Carregando…

POESIA !! QUEM ANA PORQUE POETA!

ANAPORONHAK
Pública 0 conversa 0 pensamento 32 votos positivos 0 voto negativo 0 série

PUTA, VIRGEM

Conteúdo da publicação

PUTA, VIRGEM

O LIVRO DO MEU PRÓPRIO CORAÇÃO

Eu sou conto.

Mais lindo:

Prostituição.

Perversidade, meu sonho.

Tive 57 homens.

Hoje, madura,

queria fila,

queria todos eles na cama.

Provar todos sentindo,

sobre tudo, luxúria,

tudo aquilo:

prazer, orgasmo,

gemido,

como se tira a roupa

ou coloca.

Sobre todos,

não perguntaram se eu era pura.

Apenas queriam me sujar,

me espremer,

como puta de esquina,

de bar, de balada.

Mas ninguém sabia

que a puta era virgem.

Mas o jogo começa.

Rainha começou.

Joga o jogo aos 16 anos.

Parou até os 19 anos.

Parou.

Aos 21 anos, voltou.

Foi agarrada,

quase violentada

por um policial

numa blitz.

Faz todos os amigos descerem.

De repente, ele agarra e beija.

Que susto!

É jogo.

Depois, na balada,

ele enfrenta.

Nome?

Pergunta somente:

“Beija?”

Eu me sinto como puta

apenas porque estou aqui.

Volta de novo.

Flor branca.

Moreno, olhos verdes.

Apenas carona.

Jogo:

“Você nunca sai sem pagar.”

Algo você precisa dar.

Mas roubo beijo

na porta da sua casa.

Para.

Volta em 2012.

Nojo de bares.

Beija quem não beija

para ser futuro marido

da amiga

ou prima,

que achei nem saber que tinha.

Motoboy queria beijar.

Não queria voltar com ele,

mas ele caiu no próprio jogo:

destino.

Mês frio.

Conversa que não sei.

Por que puta beija no bar?

Porque ele quis beijar.

Não queria beijar.

Talvez duas vezes,

volta anos,

nem beija.

Sim, queria “comer puta” dentro.

Vi conseguir.

Pego o carro,

vou para a porta da casa da sogra.

Virou ponto de droga

e prostituição.

9 de julho de 2016.

Ela volta à aventura.

“Quer puta?”

Quer dizer que é virgem?

Mas, em março de 2016,

pediu-me em namoro

pela primeira vez.

Mas não estava pronta.

Mas o tempo permitiu.

Sobre a curiosidade do prazer

que sonhei,

não foi como imaginei.

Quinze dias.

Termina.

Depois, conhecer a sogra.

Julho, mês frio.

Sete homens.

Jogo mais perfeito

para terminar o ano de 2017.

Foi aventura das paixões.

Jogo que marcou minha vida.

Ser desejada por homens

e assediada por mulheres

que poderiam ser irmãs.

Só que, no fundo,

nem todas eram.

Elas guardavam perversidade

em suas camas,

mas cada um joga

aquilo que tem.

Conhecer o inferno

da sua própria perversidade.

Ciúme ou inveja.

Sociopatia de um amor

que não passa.

Na mente,

nunca sai do papel.

Apenas como eles querem.

Sou imaginação deles.

Mas isso é teoria.

Isso é meu conto.

Puta, virgem.

Quem, entre os 57,

perguntou?

As aparências enganam.

Quem você é?

Como se comporta?

Sobre nada real,

mas sobre amadurecimento.

Você aprende a ser goleiro.

Ele joga,

você segura.

Isso é plano real,

sentindo.

Ser poeta

é escrever sobre seu passado

ou seu presente.

A inspiração vem

como você se entrega.

Cada escrita sobre o real,

sentindo crítica

ou apoio.

Poetas,

apenas sonhadores,

dores,

suas máscaras,

seus pecados.

Aí você encontra o mundo

que faz aparecer,

para no futuro

seu nome aparecer

em um livro de poemas.

Primeiro livro:

“Amor aos 16 anos na escola.”

Volta aos 37 anos,

à nostalgia.

Saber.

Quero a promessa de poeta.

Será escândalo

sobre tudo que é prazer.

Tudo como eu vejo,

eu sinto.

Sobre ser livro

do meu próprio coração.

Poesia.

Ana Cristina Poronhak de Carvalho