O BRASIL SÓ MUDA SE AS SUAS CIDADES MUDAREM - CIDADES BRASILEIRAS - Acho que é urgente que tenhamos projetos de Cidades Sustentáveis . Isso é equalizar aquilo que as muitas infra-estruturas físicas, sociais e biológicas da cidade – as suas estradas, linhas elétricas e ferroviárias, parques, espaços verdes, locais de trabalho, escolas, negócios, áreas industriais, agrícolas, sistemas logísticos / transportes e tecnologias urbanas, entretenimento e lazer estejam interligadas. É necessário reconhecer estas ligações para desenvolver cidades sustentáveis, mais verdes e capazes de proporcionar melhor qualidade de vida conectadas a serviços de saúde, educação e segurança de qualidade.
Eliezer Batista me dizia que: "as cidades podem ser comparadas aos ser humano, porque do mesmo jeito que as células edificam o nosso corpo; as cidades edificam o país".
Poucas autoridades públicas, prefeitos, vereadores, deputados, senadores, governadores e ministros entendem de fato de sustentabilidade e a relação direta com gestão de cidades. A maioria não enxerga a sustentabilidade como um sistema, ou ciência integrada à Geografia Humana e isso é essencial. Sem essa visão, digo sistêmica e holística; eles decidem mal e investem mal. Não gostam de estudar as soluções com embasamento técnico e científico dos problemas da cidade.
Não buscam o desenvolvimento de novos conhecimentos, vanguarda e estratégias de desenvolvimento urbano e rural. EXISTEM MUITOS HOMENS ULTRAPASSADOS NO PODER. ACOMODADOS, OPORTUNISTAS, CORRUPTOS, DE POUCO PREPARO E INTELIGÊNCIA SUSTENTÁVEL.
Na política o câncer do fundo partidário / eleitoral e as tais emendas deixaram os nossos políticos em maioria, mais acomodados, com mais dinheiro no bolso e toma lá e dá cá. As roubalheiras estão abertas e claras, não gerando uma atmosfera desenvolvimentista de esforços e trabalhos inteligentes e necessários nas cidades. Não há visão de longo alcance capaz de integrar pensamento sistêmico-holístico com sustentabilidade estratégica. Falta cultura, educação e inteligência verde. O Brasil é mal educado ambientalmente. Isso da infância aos idosos.
Deveriam entender que PLANEJAMENTO SUSTENTÁVEL pode ser visto como um curso de desenvolvimento de competências para planejadores urbanos, onde se adquire conhecimentos e métodos para trabalhar com sustentabilidade. Uma visão geral da legislação relevante e inspiração sobre como abordar a agenda com uma iniciativa organizacional, funcional e interdisciplinar para gerir melhor e inteligentimente as verbas públicas, a fim de uma melhor qualidade de vida das cidades. As pessoas crescem com esse tipo de conhecimento e ações. Ficam motivadas e orgulhosas de suas cidades.
A Agenda 21 foi um dos principais resultados da conferência Eco-92 ou Rio-92, ocorrida no Rio de Janeiro, Brasil, em 1992. É um documento que estabeleceu a importância de cada país a se comprometer a refletir, global e localmente, sobre a forma pela qual governos, empresas, organizações não-governamentais e todos os setores da sociedade poderiam cooperar no estudo de soluções para os problemas socioambientais.
Cada país desenvolve a sua Agenda 21 e no Brasil as discussões são coordenadas pela Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável (CPDS) e da Agenda 21 Nacional. Ela se constitui num poderoso instrumento de reconversão da sociedade industrial rumo a um novo paradigma, que exige a reinterpretação do conceito de progresso, contemplando maior harmonia e equilíbrio holístico entre o todo e as partes, promovendo a qualidade, não apenas a quantidade do crescimento é um hoje um instrumento de balizamento dos esforços sustentáveis , assim como a ESG é nas empresas.
ESG é uma sigla que tem sido cada vez mais relevante na pauta da sociedade para se referir às melhores práticas ambientais, sociais e de governança de um negócio, além de funcionar também como um critério para investimentos
Em resumo, dizemos que o ESG é um conjunto de práticas e padrões que visam definir se a operação de um negócio é consciente, sustentável e corretamente gerenciada. O principal objetivo dessa prática é verificar como uma empresa procura minimizar os seus impactos no meio ambiente, sendo responsável por construir um mundo mais justo e limpo. Além disso, o ESG também pode ser utilizado para investimentos com critérios de sustentabilidade. Veja um exemplo: ao invés de analisar apenas os índices financeiros do mercado, os investidores passam a analisar os fatores ambientais e sociais de uma companhia.
CONCLUSÃO:
O Brasil em termos de políticas sustentáveis urbanas, ecologia urbana é vergonhosa e ultrapassada. O problema vai da falta de educação da população aos campeões de corrupção e incompetência de gestores. Muitas vezes indicados por ideologias políticas, toma lá e dá cá, troca de favores e amizades pessoais, não por competência. O estado de Santa Catarina e a cidade de Curitiba e Maringá no PR são exemplos raros de avanço na ênfase que comento.