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ELIEZER FOI O PRIMEIRO PRESIDENTE DA CIA VALE DO RIO DOCE AOS 36 ANOS ORIUNDO DO QUADRO PRÓPRIO DE EMPREGADOS DA CVRD . O SISTEMA - MINA-FERROVIA-PORTO-NAVEGAÇÃO. A GIGANTE LOGÍSTICA DO MINÉRIO DE FERRO E A SUA LIDERANÇA

RowanPedro

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ADMINISTRAÇÃO - LOGÍSTICA OS PRIMÓRDIOS, A EVOLUÇÃO E A IMPORTÂNCIA VITAL PARA AS ESTRATÉGIAS DE DESENVOLVIMENTO DAS EMPRESAS E PAÍSES

A LOGÍSTICA CORAJOSA E A VALE -"Para ter um negócio de sucesso, alguém, algum dia, teve que tomar uma atitude de coragem". Peter Drucker

  • "Entre os anos os anos 50 e 60 o que mais os japoneses queriam era comprar minério de ferro, e o que a VALE mais queria, era vender minério de ferro.

     

    Mas os americanos e europeus eram contra vender minério para o Japão. O receio era o Japão reativar o poderio bélico nipônico. Mas senti que os japoneses não tinham essa ideia e só pensavam em recuperar o Japão, arrasado pela guerra.

     

  • Dessa forma; Vi ali uma oportunidade ímpar, mas arriscada diplomaticamente para fazer a CVRD dar um passo gigantesco de pequena mineradora para gigante mineradora, e única que teríamos para crescer, e que era o nosso intuito, e sonho. Há riscos que temos de correr, para sobrevivermos e essa era a situação.

     

    Era um desafio gigantesco; precisávamos de um porto maior, e se tivesse o porto.

  • Teríamos de ter navios de 100 mil toneladas acima, o maior era de 35 mil. Tendo os navios de 100 mil a operação só era viável se os navios fossem com minério de ferro e voltassem com petróleo do oriente.

     

    Construímos o Porto de Tubarão a toque de caixa e convencemos os japoneses a investir em navios de 100 mil ton.

  • Acertamos com a Petrobrás a logística dos navios levarem minério de ferro para o Japão e voltando com petróleo do oriente.

     

    Inovamos a logística transoceânica e enfrentamos uma guerra internacional de interesses contrários, mas vencemos!

     

  • O crescimento da VALE nascia dessa nossa iniciativa corajosa na logística, o que não foi fácil! Nós sempre tivemos uma equipe de gente competente, corajosa, sistêmica e coletiva nas decisões.

     

    A Engenharia nos fez chegar às melhores soluções como o nosso capital técnico de planejamento, ação, iniciativa e "acabativa".

      O Japão nos garantia o mercado cativo de nossa produção de minério de ferro e isso fez a CVRD GRANDE! GIGANTE NA LOGÍSTICA DE MINÉRIO DE FERRO.

     

     (ELIEZER BATISTA)

  • A DOCENAVE empresa de navegação que a VALE criou para transportar minérios e outros produtos chegou a ter perto de 60 navios e foi a terceira maior frota de graneleiro do mundo. Os seus navios operavam em todos os continentes, transportando também grãos, óleo e produtos florestais. O Brasil cresceu e o Japão expandiu o seu notável parque siderúrgico e cresceu muito também, porque criamos uma operação sistêmica forte, de sinergia e coragem baseada em logística. (Eliezer Batista)

  • VALE e não é, e nunca foi, uma empresa produtora de minério de ferro, como todos pensam. A Vale é uma empresa de logística. Esse é o conceito que desenvolvi. Por quê? Porque o minério de ferro é produto de baixo valor.

  • Para levá-lo ao consumidor do outro lado do mundo e ao lado do maior concorrente, a Austrália e ganhar dinheiro, tínhamos de ser extremamente eficientes na geologia, produção das minas,  beneficiamento das usinas , logística interna, mina-usina, logística ferroviária, logística portuária, logística da navegação, a transoceânica, etc.

  • Mina sem transporte (logística) é cascalho. Ferrovia sem carga é ferro velho  e navio nosso, parado na barra sem frete é um grande  barco pesqueiro  ( ELIEZER BATISTA RJ – 1979)

HOJE LOGÍSTICA É CONSIDERADA COM APOIO DA TI E IA, COMO PONTO FORTE DE COMPETITIVIDADE, PRODUTIVIDADE, EFICIÊNCIA E LUCRO EMPRESARIAL.

O CONCEITO E AS ORIGENS

  • Pelo lado conceitual,  Logística, vem do grego “LOGISTIKOS”, derivado do latim “LOGISTICUS”, se traduzindo como o cálculo e raciocínio no sentido matemático. Atrelam aos princípios das 4 operações, vindas da aritimética e álgebra.

  • A denominação dos gregos, ou o conjunto de algoritmos aplicados a álgebra. Os franceses já dizem que “logistique” , significa uma arte que trata do planejamento e realização de vários projetos, muito utilizado durante as guerras e isso é mais visualizado hoje. Também vem do verbo francês loger - alojar ou acolher

A LOGÍSTICA DA PRÁTICA, PRIMÓRDIOS E IMPORTÂNCIA 

  •  A Logística é uma atividade muito antiga. Historiadores consideram que as primeiras caças, pescas, a manutenção do fogo aceso dentro das cavernas, para facilitar o aquecimento e cozimento dos alimentos, trazem um certo sentido logístico.

  • A armazenagem de madeiras ou lenha para mantê-las secas e protegê-las das chuvas, a fim manterem o fogo aceso. A forma com que caçavam em grupos e transportavam por partes, a carne de mamutes abatidos, para posteriormente, retirarem o couro, para fazer as primeiras vestimentas.

  • Muitas dessas coisas foram encontradas talhadas nas cavernas e levaram ao raciocínio citado. As comunidades em maioria eram nômades e se deslocavam com suas cargas, comprovando essa prática logística pelos homens da caverna.

  • Os primeiros tropeiros com o deslocamento de animais levando MANTIMENTOS E MERCADORIAS DE UM LUGAR PARA OUTRO, PROVAM QUE TAMBÉM JÁ PRATICAVAM A logística no passado. 

A EVOLUÇÃO DA LOGÍSTICA

  • A medida que ocorre a evolução. A Logística acompanha tudo isso e se aflora intensamente nas guerras sob o comando de militares de pensamento estratégico.

  • As guerras às vezes eram longe das fortalezas que  sediavam os exércitos e não havia como se prever a data do término dos combates.

  • Os deslocamentos dos exércitos para as frentes de batalhas eram então frequentes e demandavam o transporte das tropas às vezes por muitos dias de viagem, levando material, mantimentos e apoio em acampamentos provisórios etc.

A INFLUÊNCIA HISTÓRICA DA CULTURA MILITAR NA ADMINISTRAÇÃO

  •  A linha entre a desordem e a ordem está na logística…” Sun Tzu

  • Você não terá dificuldade em provar que batalhas, campanhas, e mesmo guerras foram vencidas ou perdidas primariamente por causa da logística.              General Dwight D. Eisenhower

  • Os exércitos treinaram naturalmente essa prática no dia a dia e assumiram a identidade formal da Logística. Em muitos ambientes de ensino e da cultura geral, interpretam Logística como origem militar.

  • Os tempos mostram que os militares são especialistas em logística. Desenvolveram e treinaram essa habilidade por anos consecutivos, estudam e fazem da logística uma disciplina de guerra .

  • A maioria dos exércitos de todo mundo possuem um Batalhão dedicado a Apoio Logístico, que é importantíssimo nas operações militares e até hoje no século XXI tem essa condição operacional.

A LOGÍSTICA ESTÁ INTIMAMENTE LIGADA À EFICIÊNCIA 

  •  A Logística é decisiva, e traz uma vantagem exponencial no ambiente militar. A sua função mais apurada historicamente, sempre foi a de planejar, executar e apoiar o transporte das tropas, alimentação da cavalaria, armazenar combustíveis, munições e armas.

  • Fazem a manutenção e suprimento diverso, tais como: fardamento, alimentação da tropa, disponibilização de água, medicamentos e suporte da saúde, assim como recolhimento e tratamento de feridos de guerra.

OS LÍDERES VITORIOSOS SEMPRE TIVERAM LOGÍSTICA COMO ESTRATÉGICA E PONTO FORTE DE SUAS CONQUISTAS E VITÓRIAS 

  •  Júlio Cesar e Napoleão, por exemplo foram considerados líderes de guerra de alta capacidade de raciocínio logístico. Alexandre o Grande foi conhecido como um dos maiores estrategistas militares e procedia seus ataques com estratégias avançadas pela época, que hoje são entendidas como estratégia logística.

  • Os historiadores dizem que ele mapeava a região analisando seu inimigo, identificando suas forças de ataque, fraquezas ou pontos vulneráveis de defesa, oportunidades de ataque e ameaças de baixas e perdas de soldados (Plano Muito Similar Análise Swot, que hoje que usamos), contendo detalhes das localidades e características geográficas favoráveis aos ataques, para minar os adversários.

  • Explorava a geografia no que poderia ser obstáculos para defesa do oponente, clima local em relação chuvas, frio e calor. Buscava o desenvolvimento de alianças e apoio ao entorno dos inimigos para fortalecer sua capacidade logística e ter resistências por longo tempo de guerra.

ALEXANDRE FOI PRECURSOR DO APRIMORAMENTO DA LOGÍSTICA COMO ESTRATÉGICA E DECISIVA PARA ATINGIR RESULTADOS

 

Alexander the Great
  • Alexandre foi o primeiro comandante a empregar uma equipe especialmente treinada de engenheiros e contramestres para a guerra, além de uma cavalaria eficiente e famosa com sua infantaria. Os engenheiros foram peças diferenciadas no exército de Alexandre, pois tinham a missão de estudar como reduzir a resistência das cidades que seriam atacadas.

  • Os contramestres, por sua vez, operacionalizavam o melhor sistema logístico existente naquela época. Eles seguiam à frente dos exércitos com a missão de comprar todos os suprimentos necessários e montar armazéns avançados no trajeto. Neste projeto se consolidou o exército mais móvel e mais dinâmico de chegada de tropas, que se viu na época.

  • Essa eficiência evoluiu o conceito logístico e uma admiração dessas forças diferenciadas. Alexandre nas guerras montava Bucéfalo, o seu inseparável cavalo, que está presente em toda literatura da história de equitação do mundo. O cavalo mais glorioso do planeta. 

O conceito, a prática da Logística, a sua expansão e o seu valor estratégico chega nas empresas como decisiva, tanto em evolução, quanto em dimensão competitiva constante, no que abrange processo, produtos e serviços

  • CONTUDO, SÓ EM 1901, A EVOLUÇÃO DO CONCEITO DA LOGÍSTICA E SEUS ESTUDOS FORTALECEM ESSE TEMA, DEPOIS DE ANALISADO E ESTUDADO É  VISTO PELA COMUNIDADE ACADÊMICA, ATRAVÉS DE UM ARTIGO DE JOHN CROWELL.

  • NO ARTIGO REPORT OF THE INDUSTRIAL COMMISSION ON THE DISTRIBUTION OF FARM PRODUCTS (RELATÓRIO DA COMISSÃO INDUSTRIAL PARA DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS AGRÍCOLAS), TRATANDO DOS CUSTOS E FATORES QUE EFETUAVAM A DISTRIBUIÇÃO DOS PRODUTOS AGRÍCOLAS E GANHOU UMA GRANDE DIMENSÃO NAS ESCOLAS.

  • Mas a ampla valorização da logística sob o pensamento da Administração, Organização e Economia de Guerra como tema científico e sob uma consideração mais relevante e determinada como guia ou força imprescindível na guerra, ganha musculatura através das teorias do Tenente-Coronel Thorpe, que comandava tropas de Fuzileiros Navais Norte Americanos, considerado um militar de alta estratégia, inteligência extraordinária e amante da matemática.

  • Em 1917, escreveu o livro "Logística Pura: a ciência da preparação para a guerra". Esse livro foi elogiado pelos generais da época, e pela primeira vez, a logística situa-se no mesmo nível da estratégia e da tática dentro da Arte da Guerra.

O QUE INSPIROU A ADMINISTRAÇÃO COM BASE NA LOGÍSTICA PARA ATINGIR METAS E OBJETIVOS (VITÓRIAS) SEGUNDO A HISTÓRIA

  • A Arte de Guerra, um livro famoso nos 4 cantos do mundo é  uma obra de Sun Tzu (544 a.C) foi um estrategista de guerra, filósofo chinês, general do Rei Hu LU. Sun Tzu, apesar de ter nascido há milênios, tem grande influência sobre estudiosos e militares .

  • Mesmo os profissionais do meio corporativo e de negócios, possuem o filósofo e estrategista como grande inspirador de suas decisões e negócios.

  •  O Almirante Henry Eccles, em 1945, ao encontrar a obra de Thorpe empoeirada nas estantes da biblioteca da Escola de Guerra Naval, em Newport, comentou que, se os EUA seguissem seus ensinamentos teriam economizado milhões de dólares na condução da 2ª Guerra Mundial. Eccles, Chefe da Divisão de Logística do Almirante Chester Nimitz, na Campanha do Pacífico, foi um dos primeiros estudiosos da Logistica Militar, sendo considerado como o "pai da logística moderna" Até o fim da Segunda Guerra Mundial a Logística esteve associada apenas às atividades militares.

Tecnologia e inovação na atividade dos Operadores Logísticos | ABOL -  Associação Brasileira de Operadores Logísticos
  • Após este período, com o avanço tecnológico e a necessidade de suprir os locais destruídos pela guerra, a logística passou também a ser adotada pelas organizações e empresas civis e com isso foi expandida pelas Administrações de todo mundo em razão de indicar um plano eficiente de organizar as ações e ter resultados. 

  • Comentam que o General João Batista de Figueiredo, quando chegou a tenente do Exército brasileiro, conseguiu um resumo dessa obra, escrita por um colega militar e lia com frequência. Quando presidente sempre citava trechos da obra aos ministros César Cals, Mário Andreazza e Golbery Couto e Silva, todos militares , que atuavam e seu governo.

Em síntese, apesar dessa evolução, até a década de 40, haviam poucos estudos e publicações sobre o tema Logística. Somente a partir dos anos 50 e 60. As empresas começaram a se preocuparem com a satisfação do cliente e buscar maneiras para obterem esse objetivo e foi então que surgiu o conceito de logística empresarial, motivado por uma nova atitude do consumidor.

  • Os anos 70 assistem à consolidação dos conceitos como o MRP (Material Requirements Planning).  Esses impulsos e transformações ligadas ao mercado fazem a  Logística ganhar o mundo dos negócios desta vez mais composta e com mais seguidores e entra pelo ambiente acadêmico mais encorpada em relação ao processo de evolução que já havia neste contexto.

Na imagem, uma linha do tempo sobre a evolução da logística até chegar na logística 4.0, e sua relação com a segunda guerra mundial, todos descritos no texto.

Essa condição passa a inspirar os profissionais de administração,  economia e engenharia como um  instrumento de melhorar as empresas em tudo que traz benefícios para  o processo de compra, transporte de materiais, equipamentos, insumos, matéria prima, assim como a gestão de perdas em transporte, operação de almoxarifados e armazenagem geral de materiais  nas indústrias. As perdas desse processo logo chegam nas indústrias do Japão, país, que liderava a indústria mundial e a tecnologia mais avançada do planeta nos anos 70 e 80.

  • Os japoneses então, preocupados com as perdas e a vontade natural de buscar a melhoria contínua, o Kaizen, buscam otimizar a Logística e surgem as técnicas como Kanban, ferramenta visual de controle de produção, Jit na área administrativa, baseada na otimização de processos e Just in time, filosofia japonesa baseada no estoque zero.

  • Os ganhos proporcionados por essas ferramentas e a penetração delas no mundo industrial, após serem melhoradas no Japão, ganham o ocidente e levam a Logística à uma relação muito próxima do Marketing e das boas práticas gerenciais de vendas competitivas, pois o tempo de entrega ficou mais ágil e isso veio estrelar ainda mais a força logística no mercado.

  • Todos esses fatos produzem uma força muito grande na Logística, que passa a ganhar formas e ser vista como parte vital do sistema e estratégia para os ganhos financeiros e consequentemente crescimento dos negócios. 

Gestão de ocorrências logísticas melhora sua eficiência?

O CRESCIMENTO DECISIVO DA LOGÍSTICA, ESTÁ LIGADA À COMPETITIVIDADE DE QUALQUER NEGÓCIO DO PLANETA 

  •  Após os anos 80, a logística tem um desenvolvimento exponencial, empurrado pelas demandas ocasionadas pela globalização, pela alteração da economia mundial e pelo grande uso de computadores na administração, além do alto grau da publicidade, comunicação, propaganda, Marketing e a força de vendas.

  • Nesse novo contexto da economia globalizada, as empresas passam a competir em nível mundial, mesmo dentro de seu território local, sendo obrigadas a passar de moldes multinacionais de operações para moldes mundiais de operação, e essas movimentações são pura Logística, que elevam o processo de competitividade das empresas, merecendo atenção, esforços, investimentos e outras ações gerenciais voltadas a redução de custo e ao mesmo tempo delineando a inserção de tecnologia e ganhos em produtividade e competitividade.

  • O peso da Logística, na competitividade, formação de custo, preço e lucro decide qualquer negócio. A logística será um alvo de busca de otimização bilateral entre fornecedores e consumidores. Esta é uma característica ímpar e permanente da Logística 

  •  A Logística responde em até 30% de seus custos de produção de determinadas empresas, e que operam determinados produtos e serviços. A Logística é uma preocupação competitiva mundial. Essa realidade  faz com a Administração Geral, Planejamento Estratégico e Marketing visualizem ações permanentes para fortalecerem os  padrões de competitividade.

  • Já há empresas desenvolvidas em Plano e Planejamento, assim como emprego maciço de Engenharia Logística, desenvolvida no ambiente próprio, amparada por modernos softwares de gestão.  A logística tem uma função de racionalização dos fluxos de operações dos sistemas produtivos, o que interage fortemente com outros setores das empresas.

NO SÉCULO XXI, A LOGÍSTICA É DETERMINANTE, SENDO FOCO DA ATENÇÃO DE REDUÇÃO DE CUSTO. ESTA É UMA BUSCA DE FORÇA DIFERENCIADA RELACIONADA COM A AGILIDADE E ENTREGA 

  • No século XXI a competitividade e produtividade logística definem o sucesso ou fracasso de muitos negócios. Isto vem exigindo profissionais experientes face a extensão geográfica do Brasil, que apresenta uma série de problemas. As rodovias, ferrovias, portos apresentam sérios problemas de defasagem tecnológica, baixa produtividade e necessidade de adequação urgente.

  • Os aeroportos não possuem estruturas planejadas para funcionarem como portos secos anexos, integrando outros modais . O Brasil vem perdendo competitividade logística. Grande parte das rodovias , pontes e estradas das áreas agrícolas que ligam aos portos,  não tem manutenção pra escoar grandes safras.

  • As ferrovias são do traçado imperial e a maioria dos portos não tem a agilidade necessária, o que interfere na competitividade logística.

  • Fica evidente pelo contexto da Administração Competitiva, que indiferente do porte ou segmento, uma empresa só sobrevive através de um forte comando e planejamento logístico. A concorrência está elevada, os preços de combustíveis idem, e o tempo das pessoas mais caro ainda.

  • A agilidade é fundamental para atender as exigências modernas dos clientes. A logística está presente na  composição direta do custo e lucro. Há situações em que envolve todos ou quase todos departamentos da empresa, formando  uma forte e decisiva cadeia logística.

Gestão de ocorrências logísticas melhora sua eficiência?
  • Algumas empresas pela natureza do negócio, tem a Logística mais estratégica ainda, para compor o custo, preço e lucro. As que movimentam matéria prima, passam por este processo

  • As empresas que movimentam matéria prima por exemplo, convivem com a complexidade logística, desde o relacionamento com fornecedor, aos cuidados com qualidade, movimentação e manuseio até o ponto de entrada das mesmas no processo industrial. A empresa em qualquer segmento pode ganhar ou perder muito dinheiro em sua logística interna e externa, e ter essa relação acusada nos seus indicadores de competitividade. 

UM DOS MOTIVOS PORQUE O BRASIL NÃO DECOLA CUSTO LOGÍSTICO E INFLAÇÃO LOGÍSTICA

  • O Custo Brasil é um termo que descreve o conjunto de entraves estruturais, burocráticos, tributários e econômicos que tornam o ato de produzir, empreender e fazer negócios no país muito mais caro e complexo do que a média internacional.

  • A "perda de trilhão" refere-se a um levantamento oficial do Movimento Brasil Competitivo (MBC) em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Esse estudo indica que o Custo Brasil gera um gasto excedente de R$ 1,7 trilhão por ano para as empresas brasileiras, o que equivale a cerca de 19,5% do PIB nacional.

  • Esse montante representa o valor gasto a mais no Brasil para realizar as mesmas atividades produtivas em comparação com a média dos países da OCDE.

    O peso da Logística e da Infraestrutura no Custo Brasil

  • A infraestrutura deficiente e o alto custo logístico estão entre os pilares mais pesados e prejudiciais desse cálculo. O impacto ocorre principalmente de três formas:

    1. Malha de transporte desequilibrada: O Brasil depende excessivamente do modal rodoviário para escoar cargas de grandes distâncias. O frete rodoviário por estradas mal conservadas consome mais combustível, desgasta os veículos e encarece o preço final dos produtos.

    2. Custo logístico sobre o PIB: Enquanto países desenvolvidos gastam cerca de 7% do PIB com processos logísticos, no Brasil esse índice chega a 13% a 15,5% do PIB, dependendo do ano analisado pelo Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS).

    3. Prejuízo direto por gargalos: O déficit e as falhas de investimento em portos saturados, aeroportos e ferrovias geram um prejuízo direto estimado em R$ 284 bilhões por ano apenas no setor de infraestrutura.

    Outros fatores incluídos no Custo Brasil

    Além do apagão logístico e da infraestrutura precária, o cálculo de R$ 1,7 trilhão engloba:

    • Complexidade Tributária: O tempo e o dinheiro gastos apenas para calcular e pagar impostos.

    • Burocracia Excessiva: Lentidão em licenças, alvarás e processos alfandegários.

    • Dificuldade de Acesso ao Crédito: Taxas de juros elevadas e spreads bancários que encarecem os financiamentos empresariais.

    • Insegurança Jurídica: Instabilidade na aplicação de leis e demora no julgamento de litígios comerciais.

A VISÃO DE ALGUNS EXECUTIVOS

  • Atualmente muitos executivos de ponta, consideram que a Logística vem sendo caracterizada como um braço operacional importante de gestão da Administração Moderna, responsável por prover recursos, equipamentos e informações para a execução de todas, ou quase todas as atividades de uma empresa. 

  • O novo mercado mundial com a economia globalizada e toda evolução tecnológica impõe uma concorrência jamais vista, onde logística é, e sempre será um foco de identificação de oportunidades e criação de planos que buscam uma permanente estratégia de redução de custos e a eficiência que buscam. Um outro ponto forte da logística; é de que, a partir do momento em que se consegue otimizar um processo. Mais ágil serão as entregas e uma maior satisfação por parte dos clientes será alcançada em relação ao prazo.

O ALERTA E OPINIÕES VARIADAS SOBRE AS PRÁTICAS E CONCEITOS, LIGADOS À COMPETITIVIDADE, MERCADO E REALIDADE DAS EMPRESAS

  • Carlos de Oliveira Dias, do Centro de Estudos de Gestão Industrial – CEGI, enfatiza que as palavras Logística e Marketing estão sendo usadas indiscriminadamente no mercado e em muitas Administrações de forma errada, trazendo uma grande confusão na hora de formalizarem os processos nas empresas e desenharem os fluxos e vincularem os organogramas formais.

  • Essas más interpretações às vezes não permitem a fluência necessária de produção de técnicas, experiências e conhecimentos nesta ênfase que envolvem o aprendizado das pessoas. Cita que há empresas confundindo Logística com Operação de Sistemas Produtivo.

  • A Logística tem a missão de dar suporte ao sistema produtivo, não assumir o processo produtivo. O Marketing nunca foi propaganda e venda. A venda vai da fábrica para o cliente, o Marketing vai do cliente para a fábrica, a fim de que possa ser identificado o que o cliente quer, onde ele quer, por que ele quer e quanto pode pagar. Buscando assim, aferir essas componentes, para satisfazê-lo cada vez mais.   

  • A definição prática eficaz, produtiva e de fácil assimilação que Marketing é o que o cliente quer, quando ele quer, como ele quer, onde ele quer, por que ele quer, quanto ele quer. Nisso tem um mantra de Os 4 Ps do marketing, popularizados por Philip Kotler e definidos no conceito de Composto de Marketing da RD Station, formam os quatro pilares básicos para planejar e executar estratégias de um negócio.

Os 4 Pilares

  • Produto: O bem físico, o serviço ou a ideia oferecida ao mercado para satisfazer uma necessidade ou desejo do consumidor.

  • Preço: O valor financeiro cobrado pelo produto, que deve cobrir custos, refletir a qualidade e garantir a margem de lucro da empresa.

  • Praça: O ponto de venda ou os canais de distribuição usados para fazer o produto chegar até o cliente final, seja em lojas físicas ou ambientes digitais.

  • Promoção: As ações de comunicação e divulgação usadas para informar, convencer e lembrar o público sobre a oferta.

VISÃO 14 P´s:

  • Pensamento, projeto, planejamento, prevenção, padrão, proatividade, produção, processo, produtividade. pessoas, praça, produto, preço, promoção e como definição de ações e atitudes. Fazem uma gestão coletiva moderna estratégica avante e evolutiva do Capital Humano. A ética , ESG e compliance sob e uma visão de ser eficiente e ecoeficiente é vanguarda. “O desenvolvimento só pode ser sustentável” (Eliezer Batista)

UM PANORAMA DA LOGÍSTICA E BRIEFINGA PARA ESTUDAR PONTOS VITAIS DA LOGÍSTICA

A logística no século XXI deixou de ser apenas o transporte de mercadorias para se tornar uma célula de inteligência estratégica essencial para a sobrevivência e o crescimento das empresas.

Abaixo, detalho como essa evolução impacta os negócios, os custos, o planejamento e o uso de tecnologias como Inteligência Artificial (IA) e práticas de ESG.


1. Por que a logística impacta até 30% dos custos?

A logística consome uma fatia expressiva do faturamento porque ela engloba toda a cadeia de suprimentos (supply chain). Esse percentual de até 30% dos custos totais de um negócio é justificado por pilares como:

  • Transporte e Distribuição: Custos com combustíveis, frotas, pedágios e fretes terceirizados.

  • Armazenagem: Aluguel de galpões, manutenção de centros de distribuição (CDs) e custos de movimentação interna.

  • Gestão de Estoque: Capital imobilizado em produtos, perdas, obsolescência e depreciação.

  • Processamento de Pedidos: Mão de obra, embalagens e sistemas necessários para fazer o produto chegar ao cliente final.

O impacto financeiro: Qualquer eficiência ou otimização de 5% nesse setor gera um ganho direto e massivo na margem de lucro e na saúde econômico-financeira da empresa.


2. A Célula de Inteligência Logística no Planejamento Estratégico

Tratar a logística como uma célula de inteligência dentro do planejamento estratégico significa migrar de uma postura reativa para uma preditiva.

Qual a importância?

  • Previsão de Demanda: Uso de dados históricos e de mercado para entender quanto produzir e estocar, evitando faltas ou excessos.

  • Mitigação de Riscos: Identificação antecipada de gargalos, crises globais de abastecimento ou problemas em rotas.

  • Tomada de Decisão Ágil: Respostas rápidas a mudanças no comportamento do consumidor (como o boom do e-commerce).

  • Fidelização do Cliente: Garantia do "pedido perfeito" (produto certo, na hora certa, no lugar certo e sem avarias).


3. O papel da TI e da IA como Vanguardas de Competitividade

A Tecnologia da Informação (TI) e a Inteligência Artificial (IA) transformaram a logística operacional em logística digital ou Logística 4.0. Elas geram vantagens competitivas por meio de:

  • Otimização de Rotas em Tempo Real: Algoritmos de IA calculam os melhores caminhos considerando trânsito, clima e janelas de entrega, economizando combustível e tempo.

  • Automação de Armazéns: Uso de robôs (AGVs) e sistemas WMS (Warehouse Management System) para acelerar a separação de pedidos (picking).

  • Manutenção Preditiva: Sensores IoT (Internet das Coisas) avisam quando um veículo ou maquinário vai falhar antes que isso interrompa a operação.

  • Visibilidade Ponta a Ponta: Rastreamento em tempo real que dá transparência tanto para a gestão da empresa quanto para o cliente final.


4. Visão Sistêmica, Holística e Inovadora

A logística moderna exige uma visão que conecta todas as áreas da empresa (compras, produção, vendas e finanças) como um organismo vivo e interdependente.

  • Abordagem Holística: Entende que o atraso de um fornecedor de matéria-prima afeta o marketing, a satisfação do cliente e o fluxo de caixa.

  • Inovação Contínua: Adota novos modelos de negócios, como o Cross-docking (distribuição rápida sem armazenamento) e a logística Last-Mile (última milha) ultra veloz.


5. O Impacto do ESG e da Sustentabilidade

A logística é uma das maiores emissoras de gases de efeito estufa. Por isso, a agenda ESG (Ambiental, Social e Governança) tornou-se obrigatória para a vanguarda do setor:

  • Logística Reversa: Estruturação do retorno de embalagens e produtos pós-consumo (como eletrônicos e baterias) para reciclagem ou descarte correto.

  • Frotas Verdes: Investimento em veículos elétricos, híbridos ou movidos a biocombustíveis.

  • Resultados Gerados: Além de proteger o meio ambiente, as práticas ESG reduzem custos (menor consumo de energia e combustível), atraem investidores conscientes e melhoram drasticamente a reputação da marca.


Resumo dos Resultados

A integração de tecnologia, IA, visão holística e ESG na logística garante:

  1. Redução de custos operacionais drástica.

  2. Aumento da produtividade através da automação.

  3. Sustentabilidade econômica de longo prazo, tornando a empresa resiliente a crises de mercado.

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ADMINISTRAÇÃO - LOGÍSTICA OS PRIMÓRDIOS, A EVOLUÇÃO E A IMPORTÂNCIA VITAL PARA AS ESTRATÉGIAS DE DESENVOLVIMENTO DAS EMPRESAS E PAÍSES

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