Uma mesa quadradinha, duas cadeiras. Uma de frente para a outra. Paredes limpas, janelas legais, cortinas. Sem músicas, somente vozes, pessoas falando, rindo, sérias. Trabalho, lazer, encontros, bate-papos. Um local charmoso, um café. Horas de assunto.
Por aqui, seu charminho, seu jeitinho apaixonante. Um ar de que está na defesa, ao mesmo tempo que parece deixar a brecha, como que convidando. Ela sabe os botões que precisa apertar, na minha alma. Mas agora isso é só história.
O que eu me pergunto ainda, com certa frequência: Será que ela ainda se lembra disso? Este ambiente, esta rotina, esta demora.
Uma vez ela disse algo como: “não tem um lugar aqui que não tenha sido você a me lembrar. Eu já confundi e falei o teu nome, na hora”.
Devo acreditar nisto?
Eu sou um eterno saudosista de memórias. Pena ser medroso.