A perda de relevância da indústria de transformação brasileira — processo conhecido como desindustrialização precoce — é um dos maiores entraves para o crescimento sustentável do país. Sem um setor industrial dinâmico, a economia perde capacidade de inovação, empregos de alta qualificação e o impulso necessário para fazer o Produto Interno Bruto (PIB) crescer de forma robusta e consistente.
NA REALIDADE NOSSA INDÚSTRIA ENCOLHEU APÓS O REGIME MILITAR
Principais Fases Históricas do Gráfico
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Substituição de Importações (1940–1960)
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Anos 1940 e 1950: Crescimento acelerado impulsionado pelas políticas de industrialização do Governo Vargas e pelo Plano de Metas de Juscelino Kubitschek (foco em infraestrutura e indústria automobilística).
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A participação da indústria de transformação no PIB salta de ~11,3% em 1947 para cerca de 17% em 1960.
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Pico da Industrialização (1968–1980)
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Milagre Econômico e II PND: Expansão da indústria pesada, bens de capital e insumos básicos.
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O setor atinge seu pico histórico em meados dos anos 1970, representando cerca de 24,5% do PIB (em Valor Adicionado Bruto).
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Abertura Comercial e Reestruturação (1990–2000)
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Anos 1980 e 1990: Período marcado pela crise da dívida externa, hiperinflação e posterior abertura comercial nos governos Collor e FHC.
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A apreciação cambial no início do Plano Real e a competição estrangeira acentuaram a queda da participação industrial para ~14,8% em 1995.
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Ciclo de Commodities e Cenário Recente (2000–2026)
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2000–2004: Recuperação pontual impulsionada pelo superciclo das commodities mundiais, atingindo 17,8% em 2004.
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2010–2026: Processo contínuo de desindustrialização relativa e perda de representatividade, com o setor estabilizando-se na faixa de 10% a 11% do PIB nos anos recentes.
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Uma análise direta, estruturada e sistêmica sobre as causas desse cenário, o impacto do Custo Brasil, comparações de produtividade e as alternativas para o futuro
O Coração da Economia: O que é o PIB e por que a Indústria importa?
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O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos em um país durante um determinado período. Ele serve como o principal termômetro da atividade econômica.
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A indústria de transformação é considerada o "motor" do PIB porque:
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Efeito multiplicador: Cada R$ 1,00 investido na indústria gera mais de R$ 2,00 na economia total (serviços, comércio, transporte).
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Inovação e tecnologia: É o setor que mais investe em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).
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Salários mais altos: Emprega mão de obra qualificada com remuneração média superior à do comércio e serviços básicos.
O Diagnóstico do Fracasso: Por que a Indústria não decola?
1. O Custo Brasil e a Inflação Logística
O Custo Brasil é o conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas, trabalhistas e tributárias que encarecem a produção nacional em comparação com outros países.
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Quanto custa: Estudos da Secretaria de Competitividade e Competitividade Industrial estimam que o Custo Brasil retira cerca de R$ 1,5 trilhão por ano das empresas nacionais.
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Inflação logística: O Brasil depende excessivamente do modal rodoviário. Falta de ferrovias, portos ineficientes e estradas precárias encarecem o frete e destroem a competitividade das exportações.
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Energia cara: Apesar de ter uma matriz limpa, o peso de encargos setoriais e impostos torna a energia elétrica e o gás industrial do Brasil uns dos mais caros do mundo.
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Corrupção: Propinas, insegurança e alto custo com seguros patrimoniais e defesa.
2. Produtividade Vergonhosa e o Mito da Preguiça
A produtividade do trabalhador brasileiro está estagnada há décadas. O empregado brasileiro não é preguiçoso, mas carece de ferramentas e infraestrutura.
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Comparação Internacional: Um trabalhador norte-americano produz o equivalente a quatro trabalhadores brasileiros. O que o americano faz em 15 minutos, o brasileiro leva uma hora.
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Baixa Escolaridade: O sistema educacional brasileiro falha na formação técnica e básica. Falta o chamado capital humano — profissionais preparados para operar tecnologias da Indústria 4.0.
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Falta de Equipamentos: Devido ao custo do capital (juros altos) e impostos sobre importação, a indústria brasileira opera com máquinas obsoletas.
O trabalhador e o operário brasileiro possuem um tempo médio de estudo de 10,1 anos, segundo os dados consolidados do IBGE. Esse número coloca a força de trabalho do Brasil em desvantagem na comparação global, ficando abaixo da média dos países vizinhos do Mercosul, dos parceiros do bloco BRICS e das nações ricas da OCDE.
O cenário nacional é marcado por uma contradição: embora as leis brasileiras exijam 13 anos de escolaridade obrigatória (superior à média de 11 anos da OCDE), os trabalhadores efetivos estudam menos anos devido a altas taxas de evasão e repetência histórica. Além disso, o tempo diário de aula no Brasil é menor.
Comparação Geral: Anos de Estudo do Trabalhador
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País / Região |
Média de Anos na Escola (População Adulta) |
Diferença em Relação ao Brasil |
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Austrália |
20,3 anos (Formação Básica à Superior) |
+10,2 anos |
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Estados Unidos / OCDE |
12,0 a 13,0 anos |
+2,5 anos |
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Brasil (Operário Médio) |
10,1 anos |
Referência |
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Argentina |
9,9 anos |
-0,2 ano |
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Média do BRICS |
8,8 anos |
-1,3 ano |
A Diferença na Carga Horária Diária e Anual
Outro fator crítico que impacta a qualificação do operário é o tempo real passado dentro da sala de aula a cada dia:
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Brasil: No ensino fundamental e médio regular, os alunos passam em média 4 a 5 horas por dia na escola (cerca de 7,2 mil horas totais no fundamental).
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Países Desenvolvidos: Nações como Austrália e Dinamarca oferecem 50% mais tempo de aula obrigatória ao longo do ensino fundamental do que o Brasil.
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Ásia: Em países competitivos como França, Coreia do Sul e Japão, os estudantes ficam de 8 a 10 horas diárias na escola.
Impacto no Perfil da Mão de Obra Brasileira
Como reflexo de passar menos anos estudando e de ter jornadas de aula mais curtas:
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Baixo Nível Superior: Apenas 22% dos adultos brasileiros (25 a 64 anos) possuem formação de nível superior, exatamente a metade da média de 43% registrada na OCDE.
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Abandono do Ensino Médio: O operário industrial sofre com a interrupção precoce dos estudos. No Brasil, 23% dos homens abandonam o ensino médio regular sem diploma.
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Problema da Produtividade: Como a escolaridade e o tempo de instrução técnica são menores, a produtividade horária do trabalhador brasileiro equivale a menos de 1/4 da produtividade de um trabalhador norte-americano ou alemão.
3. Ambiente Político, Incompetência e Corrupção
A instabilidade política e a corrupção funcionam como um imposto invisível sobre o setor produtivo.
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Insegurança Jurídica: Mudanças constantes em regras fiscais e contratuais afastam investimentos de longo prazo.
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Desvio de Recursos: O capital que deveria financiar infraestrutura logística e educação básica acaba escoando por gargalos de corrupção ou ineficiência burocrática.
Visão Histórica: O Pensamento de Eliezer Batista e Antônio Ermírio de Moraes
Grandes capitães da indústria brasileira do século passado já alertavam para estes problemas:
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Eliezer Batista (ex-presidente da Vale): Defendia uma visão logística sistêmica. Para ele, o Brasil precisava integrar ferrovias, portos e hidrovias ("corredores de exportação") para criar competitividade global real, em vez de depender de soluções isoladas.
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Antônio Ermírio de Moraes (Grupo Votorantim): Sempre bateu na tecla da educação e do nacionalismo produtivo. Criticava severamente as taxas de juros abusivas que premiavam a especulação financeira em detrimento do investimento em fábricas, além de cobrar maior responsabilidade social e ética do governo.
O que fazer? Uma Visão Sistêmica, Holística e Sustentável
Para reverter esse quadro, o país não pode recorrer ao velho protecionismo de subsídios ineficientes. É necessária uma agenda moderna:
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Simplificação e redução tributária: Concluir e aprofundar reformas que eliminem a cumulatividade de impostos sobre a produção.
Em 2026, o brasileiro precisa trabalhar 150 dias (equivalente a cerca de 5 meses) apenas para pagar impostos, taxas e contribuições ao governo, de acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).
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Isso significa que todo o dinheiro ganho pelo trabalhador médio entre 1º de janeiro e 30 de maio é destinado ao pagamento de tributos, com o primeiro "dia de renda livre" ocorrendo em 1º de junho.
Divisão do tempo por faixa de renda
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Até R$ 3.000 mensais: Carga efetiva de 39,18% (134 dias de trabalho, até 23 de maio).
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Entre R$ 3.000 e R$ 10.000 mensais (classe média): É a faixa que mais trabalha, com alíquota de 43,01% (157 dias de trabalho, até 6 de junho).
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Acima de R$ 10.000 mensais: Carga efetiva de 41,1% (150 dias de trabalho).
Para onde vão esses dias?
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Impostos sobre o consumo (ICMS, PIS, COFINS, IPI, ISS): 83 dias
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Impostos sobre a renda (IRPF, IRRF, IRPJ): 55 dias
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Impostos sobre o patrimônio (IPTU, IPVA, ITCMD): 11 dias
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Outros (IOF e taxas): 4 dias
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Transição Energética e Indústria Verde: Utilizar a matriz renovável do Brasil (solar, eólica, hidrogênio verde) como diferencial competitivo para atrair indústrias que buscam descarbonização global.
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Foco em Capital Humano: Reformular o ensino médio e técnico em parceria com o setor privado (como o Sistema S) voltado para a digitalização, automação e inteligência artificial.
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Parcerias Público-Privadas (PPPs): Atrair capital privado internacional para sanar o déficit de ferrovias e portos, reduzindo a inflação logística.
NÃO FALTA DINHEIRO NO BRASIL. FALTA ESTADISTA. HONESTIDADE NO GOVERNO E ADMINISTRAÇÃO DE GASTOS DA MÁQUINA PÚBLICA
“Não existem países subdesenvolvidos. Existem países sub administrados.” PETER DRUCKER
Arrecadação Tributária Anual (Impostômetro)
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Ano |
Arrecadação Total (R$) |
Variação Nominal |
Contexto ECONÔMICO |
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2019 |
R$ 2,50 trilhões |
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Pré-pandemia |
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2020 |
R$ 2,05 trilhões |
-18,0% |
Impacto direto da pandemia (COVID-19) |
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2021 |
R$ 2,60 trilhões |
+26,8% |
Retomada econômica e alta da inflação |
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2022 |
R$ 2,89 trilhões |
+11,1% |
Crescimento de receitas e inflação em alta |
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2023 |
R$ 3,02 trilhões |
+4,5% |
Recorde histórico superando marca de R$ 3 tri |
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2024 |
R$ 3,30 trilhões |
+9,2% |
Expansão da base de arrecadação |
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2025 |
R$ 3,60 trilhões |
+9,1% |
Consolidação de novos marcos tributários |
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2026 (até out) |
R$ 2,85 trilhões (estimado parcial) |
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Acumulado até o início do 4º trimestre |
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TOTAL ACUMULADO |
R$ 22,81 trilhões |
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Soma do período (2019 – 2026) |
Destaques do Período
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Impacto da COVID-19 (2020): Queda acentuada devido à paralisação das atividades econômicas e desonerações emergenciais.
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Recuperação e Inflação (2021-2023): Salto expressivo na arrecadação impulsionado pela retomada do consumo e pelo efeito da inflação sobre impostos indiretos (ICMS, PIS/Cofins, IPI).
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Superação dos R$ 3 Trilhões: Alcançada pela primeira vez na história ao final de 2023.
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O BRASIL É UMA MÁQUINA DE ARRECADAR TRILHÕES COM IMPOSTOS; E ESTÁ ENTRE AS 10 ECONOMIAS DO MUNDO, mas não decola, por gastar mais do que arrecada, esse é o caminho da falência.
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Déficit financeiro significa estar no beco da degola da falência iminente. Todo assalariado que gasta mais do que recebe, estará no cheque especial e no vermelho. Essa é a equação de qualquer economia aplicada nas pessoas, empresas / indústrias e países.
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Cadê o dinheiro?. O gato comeu? Romeu Cézar economista do GEHA-MG, faz duras críticas, ao povo brasileiro, pela inércia em não fiscalizar a Gestão Pública como deveria.
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Pra ele temos de nos organizar em Grupos, Comissões e Comitês independentes. Sermos críticos e coerentes, e mais brasileiros- nativistas. Não devemos ficar só reclamando de corrupção e roubalheiras. Isto é pouco para reagir adequadamente.
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A sangria tem de ser estancada é cobrar auditorias, denunciar e cobrar honestidade com dinheiro do povo. As notas fiscais de serviços não prestados, notas fiscais frias, notas fiscais superfaturadas de compras. Medições em conluios, fiscalização frouxa e corrupta de contratos. Modelos e forma de conduzir licitações de obras e serviços.
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Contratações Emergenciais com dispensa de seleção. Consultorias Especiais são portas abertas para desvios do dinheiro público. Falta ética e honestidade em maioria absoluta, das esferas da administração pública das prefeituras ao gabinete da presidência da república.
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Não falta dinheiro, não falta recursos naturais no Brasil. O país é grande e pujante.
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O que falta é estadista, educação e administração séria com políticos honestos, imune a corrupção e competentes para investir e governar o país sem roubalheiras e de forma ética, responsável e com a mentalidade de quanto tem custado a máquina pública.
O custo da máquina pública e a estrutura política do Brasil envolvem valores bilionários e milhares de cargos públicos. Abaixo estão os dados detalhados para cada um dos seus questionamentos:
1. Custos Orçamentários e Campanhas
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Quanto custa o STF? O orçamento do Supremo Tribunal Federal aprovado para 2026 é de R$ 1,047 bilhão. Desse total, cerca de R$ 678 milhões são destinados apenas para gastos com pessoal.
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Quanto custa o Congresso? O custo anual do Congresso Nacional gira em torno de R$ 15 bilhões por ano. Cada parlamentar (deputado ou senador) custa individualmente milhões de reais por ano aos cofres públicos devido ao aparato de gabinetes e benefícios.
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Quanto o Governo Lula gastou em viagens? O acumulado de gastos com viagens de todo o Poder Executivo federal (que engloba mais de 34 órgãos e ministérios) somou cerca de R$ 2,5 bilhões apenas em 2025. O totalizador geral para a máquina do Executivo de 2023 até o início de 2026 atingiu a marca de aproximadamente R$ 7 bilhões (as viagens exclusivas da Presidência da República somam cerca de R$ 142 milhões a R$ 150 milhões no mesmo período, sem discriminar o valor individual do presidente).
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De quanto é o Fundo Eleitoral? Para as eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) no valor exato de R$ 4.961.519.777,00 (cerca de R$ 4,96 bilhões).
2. Privilégios, Mordomias e Funcionários (STF e Congresso)
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Privilégios e Mordomias do STF: Os ministros têm direito a salários de topo do funcionalismo público (teto constitucional), carros oficiais com motoristas, segurança institucional reforçada (com orçamento de R$ 72 milhões para essa área), além de assessores exclusivos, juízes auxiliares nos gabinetes e direito a passagens aéreas.
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Quantos funcionários no STF? Os gabinetes individuais dos ministros empregam entre 30 e 40 pessoas cada. O tribunal possui centenas de servidores efetivos (concursados) e cargos comissionados, além de equipes terceirizadas de segurança, copeiragem e limpeza.
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Privilégios de Deputados e Senadores: O salário bruto mensal de um deputado federal é de R$ 46.366,19. Além do salário, eles contam com:
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Cota Parlamentar: Até R$ 45 mil mensais para passagens aéreas, combustíveis e alimentação.
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Verba de Gabinete: Mais de R$ 165 mil mensais exclusivamente para pagar salários de assessores.
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Auxílio-moradia ou apartamentos funcionais em Brasília, plano de saúde vitalício e verbas de mudança.
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Quantos funcionários no Congresso? São milhares de servidores. Somente na Câmara dos Deputados, há mais de 10.000 secretários parlamentares (assessores comissionados) trabalhando nos gabinetes, fora os funcionários concursados e terceirizados.
3. Quantidade de Cargos Eletivos no Brasil
O Brasil conta com mais de 71 mil representantes eleitos. A divisão exata dos cargos é a seguinte:
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Cargo Eletivo |
Quantidade no Brasil |
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Presidente e Vice-Presidente da República |
1 Presidente e 1 Vice-Presidente |
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Governadores e Vice-Governadores |
27 Governadores e 27 Vice-Governadores |
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Senadores |
81 Senadores (3 por estado/DF) |
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Deputados Federais |
513 Deputados Federais |
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Deputados Estaduais / Distritais |
1.059 Deputados Estaduais |
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Prefeitos |
5.569 Prefeitos |
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Vice-Prefeitos |
5.569 Vice-Prefeitos |
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Vereadores |
58.444 Vereadores |
4. Quantidade de Assessores no Brasil
O número totalizado de assessores comissionados (sem concurso) na política brasileira é estimado em mais de 715.000 servidores espalhados por todas as esferas. A distribuição de assessores permitida por lei por gabinete funciona da seguinte forma:
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Presidente da República: Conta com centenas de assessores especiais diretos alocados na estrutura interna do Palácio do Planalto.
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Governadores: Estruturas estaduais que variam de acordo com as leis de cada estado, mas costumam empregar dezenas de assessores diretos por secretaria e governadoria.
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Senadores e Deputados Federais: Cada deputado federal pode contratar de 5 a 25 assessores para o seu gabinete.
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Deputados Estaduais: Varia por estado. Em Minas Gerais, por exemplo, o limite é de até 23 assessores por parlamentar, enquanto em São Paulo esse número e a verba são ainda maiores. No total das Assembleias Legislativas, são cerca de 27 mil assessores diretos.
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Prefeitos e Vereadores: No âmbito municipal (juntando as mais de 5.500 cidades do país), existem cerca de 600 mil assessores parlamentares e políticos sem concurso público prestando serviços para as prefeituras e câmaras municipais. Cada vereador pode ter entre 15 e 20 assessores, dependendo do tamanho do município.