Talvez eu tenha aprendido com o mar
a não pedir desculpas por ser profunda.
Com o vento,
aprendi que algumas coisas
precisam partir
para que outras possam ficar.
E com o sol,
aprendi que até aquilo que dói
pode iluminar.
Hoje, não quero respostas.
Quero apenas sentir
a manhã tocando meu rosto,
o silêncio repousando nos meus lábios
e essa estranha sensação
de que existe dentro de mim
um lugar que ainda não conheço.
Talvez eu esteja me encontrando
aos poucos.
Entre uma cicatriz e outra,
entre aquilo que perdi
e aquilo que ainda desejo.
E se alguém me perguntar
o que estou procurando,
eu não saberia responder.
Mas sei que estou no caminho certo
Sei o que não quero, não quero que o mundo
me ensine novamente a me esquecer.