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Entre o Veneno e o Antídoto [18+] Sensível

waxveil
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Com sua mão grande, calejada nas pontas dos dedos, mas macia contra minha nudez. Basta sua voz e minha pele arde . Fico molhada de desejo, meu corpo cede à sua rouquidão, ao seu comando sutil. Seu…

Conteúdo da publicação

Com sua mão grande,

calejada nas pontas dos dedos,

mas macia contra minha nudez.

Basta sua voz

e minha pele arde.

Fico molhada de desejo,

meu corpo cede

à sua rouquidão,

ao seu comando sutil.

Seu corpo incandescente

paira sobre mim.

Reconheço seu cheiro particular.

Quero te louvar como um pregador,

ajoelhar-me aos seus pés

e suplicar "por favor",

como um pecador

implorando perdão e misericórdia.

Deixe-me tocar

sua superfície aquecida,

sagrada a meu ver.

O toque das suas pontas

me enrijece.

Um calafrio sobe

lento pela espinha.

Costas em arco

quando me encontra.

O suor escorrendo de sua testa

não me repele —

ao contrário,

me embriaga.

Se seu afeto for o veneno

que percebo circulando em meu sangue,

deixo-me intoxicar

e, quando mereço a seus olhos,

acolho o antídoto.

Gemidos roucos,

reprimidos,

como se cada som denunciasse

o quanto anseia por meu toque.

Entrega-se além do que pretendia.

A cama range

e me instiga a continuar.

Suas arfadas são orações

que anseio guardar.

O peso leve —

não esmaga,

apenas habita.

Sua fronte repousa

na minha clavícula.

A umidade desliza

sobre meu tronco.

Seu sabor oscila entre sal e mel,

lembra hidratante de morango,

o agridoce da sua lubrificação.