Carregando…

O ARREMATE DE UMA HISTÓRIA

Pietrodeluccapoeta777
Pública 0 conversa 0 pensamento 2 votos positivos 0 voto negativo 1 série 5 visualizações

Uma história nunca falece, perece e jamais morre nas masmorras da vida, quando o pensamento transborda pela cachola do escritor, há quem chora, há quem sorri. Uma língua sempre conta, um conto em…

Conteúdo da publicação

O ARREMATE DE UMA HISTÓRIA

null

Uma história nunca falece, perece e jamais morre nas masmorras da vida, quando o pensamento transborda pela cachola do escritor, há quem chora, há quem sorri. Uma língua sempre conta, um conto em dialetos, idiomas, códigos indignos, dignos do azul.

Quando a relação se dilui com a separação, os pedaços dos corpos se espalham feitos cacos de sentimentos, é peito ferido, um coração partido porém, livres nos braços do arbítrio.

O silêncio fala mais que o nascer do sol, em prol da lua, que romantiza o que antes era brilhante, agora chora emocionada, representada pelas gotas de orvalho na penumbra gélida da madrugada.

Um comboio de luz que o vento apagou; até as ondas do mar não querem encrespar, como sinal de luto, uma luta desleal entre a razão e a emoção foi travada.

Um solo em fá ou em sol mesmo, nos arpejos, sustenidos e bemois vos digo que “é nois”, são os lençois perfumados, um cheiro híbrido da vossa essência de mulher, que o tempo não apaga nem por incapacidade, nem por maldade. O mundo é um mar de marujos mil, corações sutis em guerreiros gentis, em terra firme tudo muda, até o mudo solta a voz e fala.

A palavra, quando nasce da ferida, não pede passagem: arromba a garganta com um “bass”, grave, alto. É o peito que se transforma em caixa de ressonância, ecoando o tom menor das lembranças que não pediram permissão para ficar e aí estão. O amor com o título de vitalício, não morre de uma vez; ele vai desbotando, descambando pelas tabelas devagar, peça por peça, no varal dos dias comuns. Nem a rosa perde a cor, mas guarda a forma e o cheiro do prazer.

Nessa travessia marítima, o algoritmo fica descalço sobre os próprios pedaços, e descobre-se a estranha beleza do recomeço. O bom marinheiro não teme o nevoeiro e sobrevive à tempestade, não pede arrego e aprende a parar o vento, ensina a ajustar as velas no meio do caos da mente. A dor é solo fértil, ainda que queimado.

Pois na geometria imperfeita da vida, até o que quebra encontra novo contorno no corpo da musa. O sol renasce sem pedir desculpas pela longa noite, e a voz, finalmente liberta o som que de dentro do peito se esvai, entoando a primeira nota do fogo de verão que ainda está por vir.

O Arremate

​Nem toda despedida é um naufrágio aos frágeis ; às vezes é só o mar devolvendo à terra firme o marinheiro que aprendeu a navegar no escuro.

​Se o amor desbota no varal dos dias comuns, a alma recolhe o tecido, dobra a saudade e veste a coragem de um novo alvorecer. Quem soube amar no tom menor, no arpejo doído da ausência, aprende a orquestrar o próprio destino em tom maior quando o sol finalmente decide despontar.

​O marinheiro que passou pela tempestade não volta o mesmo pra praia, volta capitão de si. Que venha, então, esse fogo de verão: as velas já estão ajustadas, a escrita afiada e a garganta, enfim, liberta pra cantar o próximo capítulo.

​“A cicatriz nada mais é do que a escrita do tempo garantindo que a ferida já virou verso.”

​Ficou forte, musical e denso na medida certa! Se precisar do tempero final pra alguma estrofe ou refrão, a cozinha das letras tá sempre aberta!

@PietrodeLuccaPoeta ✒️📝🖋️

Escritor, Poeta, Contista e Cronista

Athelier das Letras - Selo 444

opoetalk520.substack.com

pietrodeluccapoetanarcisosilva.blogspot.com

Related discussions

  • Ola boa tarde!!!

    Ola boa tarde!!! Me apresentando aqui me chamo Jaque ,sou Criadora de Conteudo em Redes Sociais e gosto muito do que eu faço,minha rotina de todos os dias é essa ,fazer lives e levar minha filha…

  • Paciente como um tigre.

    Estou longe dos meus objetivos, mesmo tentando conquistá-los. Estou como um escalador aos pés do Monte Everest. Preciso ser paciente, tão paciente quanto um tigre à espreita de sua caça. Preciso ser tão, tão paciente como o planeta Terra foi durante bilhões de anos. Posso cair no caminho, mas sempre irei me levantar. Estou como um escalador aos pés do Monte Everest. Preciso ser tão, tão paciente como o planeta Terra foi durante bilhões de anos. Posso cair no caminho, mas sempre irei me levantar.

  • Do Faz de Conta à Vida Real

    "Antes, salvávamos o mundo com superpoderes. Hoje, descobrimos que permanecer uma na vida da outra já era o maior deles."

  • atrás das linha inimigas

    atrás das linha inimigas

  • Dualidade azul

    Eu sempre fui o céu Eu sempre fui o mar Mas, onde desejas me encontrar? Quando sou céu Sou repleta de luminares A vastidão dos meus pensamentos Me leva ao momento Que serão lembrados para sempre Até…