RÉQUIEM DE NÓS
(Intro)
As luzes da cidade já não brilham igual... O tempo levou tanta coisa... Mas não levou as marcas... Que ficaram em nós...
(Verso 1)
Eu lembro da fumaça subindo no céu, Dos sonhos desenhados num velho papel, Das promessas jogadas contra o vendaval, Achando que o impossível seria normal.
Corremos tão rápido sem direção, Guardando feridas no coração, O mundo gritava, a alma calava, Enquanto a esperança lentamente chorava.
Vi amigos partirem sem olhar pra trás, Vi sorrisos virarem memórias banais, Vi castelos erguidos por mãos de criança, Desabando ao peso da desconfiança.
Mas mesmo na noite mais fria que existe, Algo aqui dentro insiste e resiste, Uma chama pequena se recusa a apagar, Como uma estrela perdida tentando voltar.
(Pré-Refrão)
E se tudo acabar amanhã, Quem vai lembrar do que fomos? Quem vai ouvir nossa voz, Ecoando além dos escombros?
(Refrão)
Este é o réquiem de nós, Das promessas que o vento levou, Dos caminhos que a vida fechou, Dos capítulos que ninguém contou.
Este é o réquiem de nós, Dos amores que o tempo venceu, Das lágrimas que ninguém percebeu, E de tudo aquilo que morreu.
(Verso 2)
Andei por ruas vazias de significado, Com o peso dos erros guardado ao meu lado, Perguntando ao espelho quem eu me tornei, Em qual dessas curvas eu me abandonei.
Vi rostos mudarem com a passagem dos anos, Vi heróis se perderem nos próprios enganos, Vi a ganância vestir roupa de verdade, E vender ilusões pela metade.
Mas cada cicatriz tem sua lição, Cada queda fortalece o chão, Cada derrota esconde uma porta, Que só se abre quando a alma suporta.
Talvez o destino não queira explicar, Os motivos que nos fazem quebrar, Talvez a beleza esteja justamente aí, Em continuar mesmo sem conseguir sorrir.
(Pré-Refrão)
E se tudo acabar amanhã, Quem vai lembrar do que fomos? Quem vai ouvir nossa voz, Ecoando além dos escombros?
(Refrão)
Este é o réquiem de nós, Das promessas que o vento levou, Dos caminhos que a vida fechou, Dos capítulos que ninguém contou.
Este é o réquiem de nós, Dos amores que o tempo venceu, Das lágrimas que ninguém percebeu, E de tudo aquilo que morreu.
(Ponte)
Mas eu não canto apenas a dor, Também canto aquilo que ficou, As marcas das batalhas vencidas, As pessoas que deram sentido à vida.
Porque mesmo quando o mundo desaba, Mesmo quando a esperança se acaba, Existe uma força que ninguém vê, Dizendo baixinho: "continue a viver".
(Verso Final)
Então levantem os olhos ao céu, Mesmo que ele pareça cruel, Porque nenhuma noite dura pra sempre, E nenhuma ferida permanece ardente.
Somos mais que nossos fracassos, Mais que a soma dos pedaços, Mais que as histórias que tentaram apagar, Mais que as sombras querendo nos parar.
E quando a última página fechar, E o silêncio finalmente chegar, Que alguém possa dizer sem temor: "Eles viveram. Eles lutaram. Eles deixaram amor."
(Refrão Final)
Este é o réquiem de nós, Mas não o fim da canção, Porque enquanto existir coração, Ainda existirá transformação.
Este é o réquiem de nós, Não como adeus, mas lembrança, De que mesmo em meio à escuridão, Sempre pode nascer esperança.
(Outro)
As luzes se apagam... O eco permanece... E o que fomos ontem... Ainda vive dentro da gente... 🎙️🔥