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ÁGUA NA BOCA

ANAPORONHAK
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Água na Boca

Conteúdo da publicação

Água na Boca

Tamanho da perversidade.

Ele é animal.

Mas beijo ele.

Sinto ele.

Homem moreno,

sem blusa,

calça azul.

Prazer perfeito.

Por orgasmos, 5 min até 7 min.

Mas caminho

sua perversidade.

Tanto usava drogas,

quando se perdia

no vício.

Até o dia em que foi assassinado,

por um tiro na cabeça.

Ele era tão jogador.

Quando

melhor amante na cama,

melhor amigo.

Que prima poderia

se deitar com um animal?

Era animal,

muito mais que essa vida.

Era escândalo.

Lobos na cama,

suor escorre pelo corpo,

beijos entre lençóis,

amassos à beira dos rios,

correrias de aventuras

nas florestas.

Quando se encontra

o amor,

uma gana pelo prazer.

Apenas flauta

que flutua

pelos campos,

para viver novas emoções.

Melhores excitações,

de memória,

de luto,

de alegria.

Beijos avassaladores.

Mas tanto trauma

volta como valente,

protetor,

que tanto te amou.

Hoje não pode estar na tua cama,

apenas respirar.

Ansiedade,

vontade

dos velhos tempos,

de bons orgasmos.

Ana Cristina Poronhak de Carvalho