Ante o tempo chuvoso hei despertado com o pavoroso roncar de meu estômago. Fui à copa as sobras comer da comida d'ontem, mas os ratos de, por onde não estive, lá com elas somem; nada encontrei com que me saciar, então voltei à cama deitar. Doía a barriga, mas não havia mais comida.
Se pedir por recobrar as origens deste escrito, talvez lhe diga que se deve ao espírito inspirado nas descrições de miséria materiais do protagonista do livro FOME, de Knut Hamsun; contudo, não seria certo afirmar que dali se venha precisamente. Gosto de crer que possa haver surgido de mim, em algum momento, deparado com um mar de frustrações que encontrei para suportá-las a sua aceitação.