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Boleto da Alma

A_Lusivian
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(Verso 1)

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(Verso 1)

O orgulho bate no peito de quem acha que é eterno,

Plantando o caos na Terra, flertando com o inferno.

Maltratam o próximo, mentem sem sentir remorso,

Achando que a justiça divina é um assunto morto.

Riem na cara do fraco, ostentam o que é roubado,

Mas esquecem que o boleto da alma já foi gerado.

O mundo aplaude o pecado, chama o erro de moderno,

Mas nenhuma riqueza compra o perdão do terno.

(Refrão)

A verdade dói, o mundo não quer ouvir,

Não adianta correr, não dá mais pra fugir!

O choro vai ser amargo quando a conta chegar,

E cada malfeitor vai ter que se ajoelhar.

Vão se arrepender do sangue, da dor e do desdém,

Quando virem que a colheita cobra tudo o que convém.

(Verso 2)

Hoje o silêncio é ouro pra quem manipula as massas,

Vem o topo do sistema rindo enquanto o povo passa.

Mas o relógio não para, a ampulheta tá no fim,

O choro vai ser pesado pra quem semeou o ruim.

Vão lembrar de cada trauma, de cada humilhação,

De cada palavra fria que destruiu um irmão.

A negação vai virar pânico, o deboche vai sumir,

Quando a glória do Altíssimo esse céu aqui abrir.

(Ponte)

Não existe máscara que resista ao olhar do Juiz,

Nenhum império de lama te faz um homem feliz.

O tempo de brincar de Deus tá chegando ao final,

A colheita é obrigatória, seja o bem ou seja o mal.

(Verso 3)

Eles vão querer voltar no tempo, implorar por uma chance,

Mas a história tá escrita, não é cena de romance.

O arrependimento tardio vai queimar no coração,

De quem trocou a eternidade por um segundo de ilusão.

A verdade tá na mesa, aceita quem tem visão,

O Rei tá retornando pra trazer a correção.

(Fim da batida, com eco pesado)