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Inseguranças

yasminvoss

Conteúdo da publicação

Creio eu que o mundo nos faz assim,

nos ensina a nos odiar desde o comecinho.

Nos faz indesejáveis, feias, ridículas,

nos chama de idiotas quando a gente só queria ser ouvida.

Falam de nós como se fôssemos carros,

carro rodado ninguém quer, eles dizem.

Mas o motorista que rodou em vários carros,

esse eles aplaudem, esse eles querem.

Como se fôssemos produto de prateleira,

com prazo, com etiqueta, com preço de uso.

Como se o nosso valor estivesse no lacre,

e não na história inteira que a gente carrega.

Nos fazem nos sentir feias um pouco mais a cada dia,

com um padrão de corpo que nunca nos cabe,

de pele que nunca é lisa o suficiente,

de cabelo que nunca é liso ou cacheado o bastante.

E a cobrança começa cedo,

meninas ainda de trança se medindo no espelho,

tentando mudar o que nem deveria ser mudado,

tentando caber num molde que nunca foi feito pra gente.

Mas não.

Thoughts

  • elson

    Pelo que eu entendi, o poema fala sobre duas pessoas que decidiram viver um sentimento mesmo sabendo que aquilo poderia acabar mal. E, apesar de tudo ter terminado de uma forma dolorosa, o eu lírico não se arrepende, porque aqueles dois meses valeram a pena. Acho que a parte mais profunda e às vezes, uma experiência pode trazer uma das maiores felicidades da nossa vida e, ao mesmo tempo, uma das maiores dores. E mesmo sabendo como terminou, a pessoa ainda reconhece o valor daquilo que viveu.

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  • Mari_e_suaspoesiasdefases

    Concordo demais. Sempre nos rotulam exatamente como isso, sempre há cobranças e comparações que fazem conosco. Esse poema mostra isso de forma organizada; a parte que diz que somos tipo carros, é real até demais.

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Creio eu que o mundo nos faz assim,

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