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🌅 O CrepĂșsculo Sem Eles

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🌅 O CrepĂșsculo Sem Eles

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ConteĂșdo da publicação

🌅 O CrepĂșsculo Sem Eles

Quando o crepĂșsculo chegou,

Bela ficou sozinha,

sentada diante do horizonte,

onde o céu lentamente

vestia suas Ășltimas cores.

O sol desaparecia devagar,

como quem também sentia saudade.

E cada raio dourado que partia

parecia levar consigo

um pedaço daqueles que ela amava.

Bela olhou para o caminho,

esperando passos conhecidos.

Esperou por uma voz,

por um abraço,

por alguém que dissesse:

“Eu estou aqui.”

Mas ninguém veio.

A noite começou a nascer

e o silĂȘncio ocupou o lugar

onde antes existiam risadas.

Ela tentou ser forte,

mas algumas saudades

não cabem dentro de um coração.

EntĂŁo uma lĂĄgrima caiu.

NĂŁo era apenas tristeza.

Era lembrança.

Era amor.

Era a falta daqueles momentos

que jamais voltariam exatamente iguais.

Bela percebeu naquele instante

que existem ausĂȘncias

que nĂŁo podem ser preenchidas,

porque certas pessoas

deixam no coração

um espaço que pertence somente a elas.

O céu ficou escuro,

mas uma estrela apareceu.

Bela levantou os olhos

e, por um instante, sorriu.

Talvez aqueles que partiram

nĂŁo estivessem ali ao seu lado,

mas tudo o que viveram juntos

ainda morava dentro dela.

E entĂŁo compreendeu:

a saudade nĂŁo significa

que o amor terminou.

Às vezes, a saudade

Ă© simplesmente o amor

procurando um lugar

para continuar existindo.

Naquela noite,

Bela caminhou sozinha.

Mas jĂĄ nĂŁo caminhava vazia.

Levava consigo as lembranças,

os abraços, as palavras,

os momentos felizes

e tudo aquilo que ninguém

jamais poderia tirar dela.

O crepĂșsculo havia terminado,

mas a histĂłria nĂŁo.

Porque depois de toda noite

existe um novo amanhecer.

E talvez essa seja

uma das maiores liçÔes da vida:

algumas pessoas podem nĂŁo estar mais conosco,

alguns momentos podem nunca voltar,

mas o amor verdadeiro

continua iluminando o caminho

mesmo quando o sol se pÔe.

E naquele horizonte distante,

Bela finalmente entendeu

que estar sozinha naquele crepĂșsculo

nĂŁo significava estar esquecida.

Ela carregava dentro de si

um universo inteiro de memĂłrias.

E enquanto existisse memĂłria,

eles jamais estariam completamente ausentes.

Autor: JoĂŁo Guilherme

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