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CAPÍTULO 11 : A Patrulha das Sombras

BELADIA
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livro (trinta dias para a última lua)

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O calor abrasador deixado pela destruição dos escorpiões ainda pairava no ar denso do desfiladeiro. Luiz mantinha Hadria firmemente protegida às suas costas, com os olhos fixos na fera colossal de vinte metros, mas o perigo estava longe de acabar.

Outros rugidos rasgaram a escuridão. Não era apenas um dragão negro. Mais seis imensas feras aladas emergiram da tempestade de areia e pousaram pesadamente ao redor da esfera mágica, cercando a garota e o vampiro completamente.

De cima dos dragões, saltaram seis montadoras. Eram bruxas negras extremamente jovens, aparentando ter no máximo dezessete anos. Vestiam túnicas pretas de combate, feitas de um couro tático e resistente, moldadas perfeitamente para a guerra aérea. Elas caminharam em formação circular impecável, analisando o perímetro com frieza militar.

A líder do esquadrão, uma garota de cabelos loiros dourados presos em longas tranças — semelhantes ao estilo de Hadria, cujos fios eram alvos —, aproximou-se com um sorriso letal.

— Ora, ora... o que temos aqui? Um ser demoníaco e um vampiro passeando pelas Terras Negras? — disse ela em tom debochado, analisando os dois com genuíno interesse. Quando seu olhar pousou em Hadria, a expressão da bruxa mudou. — Você cheira a demônio. Sinto a marca demoníaca em você, mas... tem algo estranho em você.

A garota deu dois passos à frente e abaixou-se para observar bem o rosto de Hadria através da luz do escudo. Suas mãos começaram a escurecer rapidamente até os antebraços, transformando-se em garras longas e pontiagudas, e seus olhos ficaram negros como a mais escura noite. Com uma lentidão provocativa, a líder arrastou as garras pela superfície da esfera de proteção. O som estridente, semelhante a metal lixando metal, rasgou o ar, e faíscas mágicas espirraram do escudo.

Ao seu lado, a segunda em comando do esquadrão — uma garota de cabelos negros na altura dos ombros e olhos verdes intensos, da mesma cor da tiara de tecido que usava na testa — trocou um olhar afiado com a líder. A terceira bruxa, de cabelos curtos estava com uma postura tensa, assentiu. Elas não disseram uma palavra em voz alta; comunicavam-se puramente por telepatia. Algo muito grande estava sendo tramado pelas bruxas.

De repente, a líder deu uma ordem mental. Três das montadoras saltaram de volta para seus dragões e levantaram voo verticalmente, desaparecendo furtivamente no breu da tempestade acima deles. As três restantes continuaram a circular o escudo, como predadoras aguardando o momento exato do abate.

Luiz estava parado à frente de Hadria, observando as recém-chegadas. Eram bruxas negras e tinham as mesmas garras de Hadria. Mas Hadria não era apenas um ser demoníaco... seria ela metade bruxa negra e metade demoníaca? Várias perguntas surgiram em sua mente afiada e curiosa, mas os seus sentidos o alertavam para não baixar a guarda.