Entre Livros e Silêncios
Dedicado ao meu amigo Vinícius, que tem meu apoio total.
Nos corredores frios
da escola da vida,
os passos ecoam
entre vozes e julgamentos.
Ali, onde o saber floresce entre
cadernos abertos,
também germina o
peso das palavras mal ditas.
Brincadeiras, às vezes, são só isso:
ecos de uma infância
tentando respirar,
mas há quem
transforma riso em ameaça,
e o leve em fardo, e o
breve em tempestade.
É fácil lançar pedras
em quem sonha,
difícil é construir
pontes com empatia.
Mas seguimos,
mesmo sob o olhar
torto,
na fé de que a
verdade não precisa
gritar.
A confiança, essa joia
rara dos dias,
se parte quando o
silêncio se acovarda
e se renova quando
mãos se estendem,
mesmo entre
sombras, mesmo sem
garantias.
E há os que, calados,
movem o mundo:
equipes, irmãos de
jornada e
madrugada,
que constroem com
suor o que o mundo
ignora,
fazendo do esforço
diário uma bandeira
elevada.
Pois não é no grito
que mora a justiça,
mas no olhar firme e
no caráter
constante.
A vida nos estudos é
batalha e poema,
onde o erro não deve
ser sentença, mas
ponte.
Vinícius, você tem
meu apoio em tudo o
que foi falado hoje.
Estão tentando
apagar sua luz, mas
eu vejo sua verdade.
E sigo do seu lado –
firme, de cabeça
erguida,
porque quem
conhece sua
essência, não duvida
da sua honra.