Uma reflexão sobre a simplicidade, a liberdade e a verdadeira essência de ser feliz.
Demorei tanto procurando o extraordinário
que quase não percebi a beleza do cotidiano.
Procurei felicidade em grandes acontecimentos,
em respostas que nunca chegaram,
em lugares onde imaginei que encontraria
aquilo que sempre esteve dentro de mim.
Aprendi que nem tudo precisa ser grandioso,
que nem toda ausência é uma perda,
e que nem todo silêncio significa vazio.
Às vezes, tudo o que a alma precisa
é de um pouco de paz,
uma conversa sem pressa,
um abraço sincero
e a liberdade de não precisar provar nada a ninguém.
Porque crescemos acreditando
que felicidade é ter o mundo nas mãos,
quando, talvez, seja apenas
não precisar carregar o mundo nas costas.
E então compreendemos:
não é sobre desejar menos da vida,
é sobre reconhecer o valor
daquilo que realmente importa.
Afinal, talvez a maior riqueza da existência
não seja conquistar tudo o que desejamos,
mas descobrir que não precisamos de tanto
para nos sentirmos inteiros.
— Dudaah de Freitas