Penduro toda minha dor, num varal extenso
Perfeitamente reto
As segurando de forma delicada
Todas, mágoas inconsoláveis, que ainda queimam.
Tristezas acesas, que são fortes como um farol
Singelas e sutis.
As vezes transbordam, me fazendo explodir
Não aguentando toda essa situação
Eu simplesmente passo a inexistir
Apenas átomos vivos que ocupam lugar na terra.
Sem significância.
Inútil.
E mesmo assim, sirvo de consolo
Para outros átomos que ocupam espaço
Num lugar a qual não pertencem.
Forasteiros.