Autor: João Guilherme Guimarães de Souza
Engenheiro Beltrão – PR
Quando eu morrer,
talvez não exista mais ninguém
para segurar minha mão,
para ouvir meus sonhos,
para perguntar se eu estou bem.
Por isso, enquanto eu viver,
deixe-me viver do meu jeito.
Deixe-me escolher meus caminhos,
mesmo que alguns sejam difíceis.
Deixe-me errar,
porque também se aprende com as quedas.
Deixe-me sonhar alto,
mesmo que digam que meus sonhos são impossíveis.
Não quero passar a vida inteira
vivendo para agradar os outros
e, no fim, descobrir que esqueci
de viver por mim.
Enquanto eu tiver voz,
quero dizer o que sinto.
Enquanto eu tiver pernas,
quero caminhar para onde meu coração mandar.
Enquanto eu tiver sonhos,
quero correr atrás deles.
E enquanto meu coração bater,
quero aproveitar cada segundo
que Deus me permitir viver.
Não quero que escolham minha felicidade.
Não quero que escrevam minha história
com as mãos de outra pessoa.
A vida é minha.
Os sonhos são meus.
As escolhas são minhas.
Se eu cair, eu levanto.
Se eu errar, eu aprendo.
Se alguém não gostar do meu jeito,
eu respeito.
Mas não vou deixar de ser quem sou
só para caber na expectativa de alguém.
Porque quando chegar o meu último dia,
não quero olhar para trás
e encontrar uma vida cheia de “e se...”.
Quero encontrar lembranças.
Quero lembrar dos risos,
das loucuras,
das pessoas que amei,
dos lugares que conheci,
dos sonhos que persegui
e das batalhas que tive coragem de enfrentar.
Quero poder dizer:
“Eu vivi.”
Não vivi a vida que os outros queriam.
Vivi a vida que meu coração escolheu.
Então, enquanto eu estiver aqui,
não me impeça de ser feliz.
Não tente controlar meus passos.
Não coloque medo nos meus sonhos.
Apenas caminhe comigo,
se quiser caminhar.
Porque amanhã ninguém sabe.
O tempo não avisa quando vai embora.
E quando chegar o dia
em que minha história terminar,
não quero que digam:
“Ele viveu para agradar todo mundo.”
Quero que digam:
“Ele foi ele mesmo.
Amou, sofreu, caiu, levantou, sonhou...
e, enquanto teve vida,
viveu do seu jeito.”
Por isso, não espere minha ausência
para valorizar minha presença.
Não espere meu silêncio
para ouvir minhas palavras.
Não espere minha partida
para entender minhas escolhas.
Enquanto eu viver,
deixe-me viver.
Porque a vida não é um ensaio.
É uma única oportunidade.
E eu quero aproveitar a minha.