NOSSA SENHORA APARECIDA
Mãe tão querida,
mãe de muitos povos,
muitos nomes,
muitas cores.
Mas você,
Padroeira do Brasil,
veio interceder
pelos pescadores,
pela liberdade dos negros,
pelas aflições do teu povo.
Chora que tu seguras a mão.
Cada lágrima tu faz um cocho.
Cada lágrima
tu guarda em vidro puro,
cada uma com seu nome.
Ninguém passa por ela.
Sua dor, se nada compreende,
sua dor foi ver seu
Filho crucificado.
Ela guardou a maior dor
dentro do coração.
Aquilo não se entende.
Por quê?
Para quê?
Certeza que foi e morreu
pelos pecados
e pela conversão
da humanidade.
Ela sabe, conhece
cada filho,
muito mais que mãe
terrena.
Ela entende sua canseira,
ela compreende a dor,
mas ela é intercessora.
Ela não é Jesus,
mas é Ele que faz
o castigo perante os maus.
Ele julga e condena,
Ele faz divisão:
Purgatório,
cada qual com seu pecado.
Ele eleva os puros de coração ao céu.
Ele leva os maus perante o inferno.
Para compreender o real sentido
da escuridão,
só Ele tem poder de tirar
alguém das profundezas do inferno.
Mãe, ela intercede,
Filho, ainda é a lei.
Ana Cristina Poronhak de Carvalho