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Os Mistérios do Acaso 14º Capítulo Enfim, A Primeira Vez!

Pietrodeluccapoeta777
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Conteúdo da publicação

Os Mistérios do Acaso

14º Capítulo

Enfim, A Primeira Vez!

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​Na cartografia do sagrado, sentar-se à mesa da existência exige mais do que apetite; exige precisão. Um corpo é um templo sagrado, o prato não aceita excessos nem misérias: há um banquete a ser dividido em partes iguais, onde a proteína que edifica a alma é o amor, e a carne que traz o peso e a substância é a razão.

O equilíbrio, contudo, é um equilíbrio tenso, moldado para arder e se consumir. O que se serve nesta mesa não é a eternidade, mas uma paixão efêmera — um eco mitológico e profundamente humano que se desdobra entre o espelho de Narciso, o verbo do Poeta e o magnetismo artificial de Helena Dolly. Três vértices de um mesmo mistério, partilhando o mesmo alimento.

Que comece o banquete. E que se mastigue a cada instante antes que o fogo se apague.

​Há um silêncio que precede as grandes marés, uma calmaria aparente onde as águas acumulam a força necessária para redesenhar a costa. Após semanas ou até meses de rimas entregues, de olhares que sondavam o invisível e de um recolhimento estratégico — onde a própria poesia silenciou para dar lugar à observação —, o destino deixa de ser uma promessa distante para se tornar território presente.

​A aproximação de duas almas não se faz pelo acúmulo de certezas, mas pelo desarmamento concreto dos mistérios. Quando o cenário cotidiano é deixado para trás e as barreiras que a Sra Maturidade esculpiu no tempo começam a ceder, o que se encontra não é o comum, mas o absoluto. Há uma nobreza contida na paciência do Poeta e uma coragem latente na entrega da musa, como se cada palavra escrita no canto de uma mesa de lanchonete ganhasse, agora, relevo, textura e sopro de vida.

​Tocar o universo do outro é um ato de leitura atenta. É ler em linhas invisíveis as marcas que o tempo deixou, transformando cicatrizes estéticas em sinfonias de luz e encantamento divino. As quatro paredes que isolam o mundo exterior não delimitam apenas um espaço físico; elas abrigam o altar onde duas metades se reconhecem e se integram na geometria perfeita de um desenho há muito traçado.

​O que se revela a seguir é o ápice da exclusividade, o ponto de fulgor onde a alma transborda e o humano, enfim, alcança o seu estado mais sagrado de comunhão. Apurem os sentidos. O portal está aberto.

​A verdade irrefutável que o Poeta tentou explicar através da poesia — de que ninguém é igual a ninguém, e a vida logo confirmaria tal veracidade — é um fato. Na manhã seguinte, como de costume, ele entrega o seu manuscrito…

​- Oi linda, bom dia! Helena, tudo bem, minha querida? — disse Narciso.

​- Bom dia, Narciso! Eu estou sempre ótima! — respondeu Helena.

​- Que bom que você está bem! Comigo está tudo firme.

Ele deu um tempinho, abriu a sua velha pasta e retirou as folhas com os versos.

​- Tenho mais uma poesia para você, Helena Dolly! — entregou-lhe o Poeta.

​Ela recebeu, guardou e disse:

- Depois eu leio com mais calma. Eu gosto de ler devagar para entender melhor, muito obrigada, meu querido!

​Sempre brincalhão, ele disparou:

​- Não precisa brigar por isso, né linda?

Na verdade, o Poeta cada vez que finaliza e entregava uma poesia, sua alma parecia que tinha perdido dez quilos de tão feliz e contente que ficava, sempre admirando o seu próprio trabalho não por efeitos egocêntricos mas, pela felicidade com que Helena Dolly ficava quando recebia aquelas letras que normalmente sempre enalteciam a sua formosura.

Depois de entregar esta última poesia ele fica aproximadamente vinte e cinco dias sem escrever, ele resolveu dar uma paradinha básica, estancar a hemorragia de sentimentos para ver de fato o que se passava, mas continuaram se encontrando, se beijando, se abraçando e ele sempre apaixonado, seguia sua rotina insistindo, cobiçando, insinuando, querendo, esperando e desejando a Helena como se ela fosse a última mulher do planeta, porque, ele tinha a certeza absoluta que valeria a pena tê-la ao menos uma vez.

E num sábado contagiante e ensolarado, como já havia combinado com ela, o momento mais aguardado chegou e não tinha para onde correr. O glamour da intimidade finalmente chegou e obviamente saciaria a curiosidade mútua de forma visceral. As provocações eram acintosas; à espera havia sido longa, mas o encontro já estava desenhado, nos abraços, arrepios e beijos que eram as assinaturas de um vago compromisso.

O SÁBADO INESQUECÍVEL

Naquele sábado, Helena estava com as unhas impecáveis, o cabelo deslumbrante e muito bem-vestida, com os ombros à mostra — ainda mais linda que o de costume. No horário marcado, após tanto tempo de espera por aquele instante, bastou cruzarem os olhares para saberem que o tão sonhado momento de amor havia chegado. Partiram, então, para um lugar propício: um espaço aconchegante e inteiramente à altura de Helena.

​A descontração tomou conta de imediato. Ao chegarem lá, já bem à vontade, ambos mergulharam no clímax da mais pura e real intimidade: o enfim a sós, o bel-prazer, sem acanhamentos nem amarras, apenas entrega e prazeres livres. Para o Poeta, ao contemplar o olhar da sua musa defronte à sua linda pérola, foi possível sentir a flor do prazer desabrochar em estrofes musicais, antecipando as notas delicadas dos gemidos que logo viriam libertos da essência daquela alma de mulher. Ao mesmo tempo, em seu coração, o calor da poesia cumpriu o papel de sintonizar e unir de vez as duas almas e os dois corpos num grande ato de amor.

​Naquele exato momento, Narciso mostrou a Helena o porquê de ser um homem diferenciado.

NARCISO, O POETA SURPREENDEU A HELENA!

Tocar em sua desejada musa era como se estivesse dentro de um filme; o Poeta mal conseguia acreditar, parecia surreal. Finalmente estavam lá: as quatro paredes eram o limite para os dois. As carícias e os beijos preliminares deixaram Helena relaxada e bem à vontade, enquanto o prazer ardente os conduzia a seguir se despindo, num processo lento e delicioso.

​Naquele ato de puro amor, o Poeta pediu licença a Helena para desabotoar suas vestes. Pedido concedido. Aos poucos, um foi despindo o outro de forma tão generosa e carinhosa que a excitação ficou latente. Como num ritual sem pressa, seguiram naquele fascínio de se descobrirem. Quando Narciso enfim liberou o sutiã, ao deparar-se com aquela escultura magnífica, teve a nítida certeza do porquê de tanto amor — um fabuloso sincronismo com direito à mais pura admiração. Que maravilha de mulher!”

Ao perceber o corpo de Helena estriado, o Poeta antecipou-se, dizendo:

- Minha amada, você é uma potência de mulher. Não se preocupe com essas marcas corporais, pois a sua real beleza não é apenas estética... Suas estrias são, na verdade, o que adorna a sua alma!

​Narciso, aos poucos, foi tocando nas marcas espalhadas pelo corpo da amada. Era como se cada toque dissesse em silêncio: "Quem ama de verdade sabe que as linhas das estrias, nos carinhos intrínsecos, viram poesias em braille. Em cada toque sutil no corpo da amada, tudo vira harmonia, sinfonia de luz e um sublime encantamento exclusivo de uma deusa grega. Cara amada, efusivos são os resultados deste eterno carinho; o sabor do amor, poucos mortais já sentiram."

​Cortejada como uma miss diante daquelas palavras, Helena passou a sentir seu centro de gravidade pulsar no mesmo ritmo do coração; ela era um vulcão a ponto de entrar em erupção. Sabiamente, o Poeta continuou a tocar o corpo da amada com carícias divinais e beijos aleatórios. Mas aquela validação de suas estrias... Ah, aquilo foi demais para ela.”

Para o Poeta, foi um sonho ver aquelas curvas, aquele corpo delicado, bronzeado e extremamente arrepiado pela excitação, era muito prazer envolvido. Sem nenhum constrangimento os dois ficaram muito à vontade, totalmente despudorados parecendo que se conheciam há muito tempo, Helena era de uma meiguice notável, ela não conseguia esconder a umidade que a sua essência despejava de forma desejosa. A alegria dele era imensurável, ele nem sabia o que dizer, seus olhos brilhavam igual uma estrela no breu da noite, Helena na verdade era uma pérola de mulher, rara e realmente muito linda, exuberante, sem sombras de dúvidas uma musa para homem nenhum questionar, ela era a mulher da vida de Narciso pelo menos naquele momento.

Ambos incansavelmente trocaram carícias minuciosas, beijos e beijos por toda epiderme, ela era estonteante.

Como exímio conhecedor dos mistérios do corpo feminino, Narciso, tinha a geografia do prazer em suas mãos, ele estava eufórico e sabia como extrair cada centímetro de sentimento daquela pérola maravilhosa, ponto a ponto foi beijando o seu corpo, sua língua provocante extraía o néctar adocicado do prazer, passava pelas paredes sensíveis dos lábios, de cima para baixo e de baixo para cima ao som discreto dos gemidos produzidos e contorcimento do corpo pelo êxtase que ela sentia com a sublime eficiência nos estímulos da libido com pedidos de beijos por Helena. Com as pernas trêmulas Ela produzia mais lubrificação de forma excepcional que pulsava e não parava, paulatinamente indicando que estava pronta para receber todo o leite divino que o Narciso tinha pra dar como se fosse o cumprimento de uma promessa. Porém, o Poeta a fez chegar à luz do prazer, antes de consumar o ato, ela não resistiu e foi um orgasmo genial, um belo "squirt", que o deixou lisonjeado pelo privilégio de receber todo aquele presente, na verdade, um presente dos astros.

O Poeta sabia o que estava fazendo e o que não faltou foram as dolosas provocações, ela estava à mercê, entregue e apaixonada, toda receptiva recebia os afagos orais e gentis. Ao tocar os lábios com a ponta do “cetro do desejo”, um arrepio tornou aquela fração de segundos um delírio para Helena que não conseguiu segurar e foi inevitável as comportas do prazer se abriram num generoso orgasmo que aos poucos a passagem estreita estava pronta para receber tamanha imensidão, o desejo de Helena agiu como um bálsamo, lubrificando os caminhos para que aquele gigante pudesse, enfim, ancorar no fundo do seu ser, fazendo-a transbordar em espasmos de quem já estava conquistada por inteiro.

Ela sempre retribuindo na recíproca, como se estivesse devolvendo o prazer para mostrar que também conhecia as vontades do querer. Nesse estágio de volatilidade do amor, tudo estava em ponto de fulgor; não havia mais o que ser feito a não ser o que mais desejavam. Não era apenas um encontro físico; era uma invasão sagrada que dilatava as fronteiras do que ela julgava ser possível sentir.

​Ardentemente, o casal consuma o segundo ato daquela entrega de amor que certamente já estava registrada na mente do Poeta. Como um gentleman, ele a aguarda chegar ao seu orgasmo — que se repetiu por mais algumas vezes, numa sintonia de variações ao estilo Kama Sutra, com infinitas e interessantes posições. Helena era insaciável. Na sequência, Narciso, depois daquele fino trato, chegou ao ápice do prazer: era a sua vez de depositar o néctar da vida. Em seguida, abraçou-a com força, como se estivesse encostando o seu coração ao dela, beijando com muita ternura a sua boca convidativa. Helena deu mais um sussurro de prazer e retribuiu, ajustando seus braços, sentindo todo o vigor e toda aquela generosa carga que Narciso deixou dentro do seu templo sagrado.

​Nem passava pela cabeça do Poeta que um dia teria em seus braços aquela musa incrível; o desejo falou mais alto que a vontade, e isso foi mútuo. Se era um sonho, foi realizado!”

Descansaram por alguns minutos, conversaram, se recomporam e após aquele breve intervalo, se elogiaram e agradeceram, após uma sessão daquelas dormir era o que o Narciso menos queria, na verdade estava pronto para a próxima.

Vocês nem fazem idéia da perfeição da mulher que é a Helena Dolly, delicada e muito fina, parecia uma boneca esculpida.

_ Obrigado Helena, você é demais exatamente como imaginei, maravilhosa! (Narciso)

_ Você também é maravilhoso, meu querido adorei, você me fez muito bem, preencheu todos os meus espaços e estou muito feliz! (Helena)

_ Te adoro, sou apaixonado por você! Agora tenho essa certeza, minha linda! (Narciso)

_ Mas não pode! (Helena) disse ela sem titubear.

_ Tenho um carinho e uma consideração muito grande por você minha querida! (Narciso)

_ Você me deixou bem à vontade Poeta, fui nas nuvens com todo esse carinho, Narciso do céu, você não tem noção a do quanto você é gostoso! ... (Helena)

Naquela tarde de sábado, Narciso compreendeu que o que haviam vivido não era apenas um encontro carnal, mas a confirmação de que, apesar de todos os mistérios, eles haviam se encontrado. O Poeta, que nunca tinha imaginado chegar ao ato de total intimidade com aquela musa, sentia agora que o desejo havia apenas aberto a porta para algo muito maior.

Responda nos comentários!

​"Narciso finalmente realizou seu maior desejo. Mas, ao final do capítulo, Helena solta um enigmático 'Mas não pode!'. O que você acha que ela quis dizer com isso? Será que o relacionamento deles está apenas começando ou ela está tentando colocar limites?”

​Obrigado por dedicar seu tempo às minhas palavras. Este espaço é mantido pela paixão daqueles que ainda acreditam no poder da escrita autêntica. Considere tornar-se um assinante — gratuito ou pago — para não perder nenhum capítulo dessa jornada. Vamos manter viva a chama da literatura. Todas as quartas-feiras e aos sábados, haverá mais Mistérios a serem revelados!

​Este capítulo é uma publicação oficial do Selo 444. Descubra os mistérios do acaso todas as quartas-feiras e aos sábados.

​@PietrodeLuccaPoeta ✒️📝🖋️

Escritor, Poeta, Contista e Cronista

Athelier das Letras - Selo 444

opoetalk520.substack.com

pietrodeluccapoetanarcisosilva.blogspot.com

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