Pular para o conteúdo
Carregando…

RedRiver Sombras da morte :The Sun Pergunta Sem resposta

Fairyteatime

Conteúdo da publicação

Acordo com o rosto sendo acariciado por uma timidez dourada. Os raios de sol atravessam a cortina entreaberta e pousam sobre meus olhos, meus lábios, minhas bochechas, meu queixo, a ponta do meu nariz - como se o próprio dia estivesse me pedindo permissão para existir. Depois da tempestade da noite anterior, o silêncio da manhã carrega uma promessa: calmaria, amor, esperança e renovação. Tudo aquilo que a gente insiste em acreditar mesmo quando o mundo tenta provar o contrário.

Arrasto-me para fora da cama e caminho até o banheiro com uma animação que eu mesmo estranho. Vou tirando a roupa pelo corredor, peça por peça, como quem se livra de um peso invisível. Ligo o chuveiro na água morna e, quando entro, deixo o jato cair pesado sobre minhas costas, escorrendo pela coluna, dissolvendo a tensão dos ombros. Fecho os olhos. Respiro. Por meia hora, o mundo lá fora deixa de existir.

Saio do banheiro envolto numa toalha, o cabelo ainda pingando, e atravesso o corredor até o closet. Escolho um look leve - algo que converse com o calor que já se anuncia lá fora - e me visto sem pressa. Desço as escadas, os degraus rangendo sob meus pés descalços, e vou direto para a cozinha. Abro a fruteira, arranco um cacho de uvas e como ali mesmo, em pé, encostado no balcão. Não tenho fome de verdade; é mais um gesto automático, algo para as mãos fazerem enquanto a cabeça ainda desperta.

Quando termino a última uva, pego as chaves de casa, saio e fecho a porta atrás de mim com um clique seco. Começo a caminhar pelo bairro, o sol já mais alto agora, o asfalto começando a esquentar sob a sola dos meus tênis. É quando o vejo.

James vem na minha direção, as mãos nos bolsos, o passo tranquilo de quem não carrega nenhuma urgência. Mas algo me chama atenção de imediato: ele está sozinho. Nenhum sinal do outro gêmeo.

James: Bom dia, Eduardo. - Ele sorri. Um sorriso normal, quase ensaiado, daqueles que não alcançam os olhos por completo.

Eduardo:Bom dia, James. - Devolvo o cumprimento, mas a pergunta já está na ponta da língua. - Cadê seu irmão?

James:Ele está na biblioteca. Disse que está pesquisando algo sobre a cidade. - A resposta vem rápido demais. Lisa demais.

Eduardo :Ah, tá. Entendi. - Minto. Sei que tem algo de podre nessa história toda, mas prefiro engolir a desconfiança por enquanto. Não quero mostrar as cartas antes da hora.

James:Agora eu tenho que ir. Tchau, Eduardo.

Eduardo:Tchau, James.

Espero. Fico parado na calçada, contando os passos dele se distanciando, até que sua silhueta some na esquina seguinte. Só então pego o celular e abro a conversa com a Raissa. Digito rápido, os dedos quase tropeçando nas letras: *"Os gêmeos estão agindo estranho. O Victor tá na biblioteca sozinho, e o James deu uma desculpa esfarrapada. Tem coisa errada. Me encontra lá."*

Dois tiques azuis. A resposta vem em segundos: *"Ok. Estou indo."*

Guardo o celular e começo a andar. O trajeto até a biblioteca leva dez minutos, mas cada passo parece esticar o tempo como um elástico prestes a arrebentar. Quando chego, encontro Raissa encostada numa árvore do lado de fora, os braços cruzados, um cigarro pendurado entre os lábios. A fumaça sobe em espirais preguiçosas e se dissolve no ar quente.

Raissa:Finalmente, né? - Ela sorri de canto, traga uma última vez e arremessa o cigarro na lixeira com precisão cirúrgica. - Pensei que ia ficar mofando aqui até virar adubo.

Eduardo :Ai, tá. Vamos logo entrar e descobrir o que aquele menino está aprontando.

Entramos. O ar condicionado da biblioteca nos recebe com um choque térmico, o cheiro de papel velho e madeira encerada preenchendo cada canto. Nos aproximamos do balcão e descrevemos Victor para a bibliotecária - a altura, o cabelo escuro, os olhos que parecem absorver a luz em vez de refleti-la. Ela ajusta os óculos e aponta para o fundo do salão.

bibliotecária:Ele está na seção de ocultismo e magia negra. Terceira prateleira à esquerda.

Troco um olhar com Raissa. *Ocultismo e magia negra.* Caminhamos em silêncio, os passos abafados pelo carpete, e nos escondemos atrás de uma estante alta o suficiente para nos cobrir. Espiamos pela fresta entre dois volumes empoeirados.

Lá está ele.

Victor está sentado numa cadeira de madeira escura, completamente absorto. Nas mãos, segura um livro de capa roxa-escura, quase negra, com detalhes em dourado que brilham sob a luz fluorescente como veias de ouro numa rocha. O título está gravado em letras góticas na lombada: **"Vampirismo Original"**. Ele não está apenas folheando. Está *lendo*. Cada linha, cada parágrafo, os olhos varrendo as páginas com uma fome que me dá um arrepio na nuca.

Victor :Eduardo e Raissa. - A voz dele corta o silêncio como uma lâmina fria. Ele nem levanta os olhos do livro. - Eu sei que vocês estão me espionando.

O tom é controlado. Raivoso, sim, mas contido, como um animal que sabe exatamente o quanto de força tem e escolhe não usar.

Raissa não hesita. Ela sai de trás da estante e para bem na frente dele, o queixo erguido, a expressão fechada como uma porta trancada. Noto seus dedos se movendo dentro da bolsa, tateando algo com urgência.

Victor: Porque estão me espionando ?

Raissa olha com um olhar como se fosse o fuzilar.

Raissa: Sabíamos que tinha algo estranho a partir do momento em que vocês chegaram na cidade , agora nos encontramos e vocês está lendo um livro sobre vampirismo. Olha aqui eu não sou burra e muito menos ingênua ,já até percebi oque você é.

Victor se levanta, ficando mais oponente como se fosse atacar ela a qualquer momento,eu fico atrás de Raissa esperando ele ou ela fazer algo para reagir .

Victor:Vocês dois são só adolescentes que estão no ensino médio não podem fazer nada para me impedir . E também eu não machuquei ninguém.

Solta um sorriso sinistro.

- Agora eu tenho que ir ,eu e meu irmão vamos sair um pouquinho. Tchau.

Ele passa por mim e por Raissa ,Olho para as prateleiras e vejo um livro diferente dos outros,mais velho e com as páginas bem amareladas pelo tempo ,ando até essa estante e pego o livro.

Eduardo: Raissa olha isso que eu achei .

Raissa coloca a bolsa dela encima da mesa e anda até perto de mim .

Raissa : Não sabia que eles tinham esse tipo de livro aqui

Na parte de dentro do livro tem escrito" Seres místicos e seus lugares " .

Eduardo: Aqui tem escritos todos os seres. Eles são Bruxas ,vampiros , lobisomens,híbridos ,sereis , duplicatas,diabretes e também tem os seres de sombras .

Raissa pega a bolsa e a abre .

Raissa:Coloca o livro aqui ,vamos levar pra casa e estudar ele .

Eduardo: Então voltamos a roubar livros .

Raissa :A para que você gosta de fazer isso ,ainda mais esses livros sobre seres mágicos e ocultismo.

coloco o livro dentro da bolsa de Raissa ,e saímos daquela parte da biblioteca, andamos até o começo e encontramos a bibliotecária desmaiada com uma mordida no pescoço.

Raissa : Merda ! Eduardo chama uma ambulância.

Pego meu celular ainda com medo e ligo para o número dos paramédicos,Raissa se agacha para ver se a bibliotecária está desmaiada ou se estar consciente.

Raissa : Merda ela tá perdendo muito sangue. quanto tempo até eles chegarem.

Eduardo: Disseram que em 5 minutos eles estão aqui . fico do agachado do lado de Raissa , olhando para a bibliotecária.

Depois de 6 minutos o barulho da ambulância se aproxima mais e mais ,os paramédicos entram e pegam a bibliotecária,O Marcus entra ,vestindo seu uniforme de policial.

Marcus : E mais uma vez a dubla caótica,está envolvida. Ele fala com um olhar sério .

- Falem logo oque aconteceu?

Raissa : Estávamos na seção de ocultismo e quando viemos para cá para irmos embora já encontramos ela desmaiada com o ferimento no pescoço.

Eduardo: Verdade .

Marcus : Isso é muito estranho , não tem marcas de que um animal entrou aqui , nada de arranhões ou algo quebrado .

Ele Anita em um caderno que aconteceu

- Vou levar para os superiores oque aconteceu,voltem para casa e fiquem com tudo trancado .

Eduardo : A Raissa vai dormir lá em casa Hoje.

Marcus : Por mim tudo bem .Agora vocês tem que ir ,eu e minha equipe vamos ter que investigar a biblioteca.

eu e Raíssa saímos e começo a andar para a nossa cafeteria favorita da cidade ,quando chegamos lá ela está meio vazia ,então sentamos na mesa 8 e esperamos a garçonete vim perguntar.

Clair: Oi meus amores . Oque vão querer hoje .

Eduardo: Eu vou querer o de sempre , Clair.

Raissa : Também vou querer, Clair ,por favor.

Clair:Ok , então são um Latte com caramelo em cima , um chá de lavanda com espuma por cima e dois pedaços de torta de maçã ?

Eduardo: Sim .

Raissa faz um sinal positivo com a cabeça e Clair sorri para nós e entrava o pedido para o John. Eu e Raíssa começamos a foliar o livro que pegamos .

Raissa : Esse livro fez eu me lembrar da minha mãe , ela contava essas histórias de bruxas.

Eduardo: Meu pai e minha mãe contavam quando eu era criança, que RedRiver era o portão do mundo dos vivos e dos seres místicos , que aqui era onde eles mais gostavam de ficar e viver .

Raissa : eu acredito, sabe , ainda mais depois de hoje ...

Clair chega com os pedidos então Raissa guarda o livro enquanto Clair,coloca os pedidos na mesa .

Raissa : Obrigada, Clair.

Eduardo: Obrigado.

Clair: De nada meus amores ,qualquer coisa vocês já sabem né é só me chamar que eu venho.

Clair voltou a atender os outros clientes que chegaram , eu e Raíssa , começando a comer enquanto conversamos .

Depois de comermos , fomos para a minha casa , chegando lá noto que Anna está na casa da Isabel e Marcus ainda no trabalho já que hoje seu plantão seria grande .

Subimos para meu quarto, Raissa colocou a bolsa dela no meu closet e voltou para se sentar na cama .

Eduardo: Eu tenho certeza que o Victor mordeu a bibliotecária.

Raissa : Isso foi um aviso , ele quis mostrar que a qualquer momento pode machucar alguém . Ele está tentando entrar na nossa mente para podermos deixar ele em paz .

Eduardo: Pode ser isso mesmo. Acho que o melhor jeito vai ser estudarmos esse livro que pegamos para ver se ele tem alguma fraqueza ou um jeito de parar . Esse tipo de coisa não pode ficar acontecendo.

Eu começo a folhear o livro até chegar na parte dos vampiros ,começo a ler tentando achar alguma coisa .

Eduardo: Achei ! Eles são um caso raro , por serem gêmeos grudados na vida e na morte . Então se um morrer o outro morre também, só precisamos dar um jeito de ferir ou aprisionar um deles e pronto .

Raissa : Podemos usar uma estaca para matar um deles ,ou pelo menos dar um jeito para fazer eles pararem por um tempo .

Fico pensando sobre o assunto.

Eduardo: Acho melhor só ficarmos no escuro por um tempo , pelo menos até termos certeza que não apresentam perigo para a cidade .

Raissa suspira .

Raissa : Então vamos fazer isso que você está falando .

Depois de conversarmos deitamos na minha cama e acabamos adormecendo.

Respostas

Publicações relacionadas

  • ainda em órbita

    Hoje quero escrever

  • estranhos

    Dois estranhos Se olhando de soslaios

  • AMOR QUE JULGA

    Amor que julga sem razão, Fere e machuca o coração, Diz palavras para ofender, Sem pensar no que vai fazer. Julga sem saber a verdade, Condena sem piedade, Suas palavras trazem dor, E destroem o…

  • Inevitável

    Tempos difíceis, palavras ao vento Quanto você aguenta, todo esse sofrimento? Mas se desiste é covarde E se continua deixa pra mais tarde

  • A morte no calvário

    Caminha, pelas estradas de pedra Sem ao menos uma sandália Que proteja a sua sola

  • Algo mudou

    Me perdi, encontrei a vida,

  • sonho sustenido

    Sonho sustenido

  • andarilho imóvel

    O imaginário rege minha vida: sou um andarilho imóvel.

Pública 0 conversa 1 pensamento 8 votos positivos 0 voto negativo 0 série

Acordo com o rosto sendo acariciado por uma timidez dourada. Os raios de sol atravessam a cortina entreaberta e pousam sobre meus olhos, meus lábios, minhas bochechas, meu queixo, a ponta do meu…

Em grupos