Pular para o conteúdo
Carregando…

POR QUE OS BONS GESTORES SÃO SEMPRE BONS NEGOCIADORES? A COMUNICAÇÃO, CORAGEM, INTELIGÊNCIA EMOCIONAL, EMPATIA, EDUCAÇÃO, CARISMA E OS SEUS EXEMPLOS FORMAM PILARES DE SUA LIDERANÇA Pergunta Sem resposta

RowanPedro

Conteúdo da publicação

VERDADES QUE FAZEM PARTE DO QUOTIDIANO DE UM ADMINISTRADOR NA PRÁTICA

Hoje eu acredito firmemente que existem 4 capitais fundamentais de uma empresa são: o financeiro, o capital intelectual, o capital emocional e o capital ético. Da interação e harmonia entre estes 4 capitais há resultado da qualidade do humano que define a empresa

  • 60% dos problemas de uma administração, são pela ineficácia da comunicação (Peter Drucker) e 100% dos projetos notáveis, de alta eficiência e funcionabilidade foi porque tiveram uma comunicação de boa a ótima em todas as suas fases.

  • Posso falar isso com propriedade e de maneira inequívoca porque participei da implantação, pré operação e operação continuada do Projeto Carajás da Cia Vale do Rio Doce – CVRD no Pará, o único projeto estatal da história do Brasil, entregue antes do prazo com a economia de US$ 1,4 BILHÕES. Sobrou Tempo e Dinheiro

  • “A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.” - "Para ter um negócio de sucesso, alguém, algum dia, teve que tomar uma atitude de coragem." (Peter Drucker)

  • "Acho que o valor está no trabalho em equipe, é fazer com que todos se sintam orgulhosos de participar de determinado projeto".(Eliezer Batista). - “Cuide de seus funcionários do jeito que gostaria que eles tratassem seus clientes”. – Stephen Covey -

  • "As companhias mais admiradas e - ais rentáveis compartilham de um denominador comum: pessoas felizes.“ Richard Whiteley - “A consequência natural de uma comunicação deficiente ou ausente é o boato. Quando a administração não oferece respostas, os funcionários as inventam.” – Francisco Gomes de Matos. -

  • “Estudos mostram que um local de trabalho confiante aumenta o nível de felicidade, empenho com o trabalho, produtividade e engajamento dos funcionários. A confiança também promove um ambiente que incentiva a comunicação aberta e estimula as pessoas a compartilharem suas ideias”. – Arthur Miller -

  • “Quando o colaborador se encanta com a empresa, se torna embaixador da marca. Ele vê que ele também tem importância, vai vestir a camisa e lá fora vai defender sua marca.” – Cleide Cavalcante.

  • “O futuro das organizações - e nações - dependerá cada vez mais de sua capacidade de aprender coletivamente... “ (Peter Senge.) -

  • O Professor Mário Sérgio Cortella com muita propriedade, afirma: “Tecnologia hoje é commodity. O que faz a diferença são as pessoas. Por isso, as empresas inteligentes têm investido cada vez mais no treinamento e montado seus estoques de conhecimento, o que traz velocidade e renovação constante aos negócios.”

A PREDOMINÂNCIA DA COMUNICAÇÃO NA VIDA DE UM GESTOR

  • Os bons gestores são sempre bons negociadores porque a gestão e a negociação compartilham o mesmo objetivo central: alcançar resultados através do alinhamento de pessoas e interesses. Gerenciar não é impor ordens, mas sim convencer uma equipe, clientes e diretores a caminharem juntos em uma mesma direção.

Os pilares mencionados formam a base indispensável dessa liderança:

Os 6 Pilares do Gestor Negociador

  • Comunicação: Clareza. Evita mal-entendidos. Transmite metas com transparência para alinhar expectativas e reduzir ruídos.

  • Inteligência Emocional: Autocontrole. Mantém a calma sob pressão. Permite separar as pessoas dos problemas durante conflitos.

  • Empatia: Escuta ativa. Compreende as dores e motivações da equipe ou do cliente antes de propor soluções.

  • Educação: Respeito básico. Garante que, mesmo em discordâncias profundas, o clima profissional permaneça ético e saudável.

  • Carisma: Atração natural. Inspira confiança e engajamento. Faz com que as pessoas queiram colaborar espontaneamente.

  • Exemplos (Liderança pelo Exemplo): Coerência. Demonstra na prática os valores cobrados, gerando autoridade moral e credibilidade.

Essa combinação é imbatível porque ela resolve o maior gargalo das organizações: a falsa dicotomia entre resultado e pessoas.

  • Enquanto o líder comum opera no modelo tradicional de comando e controle (focado em tarefas e regras), o Gestor Negociador aplica conceitos de negociação baseada em princípios (como o modelo de Harvard). Isso transforma a relação de trabalho em uma parceria estratégica.

Tabela Comparativa de Impacto

Dimensão

O Líder Comum

O Gestor Negociador

Por que essa combinação é imbatível?

Resolução de Conflitos

Impõe uma decisão (ganha-perde).

Busca o consenso e o ganho mútuo (ganha-ganha).

Elimina o ressentimento: Decisões impostas geram sabotagem silenciosa. O ganho mútuo constrói acordos sustentáveis e de alta adesão.

Engajamento da Equipe

Cobra tarefas por hierarquia.

Conecta o esforço do colaborador aos objetivos dele.

Gera motivação intrínseca: Pessoas não se engajam apenas pela meta da empresa, mas sim quando percebem que o sucesso do projeto impulsiona a própria carreira.

Gestão de Crises

Busca culpados sob estresse.

Usa inteligência emocional para focar na solução.

Cria segurança psicológica: Mapear culpados gera medo e esconde erros. Focar na solução estimula a inovação, o aprendizado rápido e a eficiência sob pressão.

  • Um gestor que domina a negociação não precisa recorrer ao "manda quem pode". Ele negocia prazos, recursos e prioridades diariamente, mantendo o time motivado e os stakeholders satisfeitos.

  • Se você estiver estudando ou aplicando esses conceitos na sua empresa, o exemplo prático de como aplicar esses pilares em uma reunião de feedback difícil ou focar em estratégias para desenvolver a inteligência emocional na liderança, vejo como positivo a abordagem abaixo:

Os 3 Pilares do Gestor Negociador

  1. Foco nos Interesses, Não nas Posições:

    Em vez de discutir "quem está certo" em uma divergência, o gestor negociador investiga o motivo por trás da postura do colaborador. Isso permite encontrar saídas criativas que atendam ambas as partes.

  2. Troca da Autoridade pela Influência:

    A hierarquia garante obediência mínima; a negociação e a empatia garantem comprometimento máximo. O liderado cumpre a meta porque entende o valor do resultado, não apenas por medo de punição.

  3. Inteligência Emocional como Ativo Financeiro:

    Manter a calma em momentos de crise reduz o turnover (rotatividade de funcionários), evita retrabalho e preserva o clima organizacional — o que se traduz diretamente em menor custo operacional e maior produtividade.

A ARTE DE GERIR NEGÓCIOS, PESSOAS, TECNOLOGIAS, USANDO A COMUNICAÇÃO, INTELIGÊNCIA EMOCIONAL / SOCIAL, EMPATIA, EDUCAÇÃO, CARISMA E OS EXEMPLOS FORMADORES DE PILARES DE LIDERANÇA E GESTÃO

Bons gestores precisam ser excelentes negociadores em todos os níveis porque a gestão depende da articulação de interesses, otimização de recursos e alinhamento de pessoas para alcançar resultados.

  • No quotidiano  como a negociação se manifesta e se torna indispensável em cada esfera corporativa:

Nível Estratégico (Diretoria e C-Level)Grandes parcerias:

  • Negocia fusões, aquisições, joint ventures e alianças comerciais cruciais para o futuro do negócio.

Atração de capital:

  •  Convence investidores, acionistas e bancos a financiarem a visão de longo prazo da empresa.

Definição de rumos:

  • Alinha expectativas conflitantes entre o conselho administrativo e os principais executivos sobre metas globais.

Nível Tático (Gerências e Coordenações)Disputa por orçamento:

  • Defende a verba e as ferramentas necessárias para a sua área junto à diretoria.

Integração de interesses:

  • Resolve conflitos de prioridades entre diferentes departamentos (ex: vendas quer flexibilidade, produção quer padronização).

Gestão de fornecedores:

  • Barganha contratos de médio prazo, prazos de entrega e níveis de serviço (SLAs).

Nível Operacional (Supervisão e Liderança de Equipe)Escala e rotina:

  • Define quem faz o quê, negociando folgas, turnos de trabalho e redistribuição de tarefas diárias.

Gestão de conflitos:

  •  Media atritos e desentendimentos diretos entre colaboradores para manter o clima organizacional saudável.

Engajamento diário:

  •  "Vende" as metas táticas para a equipe, trocando esforço operacional por reconhecimento, feedback e desenvolvimento.

A negociação sentido amplo

  • A negociação é o mecanismo central que move as relações humanas, as organizações e os mercados. Quando unida a uma visão sistêmica (compreensão de como as partes se conectam) e holística (compreensão do todo), ela se torna a habilidade mais crítica para qualquer gestor.

O que é Negociação?

  • Negociação é um processo dinâmico de comunicação entre duas ou mais partes que buscam um acordo diante de interesses comuns e divergentes. Não se trata de vencer um oponente, mas de gerenciar dependências mútuas para criar valor e resolver conflitos de forma sustentável.

Para o que serve?

  • No ambiente corporativo e pessoal, a negociação serve para:

Alocar Recursos:

  • Definir orçamentos, prazos e prioridades entre departamentos.

Alinhar Expectativas:

  • Estabelecer metas claras entre líderes, liderados e clientes.

Mediar Conflitos:

  • Transformar disputas de equipe em soluções produtivas.

Gerar Valor:

  • Unir forças (como em parcerias e fusões) para criar resultados que nenhuma parte alcançaria sozinha.

Garantir a Sobrevivência: Adaptar contratos e relações a mudanças abruptas de mercado.

Exemplos Históricos Bem-Sucedidos

  • A Fusão Disney e Pixar (2006): Robert Iger (CEO da Disney) negociou a compra da Pixar com Steve Jobs. Em vez de impor a cultura da Disney, Iger protegeu a identidade criativa da Pixar. O acordo salvou a animação da Disney e enriqueceu ambas as partes.

  • O Acordo de Camp David (1978): Uma negociação geopolítica clássica baseada em interesses, não em posições. O Egito queria sua terra de volta (Península do Sinai); Israel queria segurança. O acordo deu o controle da terra ao Egito e criou uma zona desmilitarizada para garantir a segurança de Israel.

Negociações Modernas: Tecnologia, IA e ESG

  • No cenário atual, a negociação estratégica mudou de patamar. Os líderes de vanguarda não negociam apenas preços ou prazos, mas sim vantagens competitivas tecnológicas e de reputação.

1. Tecnologia e Inteligência Artificial (IA)

Dados como Moeda:

  • Negociações modernas envolvem a propriedade intelectual, o compartilhamento de dados e a privacidade (LGPD/GDPR).

Parcerias de Infraestrutura:

  •  Empresas tradicionais negociam intensamente com gigantes de tecnologia (Big Techs) para garantir acesso a chips de IA e servidores em nuvem. Quem garante os melhores contratos de infraestrutura tecnológica sai na frente.

Sistemas de Decisão Coletiva:

  • A IA agora é usada para simular cenários de negociação, prever o comportamento da outra parte e sugerir pontos de equilíbrio (win-win).

2. Critérios ESG (Ambiental, Social e Governança)

Cadeias de Suprimentos Verdes:

  • Grandes empresas negociam com fornecedores exigindo metas severas de descarbonização  e práticas de trabalho justas. O poder de barganha migrou para quem cumpre requisitos de sustentabilidade.

Investimentos Institucionais:

  • Fundos de investimento globais negociam aportes financeiros baseados no cumprimento de metas sociais e ambientais pelas empresas.

  • O ESG virou pré-requisito para obter capital barato.

3. Liderança de Destaque e Vanguarda

  • A negociação interna mudou. Líderes negociam diariamente com suas equipes formatos de trabalho (remoto/híbrido), flexibilidade e retenção de talentos de alta performance, que hoje possuem alto poder de escolha.

  • Eles mesmos educam e treinam sua suas equipes. Transmitem valores, exemplos, conhecimento e são como professores internos. Energizam, motivam, estimulam as pessoas. as instruções geram confiança e clima organizacional em harmonia com a produtividade.

PARA REFLEXÃO E VANGUARDA DO GESTOR

A frase famosa de Jack Welch sobre esse tema é: "No futuro, aqueles que não forem coaches (treinadores) não serão promovidos" (“In the future, those who are not coaches will not be promoted”).

Ao dizer isso, o ex-CEO da General Electric quis dizer que o papel do líder mudou radicalmente: um chefe não deve ser apenas um cobrador de metas ou o profissional mais técnico da sala, mas sim um desenvolvedor de talentos.


O que ele quis dizer na prática?

  • A liderança mudou de foco: Welch defendia que, antes de se tornar um líder, o seu sucesso é medido pelo seu crescimento pessoal. Mas, depois que você assume a liderança, o seu sucesso passa a ser medido pelo crescimento dos outros.

  • Fim do chefe centralizador: No mercado competitivo, o gestor que centraliza o conhecimento e quer "brilhar sozinho" limita o teto da empresa ao seu próprio teto. O líder-coach é aquele que remove obstáculos, ensina a equipe e dá autonomia.

  • Atualização incansável do time: Para Welch, a principal função de um executivo é atualizar o time diariamente, usando cada conversa como uma oportunidade para avaliar, dar feedback (treinar) e construir a autoconfiança das pessoas.

  • Critério de promoção: Quem não demonstra capacidade ou interesse em ensinar e fazer os liderados crescerem perde espaço no mercado moderno. Pessoas que agem como coaches se tornam a norma corporativa.

"Meu trabalho principal era desenvolver talentos. Eu era um jardineiro regando e nutrindo as nossas 750 principais pessoas." — Jack Welch

Ecossistemas Abertos:

  • Gestão de Pessoas e Trabalho Híbrido:

  •  O sucesso não é mais isolado. Empresas líderes negociam em formato de Open Innovation (Inovação Aberta), colaborando com startups, universidades e até concorrentes para acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias.


Pública 0 conversa 0 pensamento 26 votos positivos 0 voto negativo 1 série

VERDADES QUE FAZEM PARTE DO QUOTIDIANO DE UM ADMNISTRADOR NA PRÁTICA

Em grupos