Capítulo 15 - A videira verdadeira
Rodrigo caminhava pela vizinhança quando encontrou um conhecido, Guilherme.
Ao olhar para Rodrigo, ele disse:
— Você está tão diferente. Nem parece o mesmo.
Durante a conversa, chegaram os seguidores de Rodrigo, que saudaram o amigo dele.
Guilherme olhou bem para os seguidores, reconheceu três deles e questionou:
— Vocês estão mudados, o que aconteceu?
— Conhecemos Jesus Cristo e estamos seguindo no caminho.
Naquele momento, Rodrigo se lembrou:
Eu sou a videira verdadeira, aqueles que estão em mim darão frutos.
Guilherme então disse:
— Eu estive na igreja, mas não me senti bem e saí.
E Rodrigo se lembrou:
Pelos frutos me conhecereis.
Conversando entre eles, Guilherme percebeu como era diferente quando falavam de Deus. Sem pressão, sem julgamento. Apenas contando e deixando decidir. Não pedindo nada em troca.
Guilherme sentiu uma vontade que não sabia explicar. Com dúvidas no coração, guardou aquilo para si.
No dia seguinte, Rodrigo estava anunciando com sua caixinha:
— Eis que estou à porta e bato.
Guilherme estava se sentindo vazio. Era um bebedor e estava do lado de fora do bar. Ouviu as palavras de Rodrigo.
Rodrigo ainda falando na caixa disse:
— Jesus Cristo te ama, levanta de onde você está. O Senhor te chama.
Ouvindo isso, Guilherme começou a derramar lágrimas.
Um bêbado lá de dentro, vendo o choro de Guilherme, trouxe uma garrafa e lhe ofereceu. Guilherme não quis, até se surpreendeu com ele mesmo por recusar a bebida. Mas as lágrimas não paravam, ele sentia que precisava fazer algo.
Rodrigo, voltando de anunciar com seus seguidores, olhou para Guilherme chorando e disse:
— O que aconteceu, Guilherme?
Guilherme, sentindo um toque por dentro, aquecendo, abraçou Rodrigo e disse:
— Me fala de Jesus, me fala de Jesus, preciso saber. Me fala de Jesus.
Sentados num canto, tanto Rodrigo como seus seguidores falaram de Jesus para Guilherme. Falavam com tanto empenho, como quem fala de um melhor amigo. E Guilherme desejou ter isso também.
Chamando Rodrigo, disse:
— Posso mudar?
Rodrigo respondeu:
— Hoje, derramando suas lágrimas, demonstrando aquela fome, aquela sede, querendo saber de Jesus, você já começou a mudar. Você abriu a porta.