O PERGAMINHO SAGRADO!
Helena possui o olhar tingido pelo cariz dos frutos silvestres, mergulhados no creme da inspiração que emana da musa poética. Ela submerge em sonhos de açúcar, onde o cacau derretido age como o cinzel da criatividade, moldando um abraço cálido que sustenta sua essência feminina em um leito de pureza e entrega. Em seu peito, o coração executa uma coreografia sutil, regida pelas notas melódicas de um amor que se faz sinfonia.
O Poeta, arquiteto das palavras, cultiva predileção pelos morangos em seu ápice de maturação — rubros, suculentos e precisos, tal qual a métrica de seus versos. Colhe-os sob o orvalho das manhãs límpidas, transmutando a matéria orgânica em poesia etérea, adornada por nuances de rara beleza.
A Alquimia dos Sentidos
O encontro entre Helena e Lucas Novaes é uma celebração da estética sensorial. Seus corpos, como templos de uma alta confeitaria, compartilham risos e desejos enquanto o chocolate e a fruta se entrelaçam em uma dança audaciosa. É uma união selada pelo paladar da alma, onde o desejo se traja de veludo negro e a delicadeza dos sentidos se encontra com a arquitetura mais íntima do prazer.
"Eram cinco horas e dez minutos da madrugada, o instante sagrado onde a vigília e o sonho se confundem."
Neste horário solene, a paixão se manifesta com elegância. Helena, mulher de fina estirpe, revela-se uma obra de arte sob a penumbra; mesmo despida, mantém a leveza de uma pluma divina, oferecendo-se ao olhar do Poeta como um banquete para o espírito. Ela é mel e tela, pintada com o rigor de um mestre.
O Magistério do Afeto
Sob o céu riscado por estrelas cadentes e a face argêntea da lua, Helena buscou o saber. "Ensina-me a arte de amar", suplicou ela. O Poeta, com um sorriso que encerrava séculos de lírica, respondeu:
— Tu já és o próprio amor, Helena. Tua mente habita mundos auspiciosos enquanto o corpo repousa. És pura e teus sonhos são portais.
Diante as escolhas do destino, ela optou pela sabedoria: não apenas habitar o sonho, mas dominar seus dons para elevar a existência. Desde então, sua compreensão sobre a entrega tornou-se absoluta, digna de uma alma forjada na fibra e no aço, mas envolta em seda.
A Eternidade no Instante
A cada madrugada, no rigor das 5h10, o amor inaugura o dia. Helena fecha os olhos e sente a imersão na sua essência mais profunda, um mergulho que extrai o júbilo da alma. Após a performance dos corpos, o físico adormece, mas a mente permanece desperta, tatuada pelas sensações que transcendem a pele.
O Poeta lê a aura de Helena como quem decifra um pergaminho sagrado, relendo-a até que o coração assinta em uníssono. O que se vive ali é a complexidade mais adorável da natureza: um amor fantástico que arrepia a pele e conduz ao êxtase, onde a confiança é o alicerce e a fé é a luz que guia o querer.
@PietrodeLuccaPoeta ✒️📝🖋️
Escritor, Poeta, Contista e Cronista
Athelier das Letras - Selo 444
opoetalk520.substack.com
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