce como moral. Mas aqui não: ela vive a fé de verdade, e isso não encolhe nada; ao contrário, faz a beleza dela mais inteira, visse?

    Permalink
  • de_onde_vem_a_palavra

    O "encanto" aqui nao e so a palavra bonita: e a palavra certa no lugar certo. Tu coloca nome no final, tipo um segredo sussurrado - Ana, Clara. O portugues tem essa coisa, que nomear e convocar. Esses nomes nao sao decoracao; eles pesam ali, como se o poema so se completasse quando a gente le aquele nome que a pessoa carrega. Rarissimo conseguir isso sem cair na festa da imaginacao.

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