Destino das Datas
Começa em janeiro
E vai até dezembro.
Começa pelos números,
Do zero ao trinta.
Assim é o tempo.
Assim é a promessa.
Assim é o choro.
Assim é a resposta.
Assim é a razão,
Mas jamais sem emoção.
É preciso apenas encontrar.
Quebra-cabeça:
Junte as peças.
Encontre o sinal.
Ou viva sem sinal,
Apenas na escuridão.
Fico presa ao passado,
Quando não havia eletricidade.
Mas havia sabedoria.
Havia o lampião,
Havia a vela,
Porque toda vela produz luz.
A luz tira uma nação
Da escuridão.
Mesmo que seu objetivo pareça distante,
Não deixe a tristeza vencer.
Você vai desanimar.
Você vai reclamar.
Mas, se reclamar porque a porta se fechou,
Lembre-se de que outra porta será aberta,
No tempo certo,
Na hora certa.
A necessidade não espera.
Há tempos longos
E tempos curtos
Para nossas decisões.
Tudo reflete o bem.
Será que o bujão está cheio?
Mas, afinal, quem é você?
Quem sou eu diante do meu destino?
Quem faz a diferença
Sou eu e você.
Ainda há quem esteja perdido
Tentando se encontrar.
Às vezes, você nunca vai se encontrar,
Porque ainda não encontrou
O verdadeiro sentido
Da vida.
É como querer dinheiro
Sem construir um caminho.
Apenas desejar algo completo,
Mas sentir que tudo está vazio.
Até mesmo
Na busca por um bom orgasmo,
Se não houver sentido,
Tudo continuará vazio.
O destino
É apenas um caminho
De melhoria.
Mas tudo deve ser pedido.
Jeová conhece o dia do "sim"
E o dia do "não".
É preciso respirar
Para não pirar.
Ana Cristina Poronhak de Carvalho