Desde criança sempre soube da única verdade inegável,
"Tudo que é vivo um dia morre."
e como seres vivos só nos resta a tentativa de evitar nosso destino.
Porem em toda minha supérflua existência nunca temi a morte,
muito pelo contrario sempre a considerei algo necessário,
pois a morte é a única maneira de pagarmos pelos nossos pecados.
Contudo sempre admirei aqueles que amam tanto a vida que passam a temer perde-la,
coisa que nunca me ocorreu,
nunca amei nada,
nem a minha vida,
muito menos teria admirado outro ser,
e nenhum outro ser me admirou,
a única coisa que já amei foi a morte,
sempre imaginei-me morto,
com meu cadáver jogado no canto do meu quarto,
meu sangue pintando minha parede de vermelho,
e minha vida se encerrando.
"Cumpriu sua sentença.
Encontrou-se com o único mal irremediável,
aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra,
aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados,
porque tudo o que é vivo, morre."
Tais palavras gravadas em minha mente ecoarão por toda eternidade.
"Na vida a gente tem que fazer aquilo que a gente sabe fazer.
O gato bebe leite,
o rato come queijo,
e eu sou um poeta",
agora encho-me de uma eterna agonia,
talvez meu suicídio tenha me levado ao inferno.
"A vida vai ficando cada vez mais dura perto do topo."
então estou desde que nasci no cume de minha vida.
"Na vida a gente tem que fazer aquilo que a gente sabe fazer.
O gato bebe leite,
o rato come queijo,
e eu sou palhaço."