Aqui na EXPOSIBRAM hoje 24 de agosto de 2026, entendo perfeitamente ao conversar com colegas e pares da mineração, em uma condição informal que o nosso ambiente, ou o nosso cenário industrial da mineração mostra, indica, aborda e induz no ponto mais crítico do setor mineral hoje: a assimetria entre a relevância estratégica da mineração e a sua percepção pública.
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A Mineração só vai crescer como um todo através de um sólido Projeto de Comunicação Integrado forte e robusto. Projeto moderno apoiado em IA representado por entendedores da mineração e o seu alcance sistêmico e holístico no tangente: o fator humano, o social, o tecnológico / IA e projetos estratégicos sustentáveis da indústria da mineração em todos os demais aspectos e setores da sociedade.
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Temos a necessidade clara de lideranças e especialistas para assumirem o protagonismo da missão da comunicação na mineração moderna, porque é uma tese fundamental, estratégica e sustentável no que tange as economias locais e o crescimento do capital humano local..
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O "porquê" dessa urgência? Precisamos analisar o cenário atual da mineração local, nacional e mundial, conectando o potencial técnico às demandas sociais e geopolíticas. A visão sistêmica e holística na comunicação da mineração é determinante, pois tem o dever, o caráter pedagógico / educativo de transmitir valores atrelados ao conhecimento, produzir conhecimento e informações relevantes do que acontece na indústria da mineração e as suas relações humanas, sociais, tecnológicas, IA e outras correlatas com os Stakeholders.
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A comunicação na mineração moderna não pode mais ser terceirizada para quem não vive a operação, porque a sociedade civil hoje exige respostas técnicas profundas, e não apenas peças publicitárias. Quando a liderança técnica assume o microfone, ela troca a "propaganda" pela autoridade e legitimidade. Isso sustenta uma mineração confiável para a sociedade.
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Comunicação pertinente mineração é tarefa nas empresas mineradoras e todas atividades empresariais correlatas da mineração global, isso abrange os setores públicos também, com certeza absoluta. Esse é um tipo de comunicação que deve ser exercida por profissionais especialistas e experientes da mineração para representá-la sob uma dimensão nacional de importância diferenciada. Falamos de 2,4 à 3 milhões de empregos, 4% do PIB. Investimentos previstos de R$ 400 bilhões até 2030 .
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Total geral de tributos: R$ 103,1 bilhões pagos pelo setor (dado compilado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).
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CFEM (Compensação Financeira pela Exploração Mineral): Os royalties da mineração somaram R$ 7,91 bilhões, o segundo maior valor da história da Agência Nacional de Mineração (ANM).
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Minério de ferro: Continuou como a principal fonte de arrecadação da CFEM, embora sua participação tenha recuado de 75% em 2024 para 69% em 2025. gerou de impostos .
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O panorama atual do setor de mineração no Brasil apresenta os seguintes dados oficiais consolidados pelas principais entidades reguladoras e institutos do setor:
O PANORAMA DA MINERAÇÃO
1. Quantas minas o Brasil possui e quantas estão ativas?
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Minas ativas: O Brasil possui 1.051 minas ativas em operação. Esse dado oficial faz parte do mapeamento do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).
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Total de títulos de lavra: O total de processos minerários com títulos autorizativos ou concessões de lavra (o direito legal de extrair minérios) ultrapassa 36.300 concessões. No entanto, a grande maioria abrange micro e pequenas operações ou jazidas ainda não totalmente desenvolvidas. Estima-se também, segundo o Instituto Escolhas, que cerca de 3.943 desses títulos apresentem indicativos de abandono.
2. Quantas mineradoras existem no Brasil?
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O país conta formalmente com 1.068 empresas de mineração mapeadas com projetos ativos ou minas operacionais.
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Historicamente, considerando o cadastro geral da Agência Nacional de Mineração (ANM) que engloba qualquer detentor de direitos para lavrar (incluindo pequenas cooperativas de garimpeiros, produtores de agregados de construção como areia e brita, e águas minerais), esse número de registros históricos já chegou a passar de 8.000 a 9.000 CNPJs. Contudo, a produção em larga escala de minerais metálicos e estratégicos é altamente concentrada em gigantes como a Vale, Anglo American e CSN Mineração.
3. Quantos pedidos de pesquisa existem na ANM?
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Processos totais ativos na ANM: Atualmente, existem cerca de 257.591 processos minerários ativos tramitando nos sistemas da ANM. Essa contagem engloba todas as fases regulatórias (pedidos iniciais, alvarás concedidos, recursos e áreas em disponibilidade).
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Novos requerimentos anuais: O interesse de pesquisa disparou recentemente impulsionado pela corrida global por minerais críticos e terras raras (essenciais para a transição energética). Somente no acumulado de um ano completo recente, a ANM registrou 9.319 novos requerimentos de autorização de pesquisa mineral.
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Em termos de consumo elétrico, o setor mínero-siderúrgico consome aproximadamente 11% de toda a energia gerada no Brasil
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Defendo hoje aqui na EXPOSIBRAM entre os colegas e lideranças da mineração que as lideranças da indústria de mineração devem assumir a própria defesa da mineração, a sua comunicação geral nas mineradoras e entidades empresariais com órgãos que referem à mineração.
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Isso é para impulsionar o processo de levar a mineração para as pessoas e trazer as pessoas para mineração.
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Esta iniciativa nasce em 2018 motivada pelo um ícone da mineração, o Engenheiro de Minas e Metalurgista José Mendo Mizael de Souza, um dos fundadores do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e liderança internacional reconhecida no setor mineral.
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Ele faleceu em 2019 e nos deixou um legado de conhecimento, disposição, visão sistêmica e holística da mineração de alto nível.
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Defendo também, que devemos nos unir para fazer um documento robusto (Carta ou Cartilha) de comunicação liderada pelos experientes especialistas da mineração e das mineradoras que atuam de norte-sul e leste-oeste
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A mineração é indivisível e o IBRAM reúne capacidade, experiência, grandeza, recursos e liderança para fomentar todo esse processo de união necessária nesse movimento e a sua manifestação formal em prol da mineração nacional.
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Estou conectando o legado de líderes da mineração, e cito: Eliezer Batista, Trajano Azevedo Antunes, Antônio Ermírio de Moraes e José Mendo, que se estivessem aqui, estariam liderando a união das mineradoras e de especialistas da mineração para fazer a comunicação delas de norte à sul, leste à oeste, do Brasil de forma técnica, sistêmica, holística, leal e produtiva.
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Também em vida; estariam aplaudindo a Carta Compromisso do IBRAM, com o cenário atual proposto (Carta ao final do texto)
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Passamos por um momento histórico da mineração, os minerais críticos/ terras raras e minerais estratégicos que mexem com a ciência da Engenharia de Minas, Geologia, inovação e ESG que se fundem na Economia Mundial, além das disputas por esses minerais pelas grandes potência.
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Há o fator transição energética e a segurança alimentar que depende dos fertilizantes minerados. A Mineração e o Agronegócio na realidade formam hoje no século XXI, a espinha dorsal da Economia do Brasil. Por que? O agronegócio e a mineração respondem por cerca de 30% do PIB , empregam mais de 30 milhões de pessoas (considerando toda a cadeia direta e indireta), movimentam aproximadamente R$ 3,5 trilhões e contribuem com mais de R$ 1 trilhão em impostos. Nos locais onde as indústrias da mineração e do agronegócio atuam existe uma massa salarial gerando emprego, renda, melhoria da qualidade das pessoas, no social e a melhoria do capital humano local. São atividades fortes na geração de know how / tecnologias e cultura de produtividade. Inovam e investem em IA e ESG e isso gera aprendizado e conhecimento de vanguarda.
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Abaixo, apresento uma estrutura de argumentos detalhada para robustecer o discurso e o documento proposto, .
1. Por que a Liderança Técnica deve Assumir a Comunicação?
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Combate às Fake News com Autoridade: O público e a mídia frequentemente confundem conceitos básicos de geologia e engenharia. Quando um especialista sênior ou um geólogo explica o processo, o argumento ganha peso científico, neutralizando o alarmismo.
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Humanização e Pertencimento: Trazer os engenheiros formados na tradicional escola de Ouro Preto para falar cria uma ponte de identidade. Mostra que a mineração é feita por pessoas, cientistas e vizinhos, e não por corporações abstratas.
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Transparência pós-crise: A restauração da imagem após os rompimentos em Minas Gerais só ocorre com o "olho no olho" de quem entende de segurança de barragens e tecnologia de rejeitos. A sociedade exige o aval do especialista, não do relações-públicas.
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Inspirar confiança: Os especialistas da mineração possuem visão de longo alcance do tema, e sabem os caminhos de uma divulgação ampla, técnica e produtiva
2. O Cenário Estratégico como Alavanca de Imagem
O Brasil vive um paradoxo: possui a 2ª maior reserva mundial de terras raras e investimentos previstos de R$ 400 bilhões até 2030 (IBRAM), mas a população desconhece que a transição energética global (carros elétricos, turbinas eólicas, tecnologia) é impossível sem a mineração.
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Terras Raras = Futuro Verde: A comunicação liderada por especialistas deve focar no conceito de que proteger o planeta exige minerar com tecnologia.
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Soberania e Know-How: Destacar que o desenvolvimento de tecnologia própria para processar terras raras gera empregos de altíssima qualificação no país, especialmente em Minas Gerais.
3. Conectando o Passado ao Futuro: O Legado de José Mendo e a Carta Compromisso
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A proposta de resgatar as diretrizes de José Mendo Mizael de Souza e a Carta Compromisso com a Sociedade (de Wilson Brumer e Flávio Penido) é o coração desse movimento. Para o documento robusto que proponho aqui na Exposibram aos grupos de mineração como consultor independente.
Considero três pilares de atualização dessa carta que pretendemos escrever:
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A Indivisibilidade da Mineração: Mostrar que do smartphone ao hospital, tudo depende do setor. Se a mineração é exponencial e grandiosa, o benefício social também deve ser.
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Educação Mineral nas Escolas: Trazer as pessoas para a mineração significa colocar a geologia e a sustentabilidade mineral no currículo básico, desmistificando a atividade desde a infância.
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Pacto de Portas Abertas: Mineradoras lideradas por técnicos dispostos a abrir as plantas para visitas comunitárias, acadêmicas e da imprensa, demonstrando os avanços reais em ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa).
1. Legitimidade Técnica frente ao Boom dos Minerais Críticos
O Brasil, especialmente Minas Gerais, está no centro da nova geopolítica global devido às vastas reservas de Terras Raras e minerais estratégicos (como o lítio e o nióbio).
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Complexidade Científica: Explicar como a extração e o processamento de terras raras ocorrem de forma sustentável exige conhecimento profundo.
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Combate à Desinformação: Apenas geólogos, engenheiros e cientistas possuem a autoridade técnica para detalhar o desenvolvimento do know-how nacional, demonstrando que o país não quer ser apenas um exportador de sementes brutas, mas um polo tecnológico.
2. Restauração da Confiança pós-Desastres de Barragens
Os rompimentos de barragens em Minas Gerais afetaram profundamente a imagem da mineração nacional.
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Olho no Olho: A sociedade civil e as comunidades afetadas não aceitam mais respostas padronizadas de assessores de imprensa.
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Assunção de Responsabilidade: Quando o CEO, o diretor de operações ou o engenheiro chefe assumem o microfone para detalhar planos de descaracterização de barragens e novas tecnologias de disposição a seco, a comunicação ganha o peso da responsabilidade civil e técnica.
3. Atração de Talentos para a "Tradicional Escola"
Como aliado vital temos a tradição da Escola de Ouro Preto e a Escola de Minas, o setor enfrenta o desafio de atrair as novas gerações. Os jovens talentos buscam propósito.
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Humanização do Setor: Se as lideranças não comunicarem o papel da mineração na fabricação de smartphones, carros elétricos e geradores eólicos, os jovens enxergarão a indústria apenas como uma atividade do século passado.
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Trazer as Pessoas para a Mineração e Lavar as Pessoas para Mineração: Mostrar o dia a dia do setor através de quem realmente faz a operação gera identificação e orgulho institucional.
4. Relação com os R$ 400 Bilhões em Investimentos até 2030
O volume de investimentos projetado pelo IBRAM atrai os olhos do mercado global, que hoje é amplamente regido pelos critérios ESG (Ambiental, Social e Governança).
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Defesa do Setor: A liderança mineral precisa saber blindar o setor contra ataques ideológicos ou narrativas desinformadas, provando com dados auditáveis e transparência que o investimento trará desenvolvimento socioeconômico real.
Conclusão e Próximo Passo
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A proposta de honrar o legado de José Mendo Mizael de Souza por meio de um documento robusto e unificado faz total sentido para o momento atual da EXPOSIBRAM.
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A comunicação da mineração não pode ser reativa (apenas respondendo a crises); ela precisa ser proativa, pedagógica e liderada por quem entende a complexidade do subsolo e a urgência da superfície.
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"A mineração é indivisível, opulenta, dinâmica e consolidada pela sua própria natureza. é uma das poucas atividades que exprime uma grandeza natural capaz de fazer o cérebro crescer. Os não entendedoras dessa realidade nunca vão enxergar a mineração em seu devido lugar; amplo e fenomenal!" (Rowan Pedro de Araújo)
Nosso Guia e fonte das reflexões, ações e consideração de comunicação
Carta compromisso do IBRAM perante a sociedade
09 Set 2019
Estamos comprometidos com uma profunda transformação da indústria da mineração, em nossos processos e técnicas, em nossas relações com as pessoas e com a natureza. Reconhecemos nossa relevância e influência nos contextos em que estamos inseridos, sobretudo nas questões socioeconômicos e ambientais. Assim, sabemos que é preciso intensificar a prática da escuta e do diálogo. Estamos disponíveis, abertos e com desejo genuíno de mudar para evoluir.
Este documento traz as bases do início desta transformação. São compromissos que o setor assume publicamente, em nome dos quais serão organizadas diversas ações, planos e metas, de modo a permitir à sociedade conhecer e acompanhar, com transparência e objetividade, a evolução das atividades empresariais minerárias legalizadas em território brasileiro. Sabemos que, quanto maior a participação social, mais acertada será a nossa tomada de decisão.
Com isso, reconhecemos e assumimos nossas falhas; lamentamos profundamente as perdas de vidas, os impactos sociais, econômicos, ambientais, culturais e psicológicos causados após os recentes rompimentos de barragens de rejeitos. O sofrimento associado a essas perdas e impactos é parte da história, e sempre será um alerta da inarredável necessidade de honrar todos os esforços para a garantia da segurança operacional.
Os rompimentos de barragens colocaram em xeque a essência da atividade minerária, qual seja, a de oferecer à sociedade uma gama de recursos minerais que, transformados em produtos, permitem o incremento da qualidade de vida e do desenvolvimento humano. A mineração pode – e deve – ser um vetor para o desenvolvimento; indutora da transformação tecnológica; contribuinte ativa para um modo de vida equilibrado e inclusivo; protagonista no incentivo à economia circular e agente de cuidado com o meio ambiente. É preciso, ainda, que, antes e fundamentalmente, a mineração seja responsável.
É imprescindível, nesse contexto, apresentarmos respostas às indagações quanto à nossa segurança operacional e, consequentemente, quanto ao custo-benefício de nossa presença nos territórios.
Qual é o futuro da mineração? E, principalmente, qual é a mineração do futuro?
Diante de tudo o que aconteceu, responder a essas perguntas é uma das formas que encontramos de prestar contas à sociedade, aprendendo com as lições do passado e reafirmando a responsabilidade de garantir a segurança das nossas operações.
Não se defende uma mineração a qualquer preço. Cumprir os compromissos estabelecidos neste documento significa aprofundar um processo de transformação estrutural profunda da mineração brasileira ao longo dos próximos anos. Uma transformação interna pelo engajamento de todo o setor em torno de objetivos comuns, um esforço inédito de uma atividade secular em território brasileiro. Sabemos que este é o único caminho para restaurar nossas relações e, consequentemente, restabelecer a credibilidade e a confiança da sociedade de que essa indústria reúne plenas condições de oferecer mais segurança e processos produtivos mais sustentáveis.
O cerne desta carta, portanto é: uma declaração pública de mudança e evolução dos compromissos da indústria minerária.
O Instituto Brasileiro de Mineração espera contar com a adesão voluntária a este documento do maior número possível de mineradoras Brasil afora e, para isso, irá propagar constantemente o andamento das ações relacionadas ao cumprimento dos compromissos expostos a seguir:
SEGURANÇA OPERACIONAL
Para o Instituto Brasileiro de Mineração, a identificação e o controle de perigos e o gerenciamento de riscos são condições essenciais para assegurar que as operações de qualquer atividade econômica se apresentem em níveis de segurança aceitáveis ou superiores aos padrões exigidos.
Ações
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Contribuir para um novo arcabouço de normas e leis visando regular a mineração do futuro;
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Fomentar a criação de um centro de excelência de segurança operacional e Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do setor mineral para compartilhar e desenvolver boas práticas;
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Criar relatório anual sobre segurança operacional, por meio de fóruns específicos entre empresas do setor mineral, instituições de ensino e órgãos não-governamentais.
BARRAGENS E ESTRUTURAS DE DISPOSIÇÃO DE REJEITOS
O IBRAM envidará seus melhores esforços para que a gestão das barragens e das estruturas de disposição de rejeitos observe melhores padrões mundiais, tornando públicas as informações sobre sua segurança, os impactos gerados em caso de sinistro e as ações a serem tomadas em situações de emergência.
Ações
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Dar transparência e ampla visibilidade na gestão e na utilização de barragens;
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Desenvolver pesquisas em otimização de processos com a Academia e fornecedores, visando
reduzir a geração de rejeitos e adotar novas práticas para a disposição;
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Estimular que as empresas privilegiem uma conduta cautelosa na gestão de risco das barragens, evidenciando ações de mitigação com transparência e visibilidade.
SAÚDE E SEGURANÇA OCUPACIONAL
O Instituto Brasileiro de Mineração expressa o seu compromisso com a saúde e a segurança de seus trabalhadores, sejam eles diretos ou indiretos, aplicando e ampliando medidas inovadoras e indutoras de boas práticas, que assegurem o cuidado com a saúde e as condições adequadas de trabalho ao desempenho das funções, preservando fundamentalmente a vida e a sua integridade.
Ações
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Buscar a implementação de instrumentos que se proponham a zerar as fatalidades e doenças ocupacionais incapacitantes;
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Garantir uma gestão de riscos integrada aos demais processos, de forma eficiente, que se torne referência no Brasil.
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Promover o investimento em inovações tecnológicas, pesquisas, desenvolvimento e capacitação voltados à promoção da saúde e à adequação do ambiente de trabalho, visando a minimizar a exposição das pessoas aos riscos.
MITIGAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS
Como em qualquer outra atividade produtiva, no âmbito da indústria da mineração os impactos ambientais estão presentes e são precedidos de estudos que visam a prevenção, mitigação, recuperação e/ou compensação destes por meio de controles ambientais. Consciente de sua responsabilidade, o setor mineral brasileiro compromete-se em aprimorar os estudos de impacto ambiental e os controles ambientais existentes, contribuindo, assim, para a preservação dos ecossistemas e da biodiversidade.
Ações
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Incorporar e internalizar nos planos de negócio todas as medidas de controle ambiental buscando a melhoria das técnicas no processo de mineração. Otimizar e desenvolver tecnologias que garantam a melhoria nos processos e controle ambiental;
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Planejar, implantar e operacionalizar as medidas de fechamento de mina e minimização dos passivos ambientais concomitantes à operação com participação da sociedade;
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Incentivar a integração das empresas, que operam na mesma região, à implantação das melhores práticas de controle ambiental, considerando os impactos sinérgicos e cumulativos.
DESENVOLVIMENTO LOCAL E FUTURO DOS TERRITÓRIOS
O Instituto Brasileiro de Mineração incentivará o setor mineral a postura de preservação como um vetor de desenvolvimento coexistindo harmonicamente com outros segmentos econômicos e respeitando as características locais. Nesse sentido, entende-se que as atividades minerárias deverão ser inclusivas e capazes de compartilhar valor para todas as partes interessadas e contribuir de forma efetiva para o futuro dos territórios nos quais têm atuação ou mesmo influência.
Ações
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Fomentar governança multisetorial nos territórios mineradores para definir uma agenda positiva e transformadora, compartilhando valor para todas as partes interessadas;
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Incentivar as mineradoras a ampliar investimentos em ações de forma voluntária para o desenvolvimento local, além das ações da gestão de impacto;
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Estimular a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), de modo a estabelecer agendas para o desenvolvimento local, considerando as particularidades e as potencialidades dos territórios;
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Incentivar as empresas mineradoras a criarem e a implementarem programas de formação de
lideranças da mineração e de lideranças multiplicadoras nos territórios mineradores com foco na agenda de desenvolvimento de longo prazo.
RELACIONAMENTO COM COMUNIDADES
O Instituto Brasileiro de Mineração defende que o relacionamento com as comunidades nas áreas de atuação do setor deve ser pautado por uma abordagem proativa e respeitosa, por meio de diálogos francos, inclusivos e participativos, considerando as realidades e expectativas locais frente à atividade minerária, zelando para que essas interações promovam ambientes e oportunidades de livre e igualitária expressão.
Ações
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Desenvolver programas que vão ao encontro das expectativas da sociedade em relação à saúde, segurança, meio ambiente, relações com a comunidade, diversidade, inclusão, impactos, entre outros, por meio de um processo de diálogo participativo de construção e avaliação contínua;
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Promover e ampliar o acesso da sociedade a canais de diálogo com a comunidade e o setor, considerando os interesses da população nas tomadas de decisão;
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Preparar os profissionais da mineração e as comunidades para os desafios do futuro, reconhecendo todas as interfaces e pontos de vista;
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Construir, com a sociedade, mecanismos de transparência e acompanhamento em torno da aplicação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).
COMUNICAÇÃO & REPUTAÇÃO
O IBRAM defende que o relacionamento e a comunicação devem ocorrer em linguagem acessível e compreensível, com rapidez, transparência e autenticidade. O setor reforçará ações que sejam reconhecidas pelas diversas partes interessadas e que tornem perceptíveis as suas práticas de gestão e de operação.
Ações
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Apresentar o setor à sociedade, incluindo seus riscos e ações de mitigação com proximidade, agilidade, transparência, clareza, coerência, simplicidade, proatividade e autenticidade;
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Fortalecer a presença institucional do setor nas esferas municipal, estadual e federal;
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Incentivar a adoção de programas e práticas de compliancen as mineradoras.
DIVERSIDADE & INCLUSÃO
O Instituto Brasileiro de Mineração reconhece que o respeito à diversidade é condição primária para que se estabeleça a inclusão social com garantias ao exercício da cidadania. Ao reconhecer o direito igualitário de todo ser humano, o setor da mineração declara a valorização das singularidades e individualidades e o respeito à heterogeneidade nas suas diferentes formas: classes, gênero, etnia, orientação sexual, deficiências, dentre outras.
Ações
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Encorajar as mineradoras a viabilizarem ambientes que valorizem a diversidade e promovam a inclusão, de modo que os profissionais possam desenvolver seu pleno potencial e as empresas possam atrair, reter e desenvolver pessoas;
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Incentivar as empresas do setor a tornar o ambiente da mineração mais diverso e inclusivo, com ações afirmativas para valorização de identidades, notadamente no que diz respeito a gênero, etnia, LGBTQI+, PCDs, refugiados e povos tradicionais;
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Estimular o setor a preparar o ambiente interno para acolher Diversidade & Inclusão.
INOVAÇÃO
O desenvolvimento e a adoção de novas tecnologias visam elevar a eficiência da indústria da mineração e reduzir os impactos socioambientais oriundos das suas operações. São considerados, pelo Instituto Brasileiro de Mineração, requisitos do próprio negócio. Ao incorporar inovações em seus processos, o setor reforça o seu compromisso em expandir os debates e estudos de soluções junto a centros de pesquisas e desenvolvimento e criar oportunidades empreendedoras para novos projetos.
Medidas
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Incentivar o aumento de investimento nos projetos de inovação e tecnologia nas mineradoras focando nos temas prioritários como segurança, água, energia, rejeitos/resíduos e desenvolvimento social;
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Expandir a busca de soluções colaborativas via inovação aberta e cooperação entre os vários agentes do ecossistema por meio do Mining Hub, ambiente de inovação aberta do setor mineral.
ÁGUA
O IBRAM se compromete a fomentar e ampliar o uso consciente e racional da água nos processos, incentivando ações que visem à preservação dos mananciais, sejam subterrâneos ou superficiais, assim como iniciativas que ampliem a disponibilidade hídrica dos rios e a qualidade da água.
Ações
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Estabelecer metodologia uniforme para definir indicadores de performance do uso e do consumo de água, definindo metas de redução gradativas, publicamente explicitadas;
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Tornar públicas e disponíveis as informações de uso, consumo e qualidade das águas e efluentes na indústria da mineração;
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Participar efetivamente e apoiar os comitês de bacia hidrográfica, ampliando-se o escopo de atuação para incorporar estudos associados a mudanças climáticas e propor ações estratégicas para o setor e a sociedade em geral.
ENERGIA
Para o Instituto Brasileiro de Mineração, o uso de fontes alternativas de energia é questão primordial quando se discute as mudanças climáticas e o consumo crescente de insumos na sociedade moderna, estando essa discussão incorporada nas agendas das nações e dos setores econômicos. A indústria da mineração brasileira dará inequívoca contribuição ao tema, debatendo a questão energética e apresentando e incorporando proposições, ampliando a eficiência de seus processos, elevando o uso de energia renovável e reduzindo o consumo de insumos naturais, numa demonstração clara de senso de responsabilidade social e zelo pela sustentabilidade de suas operações.
Ações
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Fomentar a redução do consumo de insumos naturais energéticos por meio da melhoria da eficiência de equipamentos e dos processos produtivos;
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Planejar o aumento do número de fontes de energia renovável na matriz energética das atividades minerais;
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Incentivar a promoção de fóruns para troca de experiências e boas práticas/análise de benchmarking intra e intersetorial, bem como elaboração de guias técnicos.
GESTÃO DE RESÍDUOS
A gestão e a reutilização dos resíduos produzidos pela indústria mineral estão, para o Instituto Brasileiro de Mineração, entre os principais desafios do setor, em virtude da representatividade do material gerado em suas operações. Objetivando contribuir com a sua redução e reaproveitamento, a indústria minerária brasileira assume o compromisso de envidar esforços visando a melhor destinação de resíduos, a aplicação de novas tecnologias e inovação nos processos para reduzir a geração e fomentar negócios para que sejam transformados em novos produtos.
Ações
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Encorajar o fortalecimento da gestão de resíduos com o foco na redução e envolvimento de partes interessadas;
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Promover e desenvolver políticas e estudos de melhores práticas para a gestão de resíduos (rejeitos, estéril e demais) visando a redução de impactos socioambientais;
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Fomentar novos negócios, com o foco na economia circular, de forma a transformar resíduos em novos produtos.
Esta carta é fruto da reflexão e do engajamento de 200 profissionais da indústria da mineração e conta com o endosso do corpo de Executivos e Conselheiros das empresas associadas ao IBRAM.
A partir do endosso e da participação ativa das mineradoras associadas em relação aos compromissos aqui dispostos, queremos propor e promover a evolução no nosso modo de exercer a mineração no território brasileiro, correspondendo aos anseios da sociedade e assumindo a transparência e o diálogo como ferramentas que nos ajudarão a construir a mineração do futuro e o futuro da mineração.
Belo Horizonte, 9 de setembro de 2019.
Wilson Nélio Brumer
Presidente do Conselho do IBRAM
Flávio Ottoni Penido
Presidente-executivo do IBRAM