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Eu nunca imaginei que um dia precisaria me afastar dos…

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Eu nunca imaginei que um dia precisaria me afastar dos meus filhos por causa da minha doença mental. Foi uma das decisões mais dolorosas que precisei tomar. Eu queria estar perto, cuidar, acompanhar cada fase, mas houve um período em que eu mal conseguia cuidar de mim mesma. Carrego muita saudade e, às vezes, culpa. Penso nas coisas que perdi, nos momentos que não vivi e em tudo que gostaria de ter feito diferente. Mas também sei que, naquele momento, deixar meus filhos em um lugar onde…

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Eu nunca imaginei que um dia precisaria me afastar dos meus filhos por causa da minha doença mental. Foi uma das decisões mais dolorosas que precisei tomar. Eu queria estar perto, cuidar, acompanhar cada fase, mas houve um período em que eu mal conseguia cuidar de mim mesma.

Carrego muita saudade e, às vezes, culpa. Penso nas coisas que perdi, nos momentos que não vivi e em tudo que gostaria de ter feito diferente. Mas também sei que, naquele momento, deixar meus filhos em um lugar onde pudessem estar seguros foi uma forma de amor.

Eu não deixei de ser mãe porque precisei me afastar. Continuei sendo mãe enquanto lutava para me reconstruir. E talvez essa seja uma das partes mais difíceis da minha história: aprender que amar meus filhos também significava reconhecer que, naquele momento, eu precisava de ajuda.

Ainda estou reconstruindo minha vida. E, todos os dias, existe dentro de mim o desejo de recuperar não apenas o tempo perdido, mas também a confiança, a presença e o vínculo com meus filhos. Eu não posso mudar o passado, mas posso escolher o que faço com a mulher e a mãe que estou me tornando.

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