O ser exemplar bem desenvolvido não é perfeito e está em construção, o desenvolvimento humano é infindável, e não há um padrão absoluto, cada nível atingido é o último em relação ao anterior, e o próximo patamar a se atingir é o nosso patamar compreendido e projetado, com base no que se deseja superar e melhorar para seu próprio bem, e assim sendo bem para o outro.
Todo ser por mais bem desenvolvido que esteja e demonstre isto e receba o feedback e a confirmação mediante outros tipos de conhecedores, sempre terá algo a aprender e a corrigir, a perfeição é um padrão inatingível, pois, não existem parâmetros humanos que cheguem a entender a perfeição, e a busca humana é sempre por chegar mais próximo do que se imagina ser a perfeição.
Cada grau atingido de aperfeiçoamento testifica seu estado evolutivo, o ser na tentativa de ser perfeito e dizer saber o que é o dito Deus o ser perfeito e padrão a se atingir que se tornar como ele o que é impossível causando toda sorte de distorções no ser, pois o meu entendimento sobre o ser perfeito choca com o entendimento de outro humano, afinal quem estará certo sobre o padrão perfeito que se tenha que atingir?
A nossa era esclarece que a causa última preconizada por Jung no seu sentido exato não existe, e nosso pensamento de perfeição última se assim quisermos pensar, sempre é manchado por nossas próprias perspectivas, ou seja, ser humano ser finito não consegue atingir um grau de conhecimento perfeito, todos conhecemos em parte, e o mais evoluído dos seres precisa sempre aprender. Quem diz não precisar aprender, é por que já atingiu uma finalidade perfeita e não necessita mais nada, este se fez o próprio conhecimento e verdade única.
Cada ser leva consigo uma parte do conhecimento e verdade que dialoga com outras partes do conhecimento e verdade, o ser integral é o que vive sua essência e expande-se infinitamente através desta, pois o ser espiritual é o verdadeiro e eterno. A nossa parte humana é egoica, finita e limitada, só pode conhecer um estado perfeito de ser o ser que está aberto ao aprendizado de si, unificando suas partes imperfeitas com a parte perfeita, que é sua essencial, levando a desenvolver-se, este é um mistério extraordinário, a limitação da fonte geradora da vida que se individualizou, que é a perfeição, se torna imperfeito ao fragmentar-se em partes, que vão se unindo conforme seu crescimento em aperfeiçoamento contínuo, e a perfeição é sermos indivíduos, sendo a própria finalidade da vida o desenvolvimento, pois se não houvesse necessidade de aperfeiçoar, perfeito já seríamos e seríamos a própria essência perfeita e única sem divisões, ou seja, estaríamos no todo e seríamos tudo, cair nesta pretensão adoece o ser, que cada um fique em sua vocação, a premissa é todos somos deuses e cada um coopera para o desenvolvimento de si e do outro, desejar ser o único Deus ou servir a um único Deus que tem um regimento absoluto, torna nós escravos de um padrão inatingível, ou nos torna reféns quando nos consideramos inábeis e faltosos ante os deuses que não nos sorriem
O que considero o modo saudável de ser é assumir como divinos como todos somos, servindo uns aos outros com tolerância respeito e fraternidade, isto é unidade, seres únicos e unidos, e não um ser único que é o chamado Deus, pois se algum ser considera-se ou busca ser Deus o ser dito perfeito, cai na armadilha de se achar perfeito ou buscar um padrão de perfeição inatingível e ainda querer ser o padronizador do que se acha o Perfeito.
A conclusão: cada um desenvolva sua divindade e permita que os outros desenvolvam a sua, ser humano ou ser de qualquer dimensão, todos até os mais elevados, estarão sempre e eternamente desenvolvendo seu ser divino, seja onde estiverem, ninguém nunca atingiu estado de ser um Deus pleno, o estado pleno e satisfatório é só uma graduação de desenvolvimento de sua essência divina, assim penso, como ser divino no meu pensar imperfeitamente perfeito.