Não precisa se esforçar tanto
para parecer aquilo que não é.
A falsidade, quando insiste demais,
acaba escapando pelas próprias palavras.
Eu estive ali.
Quando você precisou, eu estendi as mãos.
Quando faltou alguém, eu permaneci.
Ofereci cuidado, presença e afeto,
sem esperar grandes recompensas —
apenas consideração.
Mas há pessoas que recebem o bem
como se fosse obrigação,
e esquecem facilmente
quem esteve ao lado delas.
E ainda chamam isso de sinceridade.
Não.
Ser verdadeiro não é dizer
“eu sou assim”
enquanto machuca, desrespeita
e usa a própria personalidade
como desculpa para não amadurecer.
Verdade é ter caráter.
É reconhecer um esforço.
É saber agradecer.
É ter empatia por quem também sente.
Então, não precisa fingir mais.
Eu já vi a máscara,
já entendi o silêncio
e reconheci o que havia por trás dele.
E talvez eu não precise mudar você.
Talvez eu só precise parar
de oferecer minha inteireza
a quem escolheu viver pela metade.
Porque fazer o bem
não significa aceitar qualquer coisa.
E, às vezes,
a maior forma de respeito por mim
é simplesmente deixar de insistir.