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DESTINO!!

ANAPORONHAK
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DESTINO

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DESTINO

Eu vim do céu.
A cegonha me trouxe,
enrolada em pano,
dobradinha numa fralda.

Voa, voa, voa,
até o país certo,
a cidade exata.

Maldição: Cascavel.
Cacos e ferpas.
Desfiguração.

Alma do espírito.
Apenas os muros
de Jericó.

Como nada entra,
nada sai.
Tudo é silêncio.

Sair ou entrar,
viajar
ou passear.

A certeza...
Que guerra tão incerta,
quanto a nação Polônia,
terra dos ancestrais.

Apenas caminho
sobre serpentes.
Tento me defender
para ser picada.

Não morro
envenenada.

Apenas fugir para Curitiba.

Aprender que ser vidente
é muito mais do que espiritualidade.

Não é conversar com os mortos.
É ler pensamentos humanos.
Ou ver anjos.

Um acidente.
Ou até pânico.

A cidade da fama
que me levou
ao hospício.

Ali entendi e compreendi
que o destino
é um sinal de todos os dias.

Fazer o bem ou o mal.
Ou tirar a sorte nas cartas.
Ou ver o próprio futuro.

Bora tomar um café.
Apenas viajar
para a missão.

Destino.

Se nada corrompe,
apenas me perco
olhando para o mar.

Uma taça de vinho,
brindando minha ferida.

Logicamente,
poeta, se liga.

Dança e música.

Tudo congela
perante o jornalista.

Some por um instante,
como se nunca tivesse nascido.

Perde-se
numa fotografia em preto e branco.

Quando seca,
nada resta.

Somente o não existir.

Mas eu sonho
com o destino.

Ana Cristina Poronhak de Carvalho