Quatro Poemas Para Helena Dolly
Capítulo 5
*Antes de apresentar as poesias que o Poeta Narciso escreveu para o seu amor Helena Dolly, ele vai dar alguns spoiler dos DEZ ANOS DE CÁRCERE, o livro que narra as passagens do seu passado conjugal, de certa forma, um segredo que ele carrega consigo que na verdade é um registro importante do seu infrutífero casamento para sua defesa moral das calúnias que recebeu!
Sinceramente nos Dez Anos de Cárcere, O Poeta, resolveu escrever o livro não por revolta ou revanchismo, mas, por entender que tudo que aconteceu com ele tinha que acontecer, tudo que ele passou talvez teria que ter passado mas, as injustiças que não foram legais. Os assuntos tem que ser explicados e esclarecidos, pelo menos para que fique com a sua alma em paz, pois, até hoje ninguém acreditou em suas palavras, em nenhum minuto e em nenhum segundo, tudo que ele viveu foram verdades e na verdade, quem mais andou às margens daquele casamento foi a sua ex, portanto, o livro está mais no propósito de registrar os fatos, embora passe a impressão de justificativa. Todos vão saber quem é a Sra Therezza, que protagonizou um dos papéis mais sujos e baixos para não dizer mundano que é o termo mais adequado.
No decorrer da história, vocês verão o passo a passo e analisar, com mais atenção no tocante ao comportamento, a trajetória e os modos operandi. Um deles era quando o Narciso se ausentava para trabalhar, ela postergou todas as regras da moral mas até aí, para o Narciso é passado, está registrado e ele não teve culpa de absolutamente nada.
Com Helena, Narciso estava num estágio de felicidade plena, vivendo um amor que ele desconhecia, à beira do platônico com a disposição de um garoto. O fenômeno Dolly na sua vida deu um giro de 360º, é uma comparação essencial porque o sofrimento que ele viveu é de um antagonismo completamente explícito.
Sigamos agora com a entrega dos poemas para o seu amor Helena Dolly.
Rima
Rima,
Palavra bonita
Prima da letra
Companheira do Poeta
Vive intensamente o mundo,
As coisas
Pois o momento
Se assemelha as águas do mar
Jamais
Passam pelo mesmo lugar
Rima,
A sintonia
A sinfonia ressonante
De um corpo
Que baila com harmonia
Este instrumento de menina
Linda,
Lindamente
Rima,
Acima de tudo,
O desejo
De um beijo
O traço em abraço
Nessa altura,
Só loucura
Faz parte da cultura,
Rima,
É o querer
E te ter
Se hoje te conheci
Hoje mesmo te quero
Rima
É a combinação
Que vem do coração
Traduzida pela emoção
À nossa relação …
Ass. Narciso "O poeta"
O segundo poema chama-se Vulgar, a inspiração neste poema surge do preconceito e da necessidade que todo ser humano tem e busca para ser feliz e não é, devido às pressões sociais e ao mesmo tempo de algumas pessoas que ainda rotulam e discriminam o modo que algumas pessoas buscam as suas felicidades, mas o livre arbítrio é individual.
O Vulgar o qual me refiro é nada mais nada menos que a busca da própria felicidade e liberdade, que por vezes pode até mesmo ser massante no momento vivido, este é sem sombra de dúvidas um "Vulgar Careta"...
Poeticamente falando, o Vulgar busca positivamente as coisas boas que a vida oferece, sem se deixar displicente, volúvel e nefasto nos momentos ociosos respeitando os limites da moral. Nesse aspecto a Helena Dolly é nota dez, desde quando Narciso o Poeta a conheceu sempre se mostrou respeitadora, principalmente com o patrimônio que se chama família e devido sua experiência, tem uma visão de águia.
Pois enxergava de longe um mal feito, concordava com certas coisas mas sem se deixar ser manipulada, era tudo do jeitinho e no momento que ela queria.
Sabia entrar e sair de qualquer lugar e situação. Passaram-se 15 minutos, Narciso o Poeta com aquela vontade enorme de escrever, inspirou-lhe Vulgar, no que tange como disse em outras palavras, é difamação para os conservadores, na linguagem poética é totalmente oposto, é buscar a felicidade, a liberdade com responsabilidade.
.. Vulgar ..
Vulgar, necessidade,
Desejo qualquer
Desejo de viver, se resolver
Ser vulgar,
É largar o preconceito do qualquer
Vulgar,
Palavra discriminada,
Evitada e difamada
Que nada,
Vulgar, é a liberdade
Pouca ou nenhuma diferença faz
Vulgar,
É buscar, desafiar, conquistar.
A palavra em si
É um rótulo, um módulo
Talvez aberrante no dicionário
Sarcástico do otário
Vulgar,
É buscar, desfrutar
Da luz do querer,
É muito prazer
Tirando a mascara da cara
Tirando da criatura
A pintura
Não existe pecado
Existe a trilha
Que brilha
No caminho,
No ninho
Na luz
Que ascende o amor
Me sinto vulgar
Ao procurar um lugar
Um corpo,
Um calor
Que não produza dor
Só amor,
Porque,
Vulgar,
É a ciência
Da vivência
Com a consciência
Da experiência,
Do meu Eu, entendeu?
Narciso "O Poeta"
O terceiro poema daquela noite.
Nos momentos ociosos, Narciso o Poeta necessitava escrever para estar sempre em contato mental com Helena Dolly, fazia e faz como uma forma de Oração, que é uma ponte.
A Oração para o poeta é um alimento e ninguém vive sem se alimentar, portanto a Oração está ligada na fé e na poesia dos homens, é também uma forma de interagir com Deus para se viver em paz.
Na verdade Narciso o Poeta vivia com a Helena Dolly em seus pensamentos e ela sentia isto, porque a intensidade era tão forte, fixa e constante que Helena Dolly percebia com a maior facilidade.
A volatilidade dessa paixão já estava no ponto de ignição, tinha atingido um nível de excelência que praticamente todos os dias à noite ela percebia a energia como uma espécie de transmutação, pois estava sempre perto e desejando-a.
Helena Dolly buscava seu desenvolvimento espiritual de forma séria e seu crescente conhecimento místico, pois apesar de encantadora ela era muito misteriosa e nunca mencionou sua denominação ou religião, mas isso não vem ao caso. E assim surgiu o Poema Oração…
Oração ....
Oração
Luz da mente
Que não mente
Quando a gente sente
No coração, a presente
E resplandecente emoção
Oração
Parte sublime
Confortável e formidável
Da vida, do destino
Sem desatino
Por esse infinito mundo
Oração
Um anjo da guarda
Nossa guarda, nossa farda
Sem nada
Apenas nossa guarda e pessoa
Oração
Na prosa,
Poesia da benção
No verso,
Poesia da alma
No peito,
Poesia de você
Na trova,
Poesia do amor
Oração
Palavra mágica que com intenção
Só nos dá proteção
Fortalece nossos corações
E muito mais a nossa união
Amém
Narciso "O Poeta"
O quarto e último poema daquela noite chama-se Te Querer, na verdade é uma letra de música, o qual também era uma das marcas de Narciso e neste mesmo dia escreveu uma para sua cobiçada Helena Dolly, o qual encerrou porque o cansaço dera o ar da graça.
"Te Querer" é uma letra simples e óbvia que expõe a simpatia e a vontade com que o Narciso o Poeta tem em querer a todo custo a formosa Helena Dolly, ela devido seu jeito cortez, risonho sempre meiga, merecia toda essa coisa que chamamos de bajulação e principalmente pelo seu carisma com todos.
Mas o Narciso o Poeta percebeu e começou a ficar diferente com ela, notou nos olhares, a sensualidade, jeito de falar e a melhor forma de traduzir tudo isto era escrevendo e isto foi acontecendo paulatinamente, bem lendo mesmo.
Porque apesar de conhecê-la poucos dias, Narciso o Poeta sem perceber, já "carregava um caminhão" por ela.
Até tentava esconder, só não sabia se conseguia, porque a fascinação por ela não tinha tamanho e ele já estava praticamente caído por ela e "Te Querer", é também uma forma de dizer o quanto ela já estava no seu coração e mente. Helena Dolly era fantasticamente linda uma mulher arrasadora!
. Te Querer..
Te querer, é um presente dos astros
É buscar no horizonte,
Um meio, uma ponte
Uma nova paixão,
Para alegrar meu coração
Paixão de verdade, alá alma gêmea
Te querer,
Foi uma das loucuras mais lindas que eu vivi
Foi um sonho cravejado de ternura
Na realidade absoluta
Onde o amor, era as águas da ilusão
Que encharcaram o meu coração,
Porquê você me faz assim?
Tamanha intuição, tanta munição!
Hoje quero apenas seu corpo,
Beijos e abraços
Escrever para você,
As mais doces e lindas poesias
E adocicadas melodias,
Que um dia
Poderá te acordar amor
Amor
Que eu sempre amei
Mesmo sem te conhecer
Te querer,
É um prazer restrito
Entre eu e você
É dizer que sou apaixonado
Sempre por você, baby, baby
Minha Lady
Por você, my love,
Por você!
Sempre por você!
Te querer,
É um ciclo,
Um estágio, de uma nova etapa
É lutar e torcer
Para o amor sempre vencer
Como um gigante campeão
E vencer vencer e vencer
Te querer
Te quero sempre e muito mais. ..
Narciso "O poeta"
….. Continua no próximo capítulo
*Qual será a reação da Helena Dolly ao receber os poemas do Poeta?
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Escritor, Poeta, Contista e Cronista
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O Autor.