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Húbris

paladino

Conteúdo da publicação

Das quimeras que colhi pelo mundo,

faço a rima cujo verso inundo,

quando compondo sob um céu profundo,

urdindo a trama na qual vou a fundo.

Ávido amante do transe e do mito,

buscando o eco no que é infinito,

dando uma voz ao mistério bendito,

em meio ao uivo do lobo maldito.

Ergo o silêncio que a noite pedia,

nesta agonia que a alma sofria,

e a própria ausência se fez profecia.

Perante o falso destino que havia,

o peito abriga o fulgor que trazia,

e a lira entoa a canção que nascia.

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