Água na Boca
Tamanho da perversidade.
Ele é animal.
Mas beijo ele.
Sinto ele.
Homem moreno,
sem blusa,
calça azul.
Prazer perfeito.
Por orgasmos, 5 min até 7 min.
Mas caminho
sua perversidade.
Tanto usava drogas,
quando se perdia
no vício.
Até o dia em que foi assassinado,
por um tiro na cabeça.
Ele era tão jogador.
Quando
melhor amante na cama,
melhor amigo.
Que prima poderia
se deitar com um animal?
Era animal,
muito mais que essa vida.
Era escândalo.
Lobos na cama,
suor escorre pelo corpo,
beijos entre lençóis,
amassos à beira dos rios,
correrias de aventuras
nas florestas.
Quando se encontra
o amor,
uma gana pelo prazer.
Apenas flauta
que flutua
pelos campos,
para viver novas emoções.
Melhores excitações,
de memória,
de luto,
de alegria.
Beijos avassaladores.
Mas tanto trauma
volta como valente,
protetor,
que tanto te amou.
Hoje não pode estar na tua cama,
apenas respirar.
Ansiedade,
vontade
dos velhos tempos,
de bons orgasmos.
Ana Cristina Poronhak de Carvalho