Talvez eu confunda uma vida interessante com uma vida difícil.
ou pior, talvez eu tenha aprendido a reconhecer que eu tô viva só quando alguma coisa tá acontecendo.
Intensamente o suficiente pra me obrigar a sentir muito, a sentir tanto, até que aquilo me defina.
A linha é tenua.
E é um pouco constrangedor admitir isso.
Porque é óbvio..
a gente não precisa quase morrer pra perceber que tá viva
Quase perder pra perceber que quer.
Esperar chegar no último minutos pra entender que se importa.
Não precisa esperar o corpo grita uma coisa que provavelmente já tava cochichando ah muito tempo.
Eu tenho um problema com o cochicho, pra mim é um bicho papão, me irrita de um jeito infantil.
Eu gosto de grande acontecimentos, de história que parecem histórias, da reviravolta.
Daquela sessão de qua alguma coisas está prestes a mudar tudo.
Só que tudo muda o tempo inteiro, e na maioria das vezes sem trilha sonora.
Apesar de que eu acho que eu vivo pra criar alguma..
Eu tenho mais facilidade em recomeçar, do que continuar.
Recomeçar tem um que de épico, de página em branco de nova temporada.
E continua exige uma disciplina silenciosa que ninguém aplaude e as vezes honestamente nem eu percebo.