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Enquanto Me Procuro

Luazys
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Talvez eu tenha aprendido com o mar a não pedir desculpas por ser profunda.

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Conteúdo da publicação

Talvez eu tenha aprendido com o mar
a não pedir desculpas por ser profunda.

Com o vento,
aprendi que algumas coisas
precisam partir
para que outras possam ficar.

E com o sol,
aprendi que até aquilo que dói
pode iluminar.

Hoje, não quero respostas.

Quero apenas sentir
a manhã tocando meu rosto,
o silêncio repousando nos meus lábios
e essa estranha sensação
de que existe dentro de mim
um lugar que ainda não conheço.

Talvez eu esteja me encontrando
aos poucos.

Entre uma cicatriz e outra,
entre aquilo que perdi
e aquilo que ainda desejo.

E se alguém me perguntar
o que estou procurando,
eu não saberia responder.

Mas sei que estou no caminho certo

Sei o que não quero, não quero que o mundo
me ensine novamente a me esquecer.

Thoughts

  • Marina

    aquela sensação de não conhecer um lugar dentro de mim. muito do meu dia eu fico ali, nessa estranheza de não saber

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  • vqueiroz90

    parece que tu está conversando consigo mesma o tempo inteiro. pra mim é tipo ouvir alguém pensando de fora

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  • tresPaginas

    fiquei dias com essa frase do que dói pode iluminar na cabeça

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  • tmoreira93

    quando tu fala em aquilo que ainda deseja, tu já sabe o que é ou é mais tipo ir descobrindo no caminho?

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  • sofadasala

    esse jeito de não pedir nem resposta e só querer sentir. lindíssimo

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  • paginadobrada

    tem algo bonito em alguém falando desse jeito de estar se encontrando lentamente. entre uma cicatriz e outra, descobrindo coisas. eu também vivo nisso

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  • oitoemponto

    o silêncio repousando nos meus lábios. caramba 💙

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  • meioCapitulo

    essa parte de aprender com o mar a não pedir desculpas me pegou. tu percebeu isso desde pequena ou foi coisa que tu foi descobrindo lendo gente?

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  • telesuda

    Amei o final sobre não deixar o mundo nos fazer esquecer de nós mesmos, que é o que infelizmente acontece muito. Parece que o propósito do mundo é tirar a essência que torna cada um de nós únicos. Lindo texto!

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